quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Vice City - Parte 9


No meio da ansiedade do início da nova guerra de gangues pela cidade, Tommy recebe uma ligação no telefone de Leo Teal. Ele vai até o telefone público do shopping e atende na hora marcada. O russo diz:

 – Uma gangue europeia está planejando assaltar um banco em Vice City. Meus sócios não querem que isso aconteça. Todos os membros dessa gangue estão disfarçados aqui pela cidade. Alguns estão trabalhando e outros estão de folga. Todos os alvos e tudo sobre eles está anexo ao telefone.

Tommy pega um papel e vê seis nomes escritos, cada um com local de trabalho, descrição física e moradia. Também havia no papel a localização de uma sniper para tiros a distância. E Tommy iria precisar, pois o primeiro nome da lista era de Mike Griffin, um homem de aproximadamente quarenta e cinco anos, robusto e barbudo que trabalhava colando propagandas em outdoores em Washington Beach. E lá Tommy encontra o homem fazendo seu trabalho de capacete amarelo. O tiro sai de dentro do carro e acerta as costas de Mike, perfurando seu coração. Tommy sai em disparada para o novo alvo, que era Dick Tanner, um homem com características físicas bem parecidas com seu finado colega, mas que trabalhava como segurança para a DBP Security, a maior empresa de segurança do país na época. No papel dizia que Dick costumava ficar dentro de um dos carros-fortes com a porta aberta no estacionamento da empresa. Tommy se aproxima da DBP e sobe pelas escadas de emergência de um prédio ao lado da empresa. De lá, tem uma visão ampla do estacionamento e vê Dick relaxando dentro do carro-forte ouvindo música. Aquela foi a última música que ele ouviu. Tommy acertou sua cabeça em cheio. O próximo alvo era uma dupla de folga: Marcus Hammond e Franco Carter, dois primos que dividiam uma mesma mulher na cidade. Eles sempre estavam no apartamento dela, em frente a uma joalheria em Vice Point. Tommy aguarda algumas horas na frente da loja e vê uma caminhonete igual à descrita em seu papel. Marcus dirigia e Franco estava no banco do carona. Assim que estacionam, os dois são surpreendidos pela morte instantânea ao serem atingidos por uma só bala da sniper de Tommy, que atravessou a cabeça dos dois. O próximo alvo seria o mais fácil, pois Nick Kong morava em seu barco e costumava ficar tranquilamente tomando sol próximo ao píer de seu bairro. Tommy o matou rindo de sua imaturidade. O último da lista era Charlie Dilson, classificado como o líder da gangue e o mais sagaz de todos, além de ser o mais velho dos seis. Ele tinha uma casa perto da praia e sempre saía para comprar mantimentos no mesmo horário todos os dias. Tommy aguarda em frente a casa de Charlie e o vê saindo com sua moto. Ele aponta a arma para Charlie, mas é visto. Charlie acelera sua moto e Tommy erra o tiro. Uma perseguição se inicia pela praia e Charlie costura o trânsito intenso com sua moto em alta velocidade, com Tommy na sua cola. Mas com poucos minutos de perseguição, Charlie é fechado bruscamente por um carro que fazia a curva para a esquerda e tem seu corpo cortado ao meio pelo violento impacto da batida. Tommy passa direto ao ver pernas e tronco separados por cinco metros de distância. Mais um trabalho supostamente feito com maestria por Leo Teal.

Tommy é chamado por Ricardo Díaz para comparecer à mansão. Logo ele chega e encontra o colombiano gritando furiosamente na sala de estar, chegando a atirar em seu videocassete, que era com quem ele estava brigando:

 Ejeta! Ejeta, seu pedaço de plástico idiota! Você não vai fazer isso!? Quem você pensa que é? Vai se ferrar! Você comeu meu filme favorito do El Burro, você tem que morrer! O que mais eu posso fazer?

 Talvez esteja desligado da tomada... – Tommy diz.

 O que? – Díaz diz e vê a tomada desligada – Merda... Não importa. Posso comprar cem desses. Olha só, Tommy, todo mês um freelancer veleja aqui por Vice City e ancora seu iate. Ele vende a mercadoria para o primeiro barco que aparece. Quero que você pegue minha lancha, chegue na frente de todos os merdões e traga a mercadoria para mim, ok?


Aquele deveria, em tese, ser um trabalho fácil de se executar, mas como em qualquer coisa que envolvesse drogas naquela cidade, havia armas e criminosos por perto, que fariam qualquer coisa para ganhar dinheiro, e Tommy sabia disso. Ele busca seu fuzil em seu carro e vai para o píer da mansão para procurar o iate do tráfico. É quando tem uma surpresa: dentro do barco está Lance, sentado no banco relaxadamente.

