segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Vice City - Parte 7


Tommy retorna ao iate de Cortez. Apesar da frustração pela morte de Pierre La Ponce, o coronel não podia deixar de fazer seu trabalho, principalmente agora que sabia que órgãos do governo francês estavam a sua procura.

 Thomas, agradeço sua visita. Me perdoe por ir direto aos negócios: Díaz me pediu para que eu supervisionasse uma transação de valores pouco significantes... – Cortez diz.

 Vamos torcer para que seja melhor que a última, né... – Tommy interrompe.

 É por isso que pensei em você, meu amigo! – Cortez também interrompe – Eu deixei uma proteção no estacionamento do shopping. Pegue e vá ver os homens de Díaz no acordo. Gracias, amigo...

Tommy recebe os endereços daquela noite e sai do barco pensando que Díaz, aquele anão, aparentemente controlava a cidade realmente. Até Cortez se submetia a ele no ramo das drogas. Ficava cada vez mais clara para Tommy a relação do grande líder da cidade com a perda da droga e dinheiro dos italianos do norte.

Ele vai até o estacionamento do prédio do Washington Mall, o mesmo shopping que encontrou Pierre La Ponce. No estacionamento, Tommy vê um saco preto. Dentro havia um fuzil poderosíssimo. Seria com ele que Tommy faria a segurança da transação de Díaz. Mas um Infernus branco estaciona ao lado de Tommy. Ele já tinha visto aquele carro antes. Era de Lance.

 Pegando toda a ação, pelo que vejo... – Lance diz ao sair do carro.

 Olha só, você não tem nada melhor para fazer do que ficar me seguindo para todo lado? Por que você não vem comigo e me mostra se tem alguma utilidade? – Tommy se irrita.

 Posso fazer isso. E o nome é Lance, a propósito... – Lance responde.

 Tommy Vercetti. Vamos! – Tommy entra em seu carro e abre a porta para Lance.

Os dois vão até o local combinado: um beco atrás dos hotéis de Washington Beach, próximo ao hotel onde Tommy estava. Eles aguardam pouco tempo até que um carro com vários latinos estaciona próximo. Dentro estava Ricardo Díaz.

– Você deve ser a nova arma de Cortez... – Díaz diz a Tommy.

 Até oportunidades melhores aparecerem... – Tommy responde e alerta Lance – Eles vão estar aqui a qualquer momento. É melhor a gente ficar em um local estratégico.

–  Ok, vou ficar na varanda e você fica no telhado do outro lado do beco! – Lance sobe as escadas de emergência.

Tommy sobe no telhado e aguarda alguns minutos. Logo um carro modificado com pinturas flamejantes chega. Um dos homens de Díaz avisa que eram os cubanos. Dois homens latinos saem do carro com uma mala e a transação começa. Mas assim que o acordo começa a ser feito, um carro estranho se aproxima disparando contra todos ali. Tommy ouve alguém gritando “Haitianos!” e começa a disparar juntamente com Lance dos pontos estratégicos.

 Porra, os homens de Díaz estão sendo fodidos! – Lance grita – Não se preocupe! Estou te protegendo!

 Esses haitianos acham que podem pegar Ricardo Díaz? – Díaz grita enquanto se esconde atrás do carro que veio.

 Tommy, eu preciso de ajuda aqui! – Lance grita, ele está tomando tiro de vários haitianos do chão.

Tommy desce as escadas correndo e dispara contra os haitianos na rua. Logo, tudo parecia acabado, todos estavam mortos. Mas dois haitianos aparecem de moto por trás de Díaz e pegam sua mala de dinheiro.

 MEU DINHEIRO! – Díaz grita e mata um dos motoqueiros com um tiro – Não fiquem parados aí, seus idiotas. Peguem aquele haitiano!

Tommy rapidamente pega a moto do haitiano baleado e vai atrás do que escapou. Os dois passam em alta velocidade pelos becos dos hotéis, atravessando perigosamente as ruas que levavam até a praia. Tommy carregava também a metralhadora que o primeiro haitiano soltou. E é com ela que acerta o segundo, que solta a mala e cai no chão, logo antes de levar uma rajada de tiros de sua própria metralhadora, agora de propriedade de Tommy Vercetti. Ele recupera a maleta e volta para Díaz no mesmo local.

 Sobrevivi! Imbecis! E tudo graças a você. Qual é o seu nome? – Díaz, já dentro de seu carro, pergunta a Tommy.

 Tommy... – Tommy responde.

 Te vejo em breve, amigo. Eu acho... – Díaz diz e vai embora.

 Merda, cadê aquele Lance? – Tommy percebe que Lance havia sumido.

