domingo, 14 de junho de 2015

Vice City Stories - Parte 9


Amanheceu. Vic acorda e sente saudade de Louise, que não via havia alguns dias. Ele vai até o prédio dela e toca o interfone:

 Ei, Louise! Sou eu...

 Vic! Graças a Deus você está aqui! – Louise diz, alterada – Eu ouvi falarem que o seu prostíbulo está em chamas! As garotas estão bem?

 Foi a gangue de Marty que fez isso? – Vic pergunta, irritado.

 Estou descendo! – Louise diz.

Vic estava cansado de problemas, mas percebeu que dali para frente aquilo seria comum e tratou de se acalmar e esperar Louise chegar até a porta do prédio. Assim que ela chegou, Vic já foi andando em direção a sua moto, perguntando:

 Você ligou para o Corpo de Bombeiros?

 Não se preocupe. Eu sei onde podemos encontrar um carro de bombeiros! – Louise respondeu.

Alguns metros a frente, na orla da praia, havia acabado de acontecer um acidente de carro. Louise ouviu o caminhão dos bombeiros indo ao local apagar as chamas dos carros, que haviam explodido. Logo Vic chegou em sua moto com Louise. Eles viram que o caminhão estava ligado e desocupado. Simplesmente entraram e saíram dirigindo o caminhão em direção ao prostíbulo. Não deu tempo de os bombeiros reagirem. Vic e Louise viram um grande incêndio em vários carros estacionados em volta do prostíbulo, que tinha o teto ardendo em chamas também. Vic precisou da ajuda de Louise para acionar a mangueira do caminhão, por falta de experiência. Mas os dois conseguiram apagar o fogo com alguns minutos de insistência. Quando terminaram de apagar o fogo, Louise viu um homem espiando tudo no fim da rua e o reconheceu:

 Aquele é o primo de Marty! Pega ele, Vic! Esse desgraçado tem seis dedos nas mãos!

Vic desceu do caminhão com uma pistola em mãos. O homem viu e correu, subindo as escadas laterais de uma casa, indo em direção ao telhado. Quando Vic estava subindo as escadas, tiros começaram a ser disparados. Ele se abaixou e esperou os tiros cessarem. O primo de Marty precisava recarregar a arma. Era a hora. Vic subiu dois degraus e com um tiro acertou o peito do homem, que caiu, largando sua arma. Ele não sobreviveria. Vic mexeu nos bolsos dele e encontrou trezentos dólares. O incendiário agiu e pagou com a morte.

Era hora de levar o caminhão dos bombeiros para um local afastado. Vic diz a Louise para ir embora de carona com um dos funcionários do prostíbulo, que estava junto com os outros do outro lado da rua, afastados por conta do fogo. Vic entrega mil dólares para Louise entregar para seu funcionário para pagar as despesas que o fogo causou no teto. Ela pega o dinheiro e segue em direção ao grupo. Vic decide deixar o caminhão em um estacionamento do centro da cidade. Enquanto estava chegando ao local, deu a notícia na rádio de que, na noite anterior, vários motoristas disputavam corridas nas ruas do centro da cidade atirando um contra os outros e que a polícia viu que havia vários carros dos Cabrones envolvidos e que um advogado chamado Ken Rosenberg estava tomando o caso para si. Vic pensou em Umberto, mas também pensou que ele sabia se virar. Então deixou o caminhão no local e entrou em um táxi de volta para a praia. Na altura onde havia acontecido o acidente, Vic pediu para o taxista parar e o pagou. Ele viu sua moto estacionada onde havia deixado para roubar o caminhão e fez o caminho de volta para casa tranquilamente.

Assim que chega em casa na hora do almoço, Vic pede comida chinesa para matar sua fome. Eis que recebe uma mensagem em seu pager de sua tia Enid: “Ouvi dizer que você tem uma garota. Não gaste todo seu dinheiro com ela, pois você tem obrigações familiares!”. Vic lembrou que não mandava dinheiro para sua tia já havia algum tempo. Tinha que fazer algo em relação a isso. Pegou três mil dólares e foi ao hotel onde estava seu irmão Lance. Quando chegou lá, Vic se apresentou como irmão do hóspede. Seu nome já estava liberado previamente, então foi até o quarto. Assim que entrou, Vic viu Lance deitado no sofá falando ao telefone:

 Eu sou Lance Vance, querido, você pode confiar em mim! Lance T. Vance, com T de Trust (confiança). Ótimo. Eu amo você, cara. Não, não de um jeito engraçado! Beleza! Tchau!

 Quem era? – pergunta Vic, com um pé numa cadeira, aguardando.

 Haha! Ninguém! – Lance desliga o telefone.

 Parecia alguém... – Vic diz.

 Vic, olha para mim! Não era ninguém! – Lance fica sério.

 E você olha para mim! Quem era? – Vic se irrita.

 Você vai me agradecer! – Lance se levanta.

 Como se eu nunca tivesse ouvido isso antes. O que você fez? – Vic diz, irônico.

 Encontrei uma saída! Dois garotos, uma casa zoada, sem educação, sem pai. E ricos para caralho! – Lance diz, empolgado – É o sonho americano, baby! Pete com um bom plano de saúde!

