segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Vice City Stories - Parte 23


Anoitece e Vic Vance chama alguns de seus funcionários para o acompanharem até a casa de Gonzalez. Lá, ele é informado por seguranças que o chefe estava na casa de Ricardo Díaz. Vic estranhou, os dois eram inimigos e rivais na distribuição de cocaína em Vice City, o que estariam fazendo juntos? Ir até lá era o único jeito de descobrir. Vic diz a seus homens que poderiam voltar, pois a casa de Díaz era um lugar em que ele se sentia seguro, pelo menos a ponto de não sentir que seria fuzilado pelas costas a qualquer momento. Quando estaciona seu carro no estacionamento da mansão de Díaz, Vic ouve uma forte discussão na parte de trás do pátio, próximo ao píer. Lá estavam Díaz, com seus homens armados, e Gonzalez, sentado em um banco ao lado da piscina.

 Leve as armas de volta para o seu coronel, mas lembre-se, você pertence a mim agora! Cada carga que você trouxer para Vice City passará por mim! – Díaz grita para Gonzalez.

 Si, si! Sem problemas! – responde Gonzalez, assustado.

 Vic! – Díaz grita quando vê Vic se aproximando – Eu estava falando com meu novo amigo Gonzalez sobre lealdade. Sobre como eu irei cuidar dele se ele fizer o que eu mandar. E você vai fazer o que eu mandar, não vai, Gonzalez?

 Si, si... – Gonzalez responde com o mesmo tom de antes.

 Bueno. Escolte ele até o aeroporto, Vic. Mostre a ele o que significa ser amigo de Ricardo Díaz! E o que significa ser um inimigo... – Díaz diz.

Vic olha mais à frente e vê um caminhão com um grande contêiner na caçamba. Eram as armas que Gonzalez levaria para seu coronel Cortez, as mesmas armas que a DEA havia trocado por drogas. Drogas que, falsamente, foram divulgadas para a mídia como se tivessem sido capturadas entrando no país ilegalmente. Gonzalez assume a direção do caminhão e Vic assume o comando de um helicóptero que carregava alguns homens armados para se algum imprevisto acontecesse no trajeto do caminhão até o aeroporto. E aconteceu. Assim que sai da mansão de Díaz, o caminhão é seguido por vários carros. Os funcionários de Díaz abrem fogo violentamente contra os carros que seguiam o caminhão. Não se sabia quem estava por trás, mas provavelmente era algum dos outros barões de droga da cidade. O caminho até o Escobar International Airport é aberto sem grandes problemas. O caminhão dirigido por Gonzalez é recebido por um grupo de seguranças do coronel Cortez, que aguardavam com um bloqueio no portão principal de entrada de cargas do aeroporto. Gonzalez leva o caminhão até um hangar que possuía um jato executivo estacionado.

Mas o bloqueio do portão feito por homens de Cortez não estava dando conta dos carros que continuavam chegando ao aeroporto. Os homens de Díaz no helicóptero tiveram que ajudar a proteção a ser feita. Há um intenso tiroteio naquela noite nos arredores do aeroporto. Vic percebe que a outra entrada da área de cargas do aeroporto também estava sob ataque. Ele apenas aguarda o ataque do portão atual ser combatido para já ir para o outro, que também estava sob proteção do exército de Cortez. Mas ali a situação estava mais controlada. Vic leva o helicóptero de volta ao primeiro portão. Nesse momento, ele reconhece a jaqueta de um dos homens que estavam atacando os portões: era a jaqueta dos Sharks, uma pequena gangue de rua que vendia drogas e armas pelo norte de Vice City. Vic sabia que Díaz os mantinha como aliados, então aquele ataque era um erro, por acharem que Díaz não tinha nenhum envolvimento com aquela carga de armas, ou uma traição. A segunda opção sempre era mais aceita no submundo da cidade. Mas Vic decidiu guardar aquela informação. Mesmo com toda a proteção nos portões e o helicóptero de Vic, os Sharks conseguiram entrar no aeroporto em quatro carros. Eles entraram pelo primeiro portão. Vic os viu indo em direção ao jato executivo, que nesse momento já estava na pista pronto para decolar. Os Sharks se aproximam do avião para interceptá-lo a tiros, mas não conseguem, o avião parte com toda a velocidade e levanta voo. Arriscaram tudo e perderam a chance. Seus carros são fuzilados pelos atiradores do helicóptero de Vic.

