quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Vice City - Parte 17


A noite do show da Love Fist havia chegado, mas tinha trazido surpresas desagradáveis. Tommy vai visitar a banda no estúdio pouco antes da apresentação e sente um desespero que já havia sentido antes. E por causa da mesma pessoa.

 Tommy! Tommy! Cara, aquele psicopata voltou! – grita Jezz.

 O que está acontecendo? – Tommy pergunta a Kent Paul.

 Aquele psicopata não vai deixar a Love Fist em paz! – Paul diz.

 Você não matou ele, cara! Agora ele voltou! – Jezz vai para cima de Tommy.

 É isso aí, é isso aí! Agora é o seguinte... – Paul dizia, mas é interrompido por Jezz.

 O seguinte é que a gente precisa de alguém confiável para dirigir a limousine porque aquele doente continua fazendo ameaças! – Jezz continua gritando.

 Eu estou me cagando de medo, cara! Quero a minha mãe! – Percy se desespera.

 Estamos todos presos aqui! – Dick também está com medo.

 Ok, pessoal, calma! Eu vou resolver isso! – Tommy se irrita – Normalmente eu não me daria ao trabalho de dirigir por aí para um bando de bêbados escoceses bissexuais, mas no caso de vocês eu farei uma exceção...

Tommy desceu o prédio sem entender. Ele havia dado um tiro com uma metralhadora dentro da boca do psicopata. Viu sua cabeça explodindo. Não fazia sentido o mesmo homem continuar fazendo ameaças. Só podia ser outro. Mas pouco importava. Tommy entra no carro para levar a banda até o local do show naquela noite chuvosa. Kent Paul ficou no estúdio.

 Finalmente, cara. Tempo para um drink bem merecido. O clube que vamos tocar fica a cem metros daqui... – diz Willy quando todos já estão no carro – É melhor fazer um drink reforçado. Tommy, liga o rádio aí, cara!

 Eu fico confuso quando minha cabeça não está balançando. Olha só, o que é isso aqui? Tommy, coloca essa fita para tocar aí... – Dick encontra uma fita dentro da limousine.

Tommy coloca a fita no aparelho de som e uma mensagem é dita:

“Love Fist. O tempo de vocês poluindo as ondas sonoras acabou. Dei a chance para vocês de sermos amigos. Agora estou dando a vocês a chance de morrer. Tentem diminuir a velocidade e a limousine de vocês explodirá, assim como suas bundas grandes e cabeludas!”

Tommy já havia ligado o carro e já estava andando. Mas agora não podia parar. A limousine aparentemente continha uma bomba ativada pelo velocímetro parado. A voz da mensagem era a mesma do psicopata anterior, mas não havia como ele ter plantado esta bomba, pois fugiu da loja para sua morte e Tommy havia dirigido a limousine naquele momento. Provavelmente o cara havia gravado aquela mensagem naquela fita antes de morrer e alguém plantou a bomba no carro depois de sua morte. Portanto, havia mais de um louco naquelas ações terroristas. E o desespero toma conta da limousine.

 Tommy, meu amigo, você tem que salvar a banda! – Jezz se desespera.

 Já estou cansado disso... – Tommy mantém a calma.

 Continua acelerando sem parar! – Willy grita.

 A gente tem que achar a bomba! – Dick é outro desesperado.

 A gente não pode ficar passeando o dia inteiro? Tem muita coisa para beber aqui... – Percy era o único calmo da banda, pois estava bêbado.

 A bomba está no motor? Vamos ter que parar para desativá-la! – Dick grita.

 Vamos todos morrer. Vou ficar bêbado! – Percy toma goles de conhaque sem parar.

 Ei, existe uma fila aqui, caras! – Jezz se incomoda com todos indo pegar bebidas.

 A resposta não está na geladeira de bebidas! Sai da frente! – Dick também quer se embriagar.

 Ei, as garrafas de vodka tem fios saindo delas... – Percy percebe.

 Isso não é vodka, isso é Boomshine! – Willy grita.

 AAAAAAAAAAAAAAAAH! ESTÁ COM FIOS PARA EXPLODIR! AAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – todos da banda gritam desesperados.

 Sempre me disseram que a bebida iria me matar! – Willy grita chorando.

 Eu já vi isso na televisão! A gente tem que puxar um dos fios! – Percy diz.

 Qual dos fios? – Jezz pergunta.

 Não sei, cara! – Percy responde.

 Não tenho nem ideia! – Dick diz – Willy, diz alguma coisa!

 Vou tocar baixo no inferno! – Willy diz.

