quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Vice City Stories - Parte 21


Alguns dias se passam e Reni recebia Phil Collins e Barry em seu escritório. Lá era o lugar mais seguro para o astro ficar na cidade. Reni fazia suas típicas investidas sexuais, dessa vez em Phil, enquanto Barry falava ao telefone.

 Mas, querido, você não sente uma conexão especial entre nós? Uma certa mágica? – Reni pergunta a Phil.

 Não. E eu serei sincero com você: você não faz o meu tipo! – Phil responde – Barry, está tudo pronto para hoje à noite?

 Cara, é claro que está tudo resolvido! – Barry diz após sua conversa no telefone ser interrompida – Você vai detonar tudo!

 Hum, bem, eu estou mais preocupado em alguém ME detonar... – Phil diz, preocupado.

 Ai, esse papo de detonar... – Reni não consegue segurar seus pensamentos sexuais.

 Por favor, querida, desconte todas as suas frustrações em Barry e me deixe em paz... – Phil perde a paciência com Reni.

 Barry? Eu já tive Barry! Todo mundo já teve. Eu gosto de desafios! – Reni revela.

 Você o que!? Phil, ele está brincando! – Barry se incomoda.

 Barry? – Phil acredita.

 Olha, Phil... PARA COM ISSO! – Barry grita ao ter Reni beijando sua nuca enquanto tentava se explicar para Phil.

 Sim! No ano passado, em Mônaco. Bastante champanhe, bastante amor no ar... – Reni relembra.

 Não teve nada disso! É melhor você calar a boca! É mentira, Phil! – Barry começa a ficar desesperado.

 Mas foi tããão lindo... – Reni provoca Barry imitando um bebê.

 Tá bom, tá bom. Barry, nós estamos seguros, certo? – Phil muda de assunto.

 Seguro? O melhor segurança da cidade acabou de aparecer. Eu mentiria para você, garoto? – Barry vai até a porta do escritório receber Vic, que havia acabado de chegar.

 Na verdade, sim. Toda hora! – Phil responde irritado.

 Bem, dessa vez eu não estou! Vic, eu mentiria para ele? – Barry pergunta.

 Provavelmente... – Vic é seco.

 É melhor nós irmos para o camarim... – Phil se cansa do assunto.

 Vic, eu preciso de um favor! – Barry diz – Vá ver se o palco do show está limpo. O senhor superstar aqui colocou toda a imprensa na minha cola.

 Claro! – Vic aceita.

 Ei, não era eu que estava procurando um verdadeiro amor em Mônaco... – Phil ironiza.

 Cala a boca, senão você vai ter que procurar um novo empresário! – Barry se irrita.

 Ei, não me provoque... – Phil diz e sai do escritório. Barry o acompanha.

 Eu amo esses dois! São deliciosos! – Reni diz a Vic.

 Hehehe! – Vic sorri e segue os dois.

O show de Phil aconteceria em uma semana no ginásio do centro cidade naquela noite, o Hyman Memorial Stadium. Naquela noite, aconteceria o primeiro ensaio de Phil no palco. A ameaça de Giorgio Forelli de matar Phil Collins era real, então deveria haver uma absoluta certeza de que nada aconteceria durante o ensaio e o show. E ninguém melhor do que Vic Vance para organizar esse esquema de segurança.

Naquela tarde, Vic vai até o ginásio para preparar tudo. Mas tem uma surpresa: dentro do ginásio havia vários italianos armados, eles já haviam matado várias pessoas que estavam trabalhando nos preparativos técnicos da passagem de som e luz. Mas Vic vai abrindo caminho com seu fuzil e matando um por um dos que estavam sem crachá em toda a área reservada do local. Ele roda por todos os corredores entre as áreas de bilheteria e encontra vários homens armados. O tiroteio é intenso, mas ele sempre sabia se defender de tiros, sempre arrumava alguma coisa para usar de escudo. Ao chegar ao palco, mais homens armados. Vic penetra aquele colosso de metal e elimina todas as pessoas visíveis ali, naquele momento não queria saber mais da inocência de cada um. A área do palco e dos corredores estava limpa. Mas para a segurança ficar completa, era necessário chegar aos andares de cima do ginásio. Lá, mais uma surpresa desagradável: três homens estavam plantando uma bomba ali. Pelo tamanho do artefato, praticamente do tamanho de um carrinho de supermercado, não só o show de Phil seria destruído como também a arena inteira. Vic solta uma rajada de tiros precisas nos três homens que estavam distraídos com a bomba. Ele se aproxima e vê que o timer ainda estava desligado. A bomba ainda não havia sido ativada.

Após, agora sim, ter todo o ginásio seguro (enquanto limpava a área, Vic ligou para seus empregados para cercar o local e evitar possíveis entradas), era hora de arrumar uma nova equipe para fazer o ensaio acontecer, pois os homens que trabalhavam ali, infelizmente, estavam todos mortos. Vic liga para Reni e pede uma nova equipe técnica. Seu pedido é atendido em poucas horas. À noite, Phil e Barry chegam a bordo de uma limousine preta. No estacionamento, Vic os recepciona. Barry, que estava no banco do carona da limousine, sai e diz para Phil:

 Olha aí o Vic! Viu, não te falei? Nada para se preocupar!

 Tá bom, tá bom. Te vejo lá dentro... – Phil não dá bola e sai caminhando em direção ao elevador.

 Sério, cara, está tudo bem? – Barry pergunta a Vic.

 Claro, mas você vai precisar de um esquadrão antibomba! – Vic responde com certa ironia e desprezo pela ingenuidade do inglês.