 Deixa eu adivinhar: você achou que eu precisaria de um anjo da guarda... – Tommy diz.

 Só acho que você precisa de mim, cara... – Lance responde – Você pode continuar com essa besteira de “fodão solitário”, mas eu sei que um dia eu vou te salvar e você provavelmente vai querer me dar um beijo!

 Que nojo... – Tommy diz.

 Hahaha! – Lance sorri.

Tommy assume o volante da lancha e logo parte na direção que Lance afirma ter visto o iate, mas logo que chegam à baía, eles vêem outros barcos indo na mesma direção, então aquilo vira uma corrida. Enquanto disputam posições no mar, Lance aproveita o tempo para falar com Tommy sobre seus planos:

 Então, Tommy. Nós já sabemos que foi Díaz que arruinou nosso acordo. Por que a gente continua fazendo trabalhos para ele?

 Quanto mais coisas ficarmos sabendo agora, menos coisas teremos que aprender depois de tomarmos essa cidade... – Tommy sabiamente diz.

 Gosto do seu estilo, cara. Bem moderno! – Lance se empolga, saca sua metralhadora e começa a atirar nos outros barcos que se aproximavam – É hora da Lance Vance Dance!

Tommy chega com o barco primeiro ao iate do traficante e mostra rapidamente uma mala cheia de dólares para o homem, que joga vários sacos brancos na lancha após receber a mala das mãos de Lance. Mas agora viria a pior parte. Com a mercadoria na lancha e após terem disparado contra os competidores, o troco havia chegado, e quente. Vários barcos foram atrás da lancha atirando, e Lance dessa vez assume o volante e Tommy faz a segurança, atirando de volta em quem atirava contra eles. Até um pequeno helicóptero se aproxima da lancha atirando e Tommy consegue atirar na hélice traseira da pequena aeronave, a fazendo girar e cair no mar. Rapidamente Tommy e Lance se aproximam da mansão de Díaz e seus homens ajudam os dois a enfrentarem os barcos perseguidores atirando do píer. Isso os afasta e Tommy finalmente entrega a mercadoria para os colombianos.

 Boa mira, meu amigo. Você é um verdadeiro lunático classe A! – Lance diz.

 Obrigado... – Tommy responde.

 Te vejo por aí, Tommy! – Lance diz e vai embora da mansão em seu carro.

 Ok, senhor Lance Vance Dance! – Tommy brinca.

Naquela noite, o telefone de Leo Teal tocou. Tommy atendeu e uma voz grossa e com sotaque latino estava do outro lado.

 Ei, Leo! Eu tenho um trabalho para você! – o homem latino diz.

 Aqui não é Leo... – Tommy se vê seguro para responder, já que não era o russo.

 Ei, se o Leo souber que você tá com o telefone dele, ele vai te matar! – o homem diz.

 Talvez Leo já esteja morto. Talvez eu o matei e peguei o telefone dele. O que você acha disso, seu imbecil? – Tommy diz.

 Você matou Leo? Você deve ter grandes cojones! Quer trabalhar para mim? Apareça na lanchonete do meu pai em Little Havana e conversaremos mano a mano! – o homem convida.

Era uma ótima chance de Tommy conhecer mais os grandes donos da cidade, então ele se apronta para ir até Little Havana imediatamente. Mas antes de sair é interrompido por uma ligação de Lance:

 E aí, Tommy. É Lance!

 O que foi? – Tommy pergunta apressado.

 Nossa, “bom falar com você, Lance”. Fica de boa, cara! – Lance se irrita com a frieza de Tommy.

 Eu estou no meio de uma coisa. O que você quer? – agora é a vez de Tommy se irritar.

 Nada, estou só ligando. Olha, Tommy, a gente pode fazer isso! Você e eu, sem problemas! Você me entende? – Lance diz.

 A gente tem que fazer isso, caso contrário, estamos mortos, Lance! Mas ainda estamos longe por enquanto. Mas obrigado por ligar. Falo com você depois! – Tommy desliga o telefone.

Se Tommy conhecesse Lance a mais tempo do que apenas um mês, ele não agiria assim com aquele cara. Muita gente em Vice City sabia do temperamento dele e que ele não aguentava ficar isolado da ação que acontecia pelas ruas, por isso sempre estava seguindo Tommy. E sempre foi nos momentos de maior solidão que Lance agia irresponsavelmente. Foi assim em 1984 com seu irmão Vic e estava na cara de que aconteceria novamente em 1986 com Tommy.

2 comentários:

  1. Ritmo muito bom, brother! Tô ansioso pra ler a continuação já.

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    1. Muito obrigado, brother. A parte 10 sai hoje ainda.

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