 Tommy, continua dirigindo rápido, cara! – Jezz grita para Tommy, que continuava dirigindo pela cidade calmamente – Alguém faz alguma coisa!

 Ah, que inteligente! “Alguém faz alguma coisa”? Que porra é essa? Eu já vi garotas mais corajosas! – Willy diz.

 Beleza, machão, então faça alguma coisa você! – Jezz se irrita.

 Olha, cara, eu só toco um instrumento musical. Não tenho a mínima noção sobre desarmar bombas! – Willy diz.

 O Willy poderia chupar esse Boomshine com um canudo! – Percy dá a ideia.

 É mesmo, ouvi falarem que você é bom nesse tipo de coisa! – Dick diz.

 Ei, eu estava muito doido naquela noite! E vocês sabem disso! – Willy responde.

 Deem logo um canudo para o Willy! – Percy diz.

 Um canudo? Esse aqui é o carro que a Love Fist viaja! – Dick diz – Aonde vou arrumar um canudo!?

 Qual fio, Tommy? – Jezz pergunta desesperado.

 O verde... – Tommy diz calmamente.

 Não tem fio verde! – Jezz grita – Peraí, esse aqui é verde?

 Algum desses parece verde para você? – Tommy pergunta, sem paciência.

 Ah não! Nós vamos morrer, todos os fios parecem verdes! – Dick grita.

 Eu deveria ter dispensado todos vocês quando tive chance, cara! – Jezz abaixa a cabeça.

 Estrelinha... – Percy diz.

 Capitalista! – Dick grita.

 Eu carrego vocês nas costas há anos! – Jezz se irrita.

 Cala a boca, seu idiota! – Dick também se irrita.

 Você e seus berros de garotinha... – Percy diz.

 Calem a boca e puxem um fio! – Jezz grita.

 Qual fio? – Willy pergunta.

 Esse! – Percy puxa um dos fios verdes.

 NÃO! – todos gritam.

Todo mundo se jogou no chão da limousine com as mãos na cabeça, menos Tommy, que ri da cena patética.

 Cara, a gente está bem! A gente não explodiu! – Willy diz.

 Tommy, muito foda, cara! Rock n’ roll! – Percy grita.

 A gente ainda tem um show para ir? Fazer uma festa? Pegar várias fãs? – Jezz abre o sorriso.

 LOVE FIST! LOVE FIST! LOVE FIST! – todos da banda gritam.

 Vocês acabaram com a garrafa? – Dick pergunta.


Todos voltam a beber tranquilamente. Durante todo o caos, Tommy manteve-se calmo e ficou dirigindo pela avenida da praia, que era longa e estava pouco movimentada naquele horário. Logo todos chegam ao clube. Todo o público já havia entrado e aguardava a banda, que estava atrasada. Tommy entra com a limousine pelos bastidores e a Love Fist começa a se preparar.

 Jezz está preparando a fita de playback. Então pensamos em te mostrar nosso Templo do Rock para que você veja a fúria da Love Fist! – Willy diz a Tommy atrás do palco mostrando os adereços do palco, que tinha uma imensa caveira com olhos vermelhos brilhantes pendurada e vários neons com o nome da banda – Olha só, cara! É como se fosse papel machê e fita isolante!

 Para os fãs, aqui é o templo e nós somos os padres... – Dick completa.

 Se os fãs gostam de padres bêbados e desafinados, quem sou eu para discutir? – Willy ri.

 Ah, cara! A fita está com problema de novo! – Willy ouve o teste em outra sala.

 Assim nunca vamos poder tocar ao vivo... – Dick reclama.

 Ah, que merda! Minha barriga... – Willy começa a sentir dores de nervosismo – Temos que dar um jeito. Obrigado novamente, Tommy. Saiba que isso é um bom tchau!

Tommy sai do clube e volta para casa, pois não era louco de ficar e ouvir a Love Fist. Apenas confirmou que a gangue de Mitch Baker estava fazendo a segurança e foi direto para sua mansão. Lá, já de madrugada, recebeu uma ligação. Era Baker:

 Alô, Tommy?

 Sim... – Tommy diz.

 Aqui é Baker. Só queria te dizer que gostei muito do show! Eu e o pessoal queremos te agradecer e te lembrar que você tem o nosso respeito. Boa noite! Continue pilotando, filho! – Baker diz.


Tommy agradece e desliga o telefone. Vai dormir aliviado por seus dias de babá da Love Fist terem chegado ao fim, mesmo que tivesse sido por vontade própria. Ele havia subestimado a imbecilidade de rockstars.

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