quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Vice City - Parte 8


Alguns dias se passam sem novidades, até que Tommy recebe uma ligação de Cortez, que solicitava sua presença em seu barco. Ao chegar lá, Tommy é recebido com pressa.

 Díaz ficou satisfeito, ele quer te ver de novo! – Cortez diz.

 E isso é bom? – pergunta Tommy.

 Claro! Embora eu esteja começando a achar que Díaz foi responsável pela nossa lamentável perda... – Cortez confessa.

 O que te faz pensar isso? – Tommy testa o coronel.

 Ninguém faz acusações contra um homem como Díaz... – Cortez se defende – Estou apenas pensando alto. Mas não importa. Tenho uma proposta que pode te fazer lucrar muito...

 Não tenho mais tempo para esse tipo de negócio, Cortez! – Tommy interrompe, irritado.

 Penso que um homem com tantas dívidas perigosas deveria estar faminto por oportunidades. Por favor, Tommy. Pelo menos me ouça... – Cortez pede.

 Diga... – Tommy cede.

 Tenho um comprador para um equipamento militar que está sendo levado pela cidade. Pegue para mim. Quando você pegar, quero que me ligue imediatamente, aí... – Cortez diz o plano inteiro.

O equipamento militar que Cortez se referia nada mais era do que um tanque de guerra. Um comboio militar levaria o tanque até Fort Baxter Air Base, a base militar do Exército de Vice City e Tommy deveria roubá-lo dos militares. Cortez ofereceu uma gigantesca recompensa em dinheiro para Tommy para convencê-lo a fazer aquela missão praticamente suicida. Seria necessária proteção de coletes à prova de balas e artilharia pesada para combater um comboio militar, então Tommy se apodera do mais poderoso fuzil que possuía, compra um colete e granadas.

Tommy segue com seu carro repleto de armas para a orla de Little Haiti, onde o comboio passaria em direção à base militar. Logo que chega, ele vê vários caminhões militares e uma infantaria correndo ao lado do gigante tanque, que andava lentamente girando sua lagarta. Tommy estaciona seu carro na mão contrária e aguarda o comboio passar por ele, para assim atacar por trás. Os militares passam por ele e nem percebem sua presença. É quando Tommy sai do carro e começa a jogar granadas freneticamente na direção dos soldados. Elas explodem e vários da infantaria morrem na hora. Um soldado que estava no topo do tanque fica ferido e desmaia. Os caminhões militares, que estavam mais a frente, dão meia volta e avistam Tommy, que corria em direção ao tanque atirando com seu fuzil nas rodas dos veículos, fazendo-os derraparem e baterem no canteiro central da pista ou um ao outro. Tommy se aproxima e atira na cabeça do soldado desmaiado, sobe rapidamente no tanque até a entrada onde o homem estava em pé, o lança de lá e assume o controle, já que o tanque estava sem condutor e sim apenas com uma programação para andar a certa velocidade. Tommy faz aquele tanque atingir o máximo de velocidade fugindo do local, pois com certeza chegaria um imenso reforço para aquela operação de resgate.


De dentro do tanque, Tommy liga para Cortez. O coronel diz que Tommy deveria levar o veículo até uma determinada garagem ali mesmo naquele bairro. Tommy guia o tanque por algumas ruas até que chega ao ponto de referência que Cortez citou, uma loja de doces. A garagem ao lado da loja estava aberta com alguns homens fazendo sinal para que Tommy entrasse. O tanque é escondido naquela garagem e os militares nunca saberiam para onde o veículo tinha ido, pois moradores de bairros pobres da cidade nunca viam nada, nunca ouviam nada. Praticamente não tinham nenhum dos cinco sentidos, pois se tivessem, morreriam. O dinheiro entra na conta do italiano imediatamente.

Mais tarde, Tommy aproveita que estava próximo à casa de Díaz e lhe faz mais uma visita. O traficante estava na parte de trás de sua casa atirando em pássaros com uma espingarda.

 Vocês não estão felizes agora, hein! Hahahaha! – Díaz diz aos pássaros depois de atirar e vira a espingarda para Tommy.

 Uou! Olha para onde você aponta isso! – Tommy se afasta.

 Nenhum pombo vai cagar no meu carro mais, hein Tommy! Hahaha! – Díaz brinca.

 Acho que não! – Tommy se irrita.

– Você está certo! Agora escuta! Você sabe quem é o dono do barco mais rápido na costa leste? – Díaz pergunta.

 Não tenho ideia, não... – Tommy responde.

 Eu! E eu quero que continue assim. Todo bandido daqui até Caracas tem um sonho: um barco rápido! Estão dizendo que fizeram no estaleiro quase um cargueiro para algum idiota costarriquenho. E Tommy, EU QUERO AQUELE BARCO! – Díaz ordena e volta a ficar irritado atirando em mais pássaros – Ah! Eu achei que tinha acabado com vocês, de onde vocês vieram!? Seus pombos, aaaah!

