segunda-feira, 13 de julho de 2015

Vice City Stories - Parte 15


Vic acorda preocupado no dia seguinte ao roubo gigante de cocaína que sua mãe cometeu. A ideia de Lance de ir até os irmãos Mendez e mentir sobre o sumiço da droga era muito arriscada e aquilo não saia de sua cabeça. Vic liga o rádio e a VNN fala sobre o Interglobal Studios, que estava sendo usado para alavancar a cena cinematográfica da cidade com filmes de ação, como Mall Munchers, que Vic atuou. Pouco depois da notícia, o pager de Vic recebe uma mensagem do diretor Spitz, que possivelmente também ouviu a notícia naquela hora: “Se quiser participar de mais filmes ‘empoeirados’, vá ver Reni no estúdio de cinema...”.  Vic estranhou a mensagem amigável do diretor que não recebeu seu pó. Lance devia ter o enrolado com alguma mentira. Lance também envia uma mensagem chamando seu irmão para ir até sua casa. Vic foi ver o que Lance havia resolvido.

 Preciso achar um jeito de sair dessa, cara... – Lance diz para si mesmo, andando em sua casa sozinho, elétrico, provavelmente após ter cheirado cocaína.

 Lance, que porra está errada agora? – Vic entra na casa, pergunta sério e senta no sofá.

 Nada! Nada mesmo! Estamos bem! – Lance gagueja.

 Sério? Pois eu vou te dizer uma coisa: a gente não parece estar bem! – Vic ironiza.

 Então deixa EU te dizer uma coisa: nós estamos! Hahaha! – Lance diz com firmeza dessa vez.

 Bem, “nós” estamos parecendo um imbecil que acaba de perceber que “nós” fodemos nossa família inteira... – Vic usa novamente a ironia.

 Fale essa merda por você! São apenas negócios, baby. Acho que eu resolvi tudo... – Lance diz – Estou legal, cara. Estou relaxado demais! É isso aí!

 Do que você está falando? – Vic pergunta.

 Os irmãos Mendez. Eles não nos querem mortos mais... – Lance diz.

 Não? – Vic duvida.

 Não! Eles podem até querer machucar a gente um pouquinho, mas matar a gente? Nah! – Lance responde.

 Ok, então dois lunáticos homicidas querem me machucar um pouco e eu estou feliz com isso... – Vic novamente ironiza e explode – NO QUE VOCÊ ENFIOU A GENTE, SEU IMBECIL DE MERDA!?

 Mano! A gente está de boa! Sem problemas! – Lance tenta acalmar seu irmão.

 Ah, Lance... – Vic suspira enquanto o telefone da casa toca.

 Sim, é o Don! – Lance atende ao telefone, o que faz Vic olhar perplexo para a infantilidade do irmão – O que? Você está me zoando, né? Que merda...

 O QUE FOI? – grita Vic ao ver seu irmão desligar e ficar parado olhando para ele.

 Hehe, pode estar acontecendo um pequeno problema... – Lance gagueja muito antes de dizer que estavam atacando negócios de Vic.

 PUTA QUE PARIU, LANCE! – Vic grita e vai correndo para a garagem.

 PARA DE GRITAR COMIGO! NÃO É MINHA CULPA! – Lance também começa a gritar, seguindo o irmão.

 Claro que é! Se não fosse você roubando aquela cocaína dos Mendez, eles não estariam atacando meus negócios! – Vic responde.

 Eu estou cansado, cheio de você me culpando por tudo! Agora, eu vou salvar o “seu” império. Faça o que você quiser! – Lance diz entrando em seu carro e saindo em disparada.

Vic sabia que se seu irmão fosse sozinho, ele não ia durar muito, afinal eram capangas dos irmãos Mendez, os maiores barões do tráfico da cidade. Vic sobe em sua moto e segue Lance pela praia. Ele estava indo para a outra parte da ilha, onde ficavam os negócios de seu irmão. Lá chegando, os empregados de Vic já estavam combatendo as rajadas de tiro vindas de homens latinos em carros de luxo. Eram poucos, mas eram bem treinados, bons atiradores.  Alguns capangas de Vic são baleados, outros entram para os prédios, mas a ousadia de Lance e a frieza de Vic funcionam bem em guerras de rua. Os homens de Mendez morrem em frente ao prostíbulo e fogem do escritório perto do aeroporto.