 Nós não somos garotos! – Vic não caiu na conversa um segundo sequer.

 Somos jovens de coração! – diz Lance – Escuta: eu conheci um cara grande. E nós vamos conseguir muito dinheiro fazendo absolutamente nada!

 É melhor isso não se tratar de drogas... – diz Vic.

 Nós não vamos tocar em nenhuma droga, cara, qual é! Você sabe que eu sou seu irmão. Você pode confiar em mim... – Lance insiste.

Vic, como sempre, cede com um pouco de insistência. Ele apenas abaixa a cabeça e faz um movimento com o dedo indicando para os dois descerem. Na rua, Vic pergunta para Lance:

 Então, quem é esse cara grande?

 O nome do meu cara é Forbes. Ele vai ligar para nós a qualquer momento na lanchonete. Então vamos para lá rápido! – Lance responde.

Os dois entram em um carro esportivo alugado por Lance, mas Vic dirige, pois não queria que o que havia acontecido há alguns dias se repetisse. Vic leva o carro até alguns metros à frente, onde havia um King Knuts. Os irmãos entram e Vic pede um sanduíche para disfarçar enquanto Lance vai ao telefone público dentro da lanchonete aguardar a ligação do tal Forbes. A ligação não demora muito:

 Então a mercadoria está escondida dentro do painel do carro? Ah, sim, sem problema... – Lance desliga e vai até a mesa onde Vic aguardava seu lanche – Ok, nós vamos pegar o carro do Forbes.

 É só isso? Sem drogas? Pff, que “cara grande”... – Vic ironiza.

 Cara, me dá um tempo! Nunca se ganha para você! – Lance resmunga e olha para a porta da lanchonete – Ah que merda, você está brincando comigo!

 Ok, ninguém se mexe! Vamos lá! Mãos aonde eu possa vê-las! – um homem encapuzado com uma submetralhadora grita para todos. Ele está acompanhado de mais dois homens. Era um assalto.

Todos levantam as mãos, menos um senhor que se assusta e tenta sair correndo do local. Ele é metralhado. Os homens não estavam brincando. Sabendo que precisavam chegar ao carro de Forbes em um horário marcado, Vic saca sua pistola e toma proteção nas poltronas da lanchonete. O telefone ficava em um canto escuro e afastado do balcão, portanto os ladrões não notaram a presença dos dois irmãos ali. Vic diz para Lance se abaixar e solta três tiros secos, em sequência, cada um com direção certa: a cabeça. Foram três cabeças explodindo quase que simultaneamente. Todos se levantaram. Vic e Lance foram em direção a porta, mas viram que a polícia já havia cercado o lugar e que policiais estavam apontando suas armas para os dois.

 Cara, isso é típico! Eles acham que nós somos os culpados! Que merda! – Lance diz.

Vic olha ao redor e vê uma saída de emergência. Os dois saem por ali, no meio de corredores entre prédios. A polícia não percebe a fuga e fica esperando os “ladrões” se entregarem. Lance diz a Vic que eles precisavam ir a um prédio chamado Port Authority Building, que ficava próximo ao porto. Era lá que casos de imigração ilegal eram investigados e era lá que estava o carro de Forbes. Não havia outro jeito: para chegar ao carro, eles precisariam roubar um carro. E foi o que fizeram com o primeiro carro que passou na rua. Houve a interceptação, o roubo e a fuga, o clássico assalto. Eles atravessaram a praia sem perturbações policiais e chegaram ao estacionamento do prédio. A segurança não deixaria nenhum carro estranho entrar. A solução? Tiroteio. Vic destroi a cancela e atira em todos os seguranças do estacionamento. Lance aponta qual era o carro. Era um dos vários carros de luxo que havia lá. Vic e Lance entram no carro, que dispara o alarme.

 Vai! Tira esse carro daqui! – Lance grita.

 Eu não estou entendendo! Como que roubar um carro idiota vai deixar a gente rico? – Vic se incomoda.

 Eu tenho tudo sob controle, cara... – Lance tranquiliza o irmão.

 Tem droga escondida nesse carro? – Vic pergunta.

 Se acalma, cara... Fica de boa... – Lance diz arrastadamente.

Logo a frente, havia mais seguranças armados. Vic e Lance se abaixam para evitar os tiros e aceleram com tudo para cima dos homens, que são todos atropelados. Agora não havia mais obstáculos. O carro roubado deixa o prédio e vai até a casa de Vic, ali perto.

 Você dirigiu bem, Vic. Mas, err... É melhor eu pegar o controle daqui! – Lance diz, meio constrangido.

 Como assim, cara? – Vic se irrita e sai do carro.

 Forbes não te conhece, cara. Ele não confiaria em você. Até mais! – Lance soa como se estivesse dando uma desculpa esfarrapada e acelera, jogando setecentos e cinquenta dólares para trás.

 LANCE! SEU IDIOTA! – Vic grita, mais uma vez puto com seu irmão.

Não havia mais o que fazer. Victor Vance já estava no jogo das drogas.

Um comentário:

  1. Boa cara, estava ansioso pra que chegasse essa parte hee fico imaginando quando chegará nos próximos gta do universo 3D hee

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