 Antibomba? Hahaha! Boa! Você é um comediante mesmo! Hahaha! Acho que você também deveria estar no palco, hein? Hahaha! – a reação de Barry só confirma o que Vic sentia – Phil, acho que a gente deveria atrasar o ensaio um pouco. Problemas técnicos, mas nada sério, está tudo bem...

Phil sobe para o camarim completamente calado. Em poucos dias de Vice City, já estava cansado de Barry Mickelthwaite. O ensaio acontece normalmente, a equipe que Reni contratou faz milagre em pouco tempo e deixa tudo em perfeita ordem e qualidade. Vic assiste o ensaio de um camarote. Aproveita para gastar parte dos mil e quinhentos dólares que Barry havia dado a ele. Mas enquanto estava lá, ele recebeu uma mensagem em seu pager. Era uma mensagem de Reni: “Falei para Ricardo Díaz coisas boas sobre você, amorzinho. Ele quer um encontro. Lembre-se, querido, você me deve uma!”. Vic já sabia quem era Ricardo Díaz. Era a parte que faltava para completar a trinca de barões de drogas da cidade. Ele era tão grande quanto os irmãos Mendez e o coronel Cortez. Vic então pensou que no dia seguinte marcaria o encontro que ele queria.

Após sair do ensaio de Phil Collins, Vic aproveita para passar na casa de Lance. Eles não se falavam desde a loucura aérea que o irmão mais novo havia feito, há três dias. Vic entra e encontra seu irmão dormindo no sofá com todas as luzes apagadas. Após as luzes da sala serem acesas, Lance acorda parecendo que dormiu por um bom tempo:

 Nossa, cara! Que mês é hoje? Eu fiz alguma coisa estúpida nos últimos dias?

 Estúpida? Não, não. Você ultrapassou muito o limite do estúpido e continuou indo até chegar ao nível fodido! – Vic usa sua ironia.

Nesse momento o telefone toca. Vic atende e ouve uma voz feminina:

 Lance? É a Louise. Onde o Vic está? Eu preciso dele...

 Sou eu, Louise. O que foi? – Vic responde.

 Vic? Ai, graças a Deus! É aquele Martínez! Ele deve achar que a gente ainda é um casal! – Louise diz, inquieta.

 Ah é? Bem, a gente não é! – Vic responde, irritado.

 Pelo amor de Deus, Vic! Eu não dormi com o Lance! Ele é só meu amigo. Mais amigo do que você tem sido ultimamente! Você nunca liga, a gente nunca se vê... – Louise também se irrita.

 Isso aqui vai dar em alguma coisa? – Vic perde a paciência e já quer desligar.

 Eu só queria que você soubesse que os homens de Martínez estão me seguindo. E como eu estou querendo voltar, eu estou tentando evitar ser morta! – Louise desabafa – E agora eu estou escondida atrás de uma merda de lanchonete. Como se você fosse dar a mínima.

 O que? Martínez mandou caras atrás de você? – Vic finge surpresa para não deixar Louise em pânico por ele já esperar isso acontecer.

 Eu nem sei por que eu liguei! Eu vou matar todo mundo sozinha mesmo! – agora é a vez de Louise perder a paciência e desligar.

 Espera! Louise! Louise! – Vic fica preocupado com o rumo que as coisas estavam tomando – Lance, você vai me ajudar? Ah, esquece.

Lance poderia até ajudar Vic, mas em seus sonhos. Ele dormia como pedra. Possivelmente havia usado alguma droga relaxante. Vic vai até a lanchonete mais próxima do apartamento de Louise, um King Knuts em Little Haiti. Ele está com seu fuzil e grita por ela nos fundos. Louise estava em frente à lanchonete sendo jogada dentro de um carro por dois homens. Ela ouve os gritos de Vic e grita por socorro. Vic olha para trás e vê três carros indo embora do local, um com Louise dentro. Alguns homens de Martínez aparecem nos fundos da lanchonete e dizem que Louise era a puta do chefe deles agora. Vic rapidamente solta uma rajada de tiros para acertar os três. Ele nem mirou, só pensava em entrar em seu carro e perseguir quem havia sequestrado sua “namorada”. Os carros vão até o estacionamento de um prédio no centro da cidade. Quando Vic se aproximou, quase todos já haviam saído dos carros, apenas Louise ainda estava na traseira de um e outro carro estava ocupado com duas pessoas. Vic chega atropelando todo mundo, inclusive batendo com muita violência na frente do carro em que Louise estava. O carro que estava ocupado foge. Com todos no chão, Vic sai de seu carro e vê que Louise estava ferida no peito, provavelmente pela batida. Ele precisa a levar para o Schuman Health Care Center, o hospital que ficava no centro de Vice City, bem próximo de onde eles estavam. Enquanto colocava Louise em seu carro, Vic dizia com um pouco de medo:

 Vai ficar tudo bem!

 Vic, eu sabia que você viria... Acho que eu preciso de um médico... – Louise está fraca para falar.

Vic estaciona o carro em frente ao hospital e grita para os enfermeiros buscarem Louise com urgência. Dois homens vão buscar e a levam de maca para o hospital. Vic não poderia ficar lá e muito menos parado dentro de um carro no centro da cidade. Ele acelera para sua casa em Little Haiti. Logo em seguida, recebe uma mensagem de Martínez dizendo: “Louise foi muito boa comigo, cara. Diga a ela que nós iremos nos encontrar de novo...”. Por pouco Vic não jogou seu pager no chão. Martínez cada vez mais passava dos limites. Juntar forças com Ricardo Díaz poderia ser uma boa opção para o ex-soldado eliminar o sargento Martínez de sua vida. E isso precisava acontecer o mais rápido possível. A vida de Louise estava ameaçada.

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