Mas não importava. O mais importante havia sido feito. Um contato com Ricardo Díaz, o maior suspeito de ter roubado e matado os italianos naquele fatídico fim de tarde. Mais tarde, naquela noite, Tommy recebeu uma mensagem de Díaz:

Tommy, aqui é Ricardo Díaz! Quero te agradecer por ter me vigiado, cara! Falei com aquele idiota do Cortez e ele me disse que você é um cara sério! Você poderia vir me ver, preciso de homens como você. Tudo que eu tenho são imbecis, vários imbecis, cara. Posso te deixar muito rico!”.

Tommy aceitou a oferta de trabalho sem hesitar. Era a grande chance de se aproximar do colombiano e ver qual era sua ligação com o ocorrido. Díaz passa seu endereço para Tommy: a maior casa de Starfish Island. A visita acontece na manhã seguinte. Tommy é recepcionado por seguranças e é levado ao escritório de Díaz, que assistia televisão.

 Vai, baby, vai! Isso, isso, aaah! – Díaz grita com a televisão, que transmitia uma corrida de cavalos em que seu cavalo disputava, e tinha perdido – Cavalo estúpido! Vou cortar sua cabeça! Quem é esse idiota?

 Tommy Vercetti. Você se lembra de mim... – Tommy diz enquanto vê o latino chutando sua televisão.

 Aah... Me desculpe, estou um pouco irritado. Nunca confie em um cavalo desgraçado! – Díaz se acalma, mas ainda chuta sua televisão – Você trabalha bem. Agora você trabalha para mim!

 Eu trabalho por dinheiro... – Tommy interrompe.

 Como eu disse, amigo, você trabalha para mim! – Díaz se irrita.

 Eu não trab... – Tommy é interrompido.

 Cale a boca! Algum Judas me traiu! – Díaz diz – Ele acha que eu não sei quanto dinheiro eu ganho, mas roubar três por cento é a mesma coisa de roubar cem por cento! Ninguém faz isso comigo! NINGUÉM! Você vai seguir ele até onde ele mora e vai ver para onde ele vai depois. Mais tarde, nós matamos ele...


Os seguranças mostram os dados para Tommy, que permanece calado, e ele vai para ficar de tocaia próximo ao apartamento de um dos soldados de Díaz, não muito longe de Starfish. Enquanto esperava, Tommy pensava que se Díaz estivesse achando que seria chefe daquele italiano em Vice City, ele estaria muito enganado. Após algumas horas dentro de seu carro, Tommy vê o homem chegando em casa. Ele era o líder da gangue de rua Sharks, que havia se unido a Díaz em 1984, após a morte dos irmãos Mendez. Tommy se aproxima cautelosamente da janela do apartamento, que ficava próxima à uma escada de emergência, para ver se o dinheiro roubado era visível. Mas o quarto estava vazio, não havia ninguém. Quando olha para trás, Tommy vê o homem em cima do telhado do prédio, fugindo. Uma perseguição começa envolvendo tiros, mas apenas por parte do Shark, pois Tommy não deveria matá-lo, como ordenou Díaz. Do telhado do prédio, a perseguição vai para a rua. O Shark pula do prédio e entra em um jipe para fugir. Tommy pula para a rua e rouba uma moto que passava na hora, pois não poderia perder o traidor de vista. A perseguição se estende até o norte da cidade, mais precisamente Prawn Island. O jipe entra rapidamente na antiga mansão dos irmãos Mendez, que fora explodida e que agora, com vários símbolos de gangues nas paredes, servia de esconderijo para os Sharks. Tommy observa de longe. Era apenas aquilo que ele deveria fazer para Díaz, o resto os demais soldados dele resolveriam. O colombiano fica sabendo do esconderijo por Tommy através de uma ligação e libera seu novo empregado. Tommy se sente submisso por estar trabalhando para alguém e não com alguém, mesmo querendo. Mas aquilo era o que deveria ser feito para a confiança de Díaz ser conquistada e informações relevantes surgirem.

Poucas horas depois, Tommy é chamado novamente à mansão de Díaz. A movimentação era grande por lá. Tommy vê Díaz na grande escadaria da casa.

 Que tipo de idiota incompetente você é!? IDIOTA! IDIOTA! IDIOTA! IDIOTA! – Díaz falava ao telefone aos berros até jogar o telefone no chão – Tommy!

 O que foi, Ricardo? – Tommy pergunta.