 É isso ai! Nós vencemos! – grita Vic após a batalha.

 É! Mas eu não iria tão longe, mano! – Lance responde.

 Como assim? – Vic pergunta.

 Nós vencemos o dia de hoje. Mas provavelmente vão nos emboscar de novo em algum lugar... – Lance avisa – Foi mal, cara.

Lance volta para sua casa. Vic volta para a sua. Não era muito seguro, como sempre, ficar nas ruas de Vice City. A VNN logo anunciou que a polícia tinha tomado conhecimento do que estava se passando após os ataques a prédios comerciais pela cidade e que poderia ser o início da maior guerra entre organizações criminosas do submundo que a cidade já viu.

Naquele mesmo dia, Vic recebe uma mensagem em seu pager vinda de um dos irmãos Mendez: “Acho que nós temos interesses em comum. Ligue para nós – rápido”. O que será que era aquilo? Um blefe dos Mendez ou o resultado de alguma loucura que Lance havia inventado? De qualquer forma, essa aproximação fazia parte dos planos de Lance. Vic veste seu melhor terno, um italiano amarelo, liga para Lance, que já estava ciente, e marca para os dois se encontrarem em frente à mansão dos irmãos Mendez, no extremo norte da cidade, em uma pequena ilha chamada Prawn Island, que continha as três casas da mansão, o Interglobal Studios e alguns pequenos e antigos prédios de escritórios.

Os irmãos Mendez eram dois: Armando e Diego. Os dois eram descendentes de bolivianos e com o passar dos anos em Vice City fundaram o Mendez Cartel. Diego era o mais velho, um homem de cinquenta anos, bigode, terno escuro, poucos cabelos negros (provavelmente pintados) penteados para trás, óculos aviador e vários, mas vários itens de ouro pendurados em seu corpo. Já Armando era mais elegante, aparentava ser bem mais jovem do que seus prováveis quarenta e poucos anos, usava terno branco, tinha cabelos pretos, rosto liso como seda.

Os seguranças do cartel recepcionam Vic e Lance e os escoltam armados até a sala de estar. Os irmãos se sentam em um sofá fino e aguardam os irmãos Mendez por alguns segundos.

 Ah, gêmeos! Como Diego e eu... Que coisa! – Armando entra na sala falando alto ao olhar para Vic e Lance. Ele está acompanhado de seu irmão Diego.

 Escuta, Mendez. Nós não queremos merda nenhuma! – Lance se levanta e fala.

 Siéntate! – um dos seguranças grita e soca as costelas de Lance por trás. Vic pensa em reagir, mas desiste ao ver a arma de outro segurança apontada para sua cabeça. Ele estava desarmado.

 Escutem, irmãos Vance. Se vocês querem que eu mate vocês agora, sem problema. Ou, nós podemos trabalhar juntos. Vocês escolhem... – Armando diz.

 Que merda de escolha é essa? – Vic diz para si mesmo.

 Ok, acho que vamos trabalhar juntos... – Lance diz, com as mãos na costela, deitado no sofá.

 Bom. Diego? – Armando quer a opinião de seu irmão.

 Si! – grunhe Diego. Ele era do tipo ogro, de poucas palavras.

 Então, Victor e Lance... Quem é que está roubando de nós? – Armando pergunta com uma grande ironia, parecendo estar brincando com os dois – De todos nós, porque agora somos parceiros. Um time. Digamos... Quatro irmãos.

 Foi Martínez! – Lance diz rapidamente.

 Sério? Ok. Prove. Digo, prove agora... – Armando desafia Lance.

Lance balança a cabeça e bate no ombro de Vic para os dois saírem da casa. Vic sai, mas não entende e começa a ficar nervoso:

 Como que a gente vai provar que Martínez está por trás do roubo da carga deles?

