sábado, 27 de fevereiro de 2016

San Andreas - Parte 10


Após uma manhã inteira na academia, CJ volta à Grove Street e vai até a casa de Ryder. De fora já dava para perceber uma grande quantidade de fumaça com um forte cheiro estranho. CJ entra na casa e vê Ryder cozinhando. Uma enorme panela de pressão era a fonte da fumaça.

Ryder, que merda você está fazendo!? – CJ pergunta.

Negão, eu não encontrei aquela água que eu enterrei, então estou fazendo a minha. É fácil, maluco... – Ryder responde tossindo.

Isso é muito forte! – CJ tenta tirar a fumaça de seu rosto e vê que Ryder estava tentando acender seu baseado no fogão – Cara, não faz isso! Você vai fritar nós dois!

É quando a CRASH entra na casa de Ryder sem bater. Tenpenny, Pulaski e Hernandez se aproximam com bastante naturalidade.

Bom dia, garotos... – Tenpenny diz.

Cara, quem você está chamando de garoto, seu otário? – Ryder responde.

E como eu deveria te chamar? De anão? – Tenpenny reage.

Que tal palhaço? – Pulaski ri.

Palhaço? – Tenpenny pergunta.

É, palhaço é bom... – Pulaski continua rindo.

Cara, vai se foder! – Ryder diz e volta a preparar seu PCP líquido.

Sai daqui, seu viadinho! – Tenpenny empurra Ryder para longe da panela – Huummm, está cheirando bem! O que você está cozinhando? Cadê o meu?

Cara, relaxa aí, beleza? Dá licença! – Ryder vai até a geladeira e pega uma garrafa de PCP líquido – Aqui! Agora vê se não me enche, filho da puta!

Ah, minha esposa adora essas paradas, cara! – Tenpenny ri e vai ao assunto que o levou até a Grove – De qualquer forma, há um trem que vai fazer uma parada não programada ali no trilho. Ele tem um... como vocês dizem? “Bagulhinho” a bordo para vocês. Papo sério, cara.

A gente vê vocês depois, molecada... – Pulaski diz enquanto todos vão embora.

Cuzão... – Ryder resmunga.

Ah, Carl! – Tenpenny volta – Por favor, tente não matar mais nenhum policial respeitado.

O crime certamente cresceu desde que você voltou, garoto, haha! – Pulaski diz.

Só estou fazendo meu dever pela comunidade... – CJ é irônico.

O trem vai chegar em cinco minutos... – Tenpenny diz e vai embora.

CJ e Ryder se apressam para ir até o trilho do trem para ver o que era o material que chegaria. A CRASH avisar sobre isso não era nenhuma novidade, já que, para eles, as gangues de rua se reforçarem era um bom negócio, pois cada uma matava membros da outra e assim haveria menos trabalho. Os Groves partem em cinco no carro de Ryder, dois dentro e três na caçamba.

Você dirige, CJ, já que você é o “senhor motorista” e tal... – Ryder diz ao entrar em seu carro.

Ah, não vem com essas suas merdas de novo! – CJ se irrita – Não enche o saco sobre como eu dirijo. Não estou com paciência para isso, cara!

Bom, então não capote o carro e deixe gente fritando nas chamas... – Ryder diz.

Ah, eu nem estou dando moral para essas suas merdas, cara... – CJ diz.

Ótimo. Isso quer dizer que você está concentrado na pista, então... – Ryder insiste.

Hahaha! Você adora encher o saco de um mano... – CJ não aguenta e cai na risada.

 – Só estou tentando manter meus parceiros vivos, negão! – Ryder responde.

Enchendo o saco deles até a morte? – CJ pergunta.

Olha a pista, filho da puta! A pista! – Ryder brinca.

Eles chegam ao trilho do trem de carga no norte de East Los Santos. Próximo a um túnel, o trem estava parado com várias caixas de madeira sendo empilhadas em carros dos Vagos, que, aparentemente, já estavam lá havia alguns minutos.

Olha lá... – Ryder diz ao ver o trem.

É o nosso trem... – CJ diz – Que merda, parece que os Northside Vagos chegaram primeiro.

Ryder percebe que as caixas de madeira que o trem carregava continham armas e munição. Alguns Vagos manuseavam pentes de balas e testavam em suas pistolas. Os Groves fazem um ataque surpresa, avançando com a caminhonete enquanto faziam um drive-by, encurralando os poucos Vagos que estavam ali. Todos os mexicanos morrem com o tiroteio.