 Esses idiotas... Sempre estão tentando te ferrar. Esse é o problema nesse tipo de negócio. O que você acha que está fazendo!? – Díaz lança um vaso na direção de Tommy sem motivo, que desvia – Esses imbecis falharam miseravelmente. Daqui a pouco, qualquer mamãe e papai vão achar que podem vender gallo em Vice City! Quem serão os próximos, hein? A máfia fedorenta? Aquele local da gangue é uma fortaleza em nível terreno, então o Quentin aqui... Quentin! Quentin! Ele vai te levar para voar sobre a área. Erradiquem eles! O que vocês acham que estão fazendo!?

Quentin era como Díaz conhecia Lance desde 1984. Ele estava na mansão também. E o desabafo do latino para Tommy foi como se o céu tivesse se aberto após uma grande tempestade nebulosa. Díaz havia acabado de deixar claro que não queria ninguém vendendo drogas além dele em Vice City, principalmente a máfia, que, aparentemente, ele odiava. Era praticamente uma confissão. Tudo levava a crer que o ataque ao acordo da família Forelli com traficantes locais tinha participação de Díaz, ou pior, havia sido encomendado por ele. Mas a dúvida ainda continuava na cabeça de Tommy. Mesmo com essa declaração de Díaz, não era possível ter certeza de que ele era o único envolvido, pois havia o russo que ligava para Leo Teal, e Tommy não fazia ideia do tamanho da importância daquele homem. Portanto, trabalhar mais para Díaz era o que deveria ser feito para mais confissões como aquela, que aparentemente eram facílimas de se obter, fossem feitas.

 O que você está fazendo aqui!? – Tommy pergunta a Lance enquanto seguem para o helicóptero.

 Ei, eu tenho investigado por aí e é óbvio que foi Díaz que estragou o acordo e matou o meu irmão! – Lance diz.

 E ele vai te matar também! – Tommy alerta.

 Eu vou pegar ele! – Lance se irrita.

 Não! Escuta aqui! Eu vou cuidar do Díaz! Ele está começando a confiar em mim... – Tommy sussurra.

O helicóptero decola em direção a Prawn Island.

 Uma coisa está me deixando curioso. Por que Quentin? – Tommy pergunta.

 Eu não sei, eu sempre gostei. Quentin Vance... – Lance responde.

 Vance? Seu nome é Lance Vance? – Tommy começa a rir.

 Ei! Eu já tive o suficiente disso na escola! – Lance se irrita.

 Lance Vance... Coitado! – Tommy continua rindo.

 Para onde a gente tem que ir mesmo? – Lance interrompe.

 Prawn Island! – Tommy diz.

 Voce já atirou com uma dessa de um helicóptero? – Lance aponta para a submetralhadora acoplada à aeronave.

 Não. Vou praticar um pouco pelo caminho... – Tommy começa a atirar no mar para pegar a sensibilidade da arma.

 Já estamos quase lá! Vamos dar duas passadas! Pegue o tanto de soldados que você puder! Depois eu te deixo lá e você faz seu caminho! – Lance avisa.

O helicóptero se aproxima da mansão por cima, mas no teto havia vários soldados dos Sharks, todos armados. Eles começam a disparar contra o helicóptero ferozmente.

 Porra! Isso aqui é uma zona de guerra! – Lance grita – Mata esses caras!

Tommy mata quatro soldados com a submetralhadora. Lance leva o helicóptero para longe para escapar dos tiros. Logo vários homens aparecem nas janelas da mansão, também atirando. Mas Tommy se deu muito bem com a arma e elimina mais daqueles homens. Mas a cada homem eliminado, apareciam dois novos. O helicóptero começou a ser atingido.

 Estamos tomando tiro aqui, cara! Essa merda não é barato para consertar! Pega eles! – Lance se irrita com os danos em seu helicóptero, mas vê que poucos homens restam – Ok! Você vai sozinho daqui! Boa sorte, irmão!

Tommy desacopla a metralhadora do helicóptero e vai para a rua quando Lance desce o helicóptero. Ele segue com ela para dentro da mansão em ruínas. O dinheiro roubado de Díaz provavelmente estaria lá. Realmente havia pouquíssimos soldados dentro da casa, todos foram mortos pelos tiros de Tommy no helicóptero. Em seu caminho para o telhado, ele encontra o líder dos Sharks, aquele mesmo homem que havia perseguido naquela manhã. Ele atira na perna do Shark e ameaça matá-lo caso ele não falasse onde estava o dinheiro roubado. O homem, entre gritos de dor, aponta para uma porta. O dinheiro estava em uma maleta em cima de uma mesa naquele quarto. Tommy pega a mala e metralha fatalmente o homem. Não havia mais necessidades de interrogatórios. Ele já sabia quem deveria interrogar: Díaz.

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