 Acho que os pombos voltaram... – Tommy diz já indo embora.

O estaleiro ficava ao lado do porto da cidade, em Viceport. Tommy chega ao local e vê que não há muita segurança, apenas alguns homens armados protegendo o barco, que era uma lancha amarela. De longe, Tommy atira nos quatro seguranças e se aproxima da lancha, que estava pendurada em um guindaste em cima da água. Seria necessário colocar o barco no mar para fugir. Tommy então vai até o estaleiro e rende os trabalhadores de lá, gritando para dizerem em que lugar estavam as chaves do barco e irem embora imediatamente. Eles obedecem e Tommy puxa a alavanca do guindaste. O barco vai para água e Tommy o liga com a chave. A lancha era incrivelmente rápida, Tommy fica impressionado. Ele a leva até a parte de trás da mansão de Díaz, onde havia docas, sem problemas. Entrega as chaves para um dos soldados do latino e diz que tinha feito o que havia sido mandado. Díaz fica muito feliz com o presente e satisfeito com o trabalho de Tommy. E o mais importante: confiante de que tinha um belo soldado em seu exército, totalmente confiável. O que, na verdade, não era nada disso.

Tommy fica sabendo nas ruas que Avery Carrington estava de volta à cidade. Decide fazer uma visita ao parceiro apesar da situação estar totalmente diferente de quando os dois se conheceram, a fumaça que encobria os olhos de Tommy sobre o roubo da droga já havia desaparecido. Mas mesmo assim valeria a pena continuar o contato com Avery para negócios futuros. Os seguranças do prédio em construção da construtora recebem Tommy e ele é recebido na limousine, mas Avery não estava sozinho.

 Tommy, este é Donald Love. Donald, este é Tommy Vercetti, o mais rápido gatilho a aparecer por aí! – Avery apresenta Tommy a Donald Love, um homem de terno e gravata, grandes óculos de grau e uma grande cara de bobo, era o novo assistente do caipira, apenas anotando tudo que o mestre falava – Donald, cala a boca e escuta! Talvez você aprenda alguma coisa! Olha só, nada abaixa mais o preço de terrenos do que uma boa e velha guerra de gangues. Exceto um desastre, ou alguma praga bíblica, mas isso está muito longe de acontecer. Você está entendendo, seu quatro-olhos idiota? Recentemente um líder da gangue dos haitianos morreu. Aparentemente os cubanos fizeram isso, ninguém sabe ao certo. Mas vamos fazer eles saberem! Tommy, você vai se fantasiar como um hombre cubano e vai até o funeral para detonar tudo! Faça uma confusão e deixe eles virem atrás. Você está anotando, Donald? Então vamos colocar o lobo dentro do galinheiro! Enquanto isso vamos ficar sentados vendo os preços desabarem!

Tommy já tinha sentido a violência dos haitianos quando foi proteger os negócios de Díaz há alguns dias atrás. Mas poderia ter sido exatamente ele que havia matado um dos líderes dos haitianos, provavelmente era alguns dos motoqueiros que foram baleados após roubarem a mala. Seria arriscado se vestir de cubano e se aproximar de um reduto de haitianos, ainda mais naquele momento, mas Tommy adorava um bom risco e gostava do jeito de comandar os negócios que Avery tinha. Então decidiu ir até uma loja de roupas em Little Havana e se vestir o mais parecido possível com os Cabrones: calça jeans, camisa branca e faixa vermelha na cabeça. Ele vai com seu carro até a Romero’s Funerals, a maior funerária da cidade, ainda sem a roupa de cubano, e pergunta qual seria o local que estaria acontecendo o velório do haitiano. O dono da funerária diz que é ao lado da pizzaria de Little Haiti. É para lá que Tommy vai, agora já de cubano. Ele se aproxima lentamente na rua da pizzaria e vê vários haitianos em frente a uma pequena casa. Tommy pega seu fuzil e atira impiedosamente contra todos, fazendo questão de ficar com a cabeça bem próxima à janela do carro, para que todos os haitianos vissem a faixa vermelha em sua cabeça. Quatros homens caem baleados, e quando os homens armados atiram no carro de Tommy, ele já está longe. Aquela seria uma guerra entre cubanos e haitianos que já estava para estourar há alguns meses, por isso o ataque dos haitianos nos negócios de Díaz com os Cabrones, que estavam tramando um plano de reação. Mas Tommy Vercetti antecipou o contra-ataque para o benefício de Avery Carrington. Agora os donos da periferia de Vice City estavam “quites”. Era hora de Vice City voltar a ver o que via diariamente em 1984: caos latino.

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