 Martínez está trabalhando com o Estado. A única coisa que a gente precisa é de fotos dele com federais. A gente pode até armar para fazer ele parecer um policial infiltrado, como era Forbes. É isso! Cara, eu sou um gênio! – Lance diz a Vic – Tire umas fotos de Martínez com os federais, depois pegue os documentos de Forbes na minha casa e me encontre na Print Works!

 Print Works? – Vic não entende o motivo de ir até a gráfica.

 Confie em mim. Te vejo lá, mano! – Lance entra em seu carro e vai embora.

Vic sobe em sua moto e vai até próximo à delegacia de Vice City, que ficava próxima à sua casa. Ele já havia visto Martínez por ali. Após alguns minutos de espera, Martínez sai da delegacia com um agente da DEA. Ele estava sendo escoltado após ajudar a polícia com depoimentos. Martínez diz que queria saber do barco que a agência havia arrumado para ele deixar a cidade sob o nome de Sven Johansson, algo que não combinava muito com sua aparência, mas que era melhor que nada. Vic sempre carregava uma máquina fotográfica antiga, dos tempos de quartel, consigo e a usa para tirar uma foto de longe de Martínez e o agente conversando dentro de um carro. Mas ele tinha que saber para onde Martínez estava indo, então segue o carro, que vai até um píer da cidade, onde uma grande lancha está ancorada. Martínez reclama do barco, mas o agente diz que o sargento tinha sorte de ter aquilo, pois depor não era ganhar na loteria. Vic se aproxima do píer e tira outra foto de longe de Martínez já no barco, mas dessa vez era visível o colete da DEA do agente que o acompanhava. Já era o suficiente, mas Martínez percebe o reflexo do metal da máquina fotográfica. Ele prontamente avisa ao agente que alguém estava tirando fotos dele. O agente rapidamente avisa via rádio. Vic vê a movimentação de longe e trata de sair dali rapidamente para ir até a casa de Lance pegar os documentos de Forbes. Por sorte, aquele píer ficava a alguns metros da mansão de seu irmão. A polícia não tinha mais pistas de quem estava tirando fotos no píer. Vic então vai até a gigantesca gráfica Print Works, em Little Havana. Já é noite. O carro de Lance estava no estacionamento, então Vic encontra seu irmão e entrega tudo.

 Fotos, identidade de Forbes, ótimo! Vou colocar tudo isso junto com aquela papelada de identidade falsa que o nosso amigo deixou para trás! – Lance diz.

 Então, em vez de agente da DEA Forbes... – Vic diz.

 Nós temos agente Jerry Martínez, otário de primeira classe! – Lance completa – Isso deve convencer Mendez que Jerry é um policial.

 Se não der certo? – Vic pergunta.

 Corra. Mas não corra atrás de mim. Já vou estar em cima de uma árvore no Haiti... – Lance diz.

Lance entra em seu carro e vai para casa. Vic passa em algum restaurante para jantar e vai para casa. As próximas horas seriam decisivas para a relação entre os “quatro irmãos”.

2 comentários:

  1. Kkk muito bom cara, tá ficando cada dia mais legal ainda. Só um conselho, toda vez que você terminar uma parte, dê uma revisada hee pra ver se encontra alguns erros como esse:
    "Diego era o mais velho, um homem de cinquenta anos, bigode, terno escuro, poucos cabelos negros (provavelmente pintados) penteados para trás, óculos aviador e vários, mas vários itens de ouro pendurados em seu corpo. Já Diego(não seria o Armando?) era mais elegante, aparentava ser bem mais jovem do que seus prováveis quarenta e poucos anos, usava terno branco, tinha cabelos pretos, rosto liso como seda."

    Ou esse:
    – Ah, gêmeos! Como Diego e eu...que coisa! – Armando entre(entra*) na sala falando alto ao olhar para Vic e Lance. Ele está acompanhado de seu irmão Diego.

    He-hee só uma crítica construtiva de um leitor que tá adorando sua história hee ótimo trabalho, cara!

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    1. Eu sempre me confundo com os Mendez mesmo. Entre Diego e Armando eu só consigo pensar no Maradona kkkkk. Obrigado pela correção.

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