Já havia fortíssima movimentação policial na área do aeroporto, então Vic logo leva o helicóptero de volta ao heliponto no topo da mansão de Díaz. Recebe dois mil dólares pela escolta e fica por ali mesmo, relaxando e vendo as notícias sobre o tiroteio, na sala de estar da mansão. Mas ele recebe uma mensagem de Mendez: “Chegou a hora que nós conversamos. Venha nos ver...”. Vic não havia visto ou falado com os irmãos Mendez após ter levado toda a polícia da cidade para lá após roubar drogas da polícia em seu nome. Nesses momentos, a cobertura era essencial para um encontro. Na manhã seguinte, Vic novamente chama seus funcionários e Lance para dar uma volta. Vão todos até a mansão dos Mendez em Prawn Island. Dentro da sala, Diego e Armando estão jogando xadrez.

 A guarda de trás avança, imparável! – Armando diz, mexendo uma peça, quando vê Vic e Lance entrarem – Então... Vocês terminaram. Diego, eles terminaram.

 Buenos... – Diego responde.

 E nenhum de nós mortos. A vida civilizada de um cavalheiro. Nós temos nosso dinheiro, então vocês estão liberados... – Armando diz para os irmãos – Vocês devem deixar a cidade, é claro, e deixar seus outros interesses em nosso controle.

 Como é!? – Vic fica surpreso.

 Mas vocês, suas famílias, ninguém irá morrer. É um trato justo... – finaliza Diego.

 Justo? Então ser fodido para caralho e ainda pagar por isso é justo? Parece um ótimo trato mesmo! – Lance se irrita.

 Eu acho sua linguagem e sua atitude bem desagradáveis! – Armando também se irrita e se levanta do sofá, mas sem perder a classe.

 Puta madre! – Diego resmunga bem baixo.

 Ei, espera aí, ouça, senhor Mendez. Eu, ou melhor, nós fizemos muitas coisas para você. Nos mantemos na nossa e agora você quer que entreguemos nossos interesses para você? – Vic toma as rédeas da situação.

 Vocês chegam na minha cidade, andam por aí como maníacos, colocam a polícia e a DEA na minha vida. Agora eu quero que vocês sumam. Vocês tem muita sorte de não estarem mortos...– Armando diz enquanto anda pela sala.

 Ei, olha só, eu te dei toneladas de dinheiro! Dinheiro que eu não subtraí! – é a vez de Vic se irritar.

 E agora vocês terminaram. Vocês são obsoletos... – Armando diz, com a maior tranquilidade do mundo.

Homens armados com bastões entram na sala e nocauteiam os irmãos Vance por trás. Armando decide não matá-los, exatamente por reconhecer a ajuda que eles foram. Manda seus homens os deixarem em algum lugar deserto. Vic e Lance são deixados no meio de uma fábrica de combustível, deitados entre milhares de tubos saindo do chão.

 Nossa, aonde nós estamos? – Vic diz ao acordar.

 Em um lugar não muito bom. Acho que sobrevivemos à nossa inutilidade para os Mendez... – Lance já estava acordado.

 Ei, calem a boca! Eles estão acordando! Vamos acabar com isso logo! – ainda haviam homens dos Mendez ali que não queriam problemas, decidiram matar os irmãos.

Ao atirarem, Vic e Lance correm e os tiros acertam os tubos que continham gás. Há uma enorme explosão que queima todos. Agora há um incêndio no local, mas Vic foge dali com Lance para fora da fábrica, que ficava próxima ao aeroporto. Mas um incêndio em uma fábrica de combustível não é uma boa combinação, então há uma explosão espetacular naquela fábrica. Vic e Lance se protegem atrás de uma grossa árvore por perto.

 Ótimo, agora temos uma guerra com os irmãos Mendez... – Vic diz.

 Está tudo bem, mano. Eu sou um cara com planos, hahaha! Apenas me dê um pouco de tempo... – Lance tranquiliza o irmão.

Vic sabia que estar contra o maior cartel da cidade não seria nada fácil. O calafrio que sentiu quando foi avisado por Martínez que Lance havia roubado drogas dos Mendez voltou. Se até Martínez havia fugido da cidade após estar no meio de toda a confusão que Lance criou, provavelmente Vic deveria fazer o mesmo agora. Mas ele não havia chegado até aquele ponto para desistir. O trato justo dos irmãos Mendez seria posto à prova. Com o coração de Vic e a inteligência de Lance.

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