Os Groves começam a retirar caixas do trem e a empilhar na caçamba da Picador de Ryder. Mas são atrapalhados por outra gangue que também queria um pedaço daquele bolo: Ballas. Eles chegam em quatro dentro de um carro, mas não esperavam Groves ali, do mesmo jeito que os Groves não esperavam Vagos.

Que porra é essa? Agora são os Ballas que querem estragar a festa? – Ryder se surpreende.

Parece que Tenpenny deu o recado para todas as gangues de South Central! – CJ entende o objetivo do corrupto.

Cara, vamos passar esses Ballas cuzões! – Ryder diz e começa a atirar.

O carro dos Ballas é metralhado. Não deu nem tempo de saírem para reagirem ou tentarem roubar algumas balas. Os Groves logo se apressam para que fossem embora antes de que alguma outra gangue chegasse.

Vai ver o trem, CJ! – Ryder diz para CJ continuar coletando as caixas para a caçamba do carro.

Assim que CJ volta ao trem, o maquinista, que até então estava imóvel dentro da cabine, dá partida, surpreendendo a todos.

Porra, o que é isso? – CJ grita ao sentir que o trem estava andando.

Fica calmo, maluco, a gente vai estar logo atrás de você! – Ryder grita e todos entram no carro para seguir o trem, com Ryder em pé na caçamba – Joga algumas caixas, CJ!

CJ começa a coletar caixas com o trem em movimento enquanto o carro o seguia bem de perto, correndo ao lado dos vagões abertos. CJ joga caixas pesadas para Ryder segurar, mas ele reclama:

Boa jogada, mas, porra, joga devagar! Quer me matar!?

Após CJ jogar quatro caixas, a caçamba do carro não tinha mais espaço.

Beleza, CJ! É tudo que a gente pode levar! Vem para o carro, otário! – Ryder grita com CJ e diz para Troy, o Grove que guiava – Toca para a Grove Street, maluco!

CJ hesita, mas pula do trem em movimento quando passa ao lado de alguns arbustos. Ele rapidamente entra no carro e todos seguem para a Grove Street, mesmo com algumas viaturas tentando segui-los.

Caralho, mano, você foi foda! – Ryder diz a CJ assim que o carro chega a sua garagem.

Você também foi, mano... – CJ diz.

LB vai vir aqui para estocar a parada... – Ryder diz.

Beleza, até mais então... – CJ desce da caçamba.

Até o fim, CJ! Até o fim, tá ligado? – Ryder cumprimenta seu parceiro.

CJ volta para casa e come alguma coisa. Guerra entre gangues dava muita fome, ainda mais após uma manhã de exercícios físicos.


Após descansar um pouco pela tarde, CJ resolve ir visitar Smoke. Antes de bater na porta da casa do gordo, CJ é surpreendido pela CRASH saindo de lá, da mesma forma que havia saído da casa de Ryder mais cedo.

Bu! – Tenpenny brinca com CJ tentando assustá-lo.

Cuzão... – CJ sussurra.

Falou, Carl, vejo você por aí! – Tenpenny se despede.

Que porra eles estão fazendo aqui? Polícia de merda... – CJ pensa alto.

Esses filhos da puta intrometidos não me deixam em paz! – Big Smoke aparece na porta – Acham que eu sou o Mr. Big, ou algo assim. Mas eu não dou nada a eles, pra mim quem importa é meu parceiro Carl!

Isso aí, pode crer... – CJ cumprimenta Smoke.

A gangue é muito importante, CJ, você sabe disso! Você tem a moral de representar, baby? – Smoke pergunta.

Sim! – CJ responde.

Aí, minha prima está chegando na cidade vinda do México. Tenho que ir buscar ela... – Smoke diz.

Beleza, vambora! – CJ diz e entra no carro de Smoke – Mas por que você quer que eu dê esse rolê com você?

Sem motivo. Só quero dar uma volta com o carro por aí... – Smoke responde já dirigindo.

Ah, é? – CJ parece desconfiado.

É, cara, fica de boa, mano, relaxa! – Smoke diz.

Sua prima está vindo para cá? Do México? – CJ continua desconfiado.

Sim, eu e ela vamos dar uma viajada, uma viajada... – Smoke deixa claro que não era uma prima de verdade.

Ah, Smoke, você está cheio de merda! – CJ reclama.

Não seja preconceituoso na minha presença de novo, Carl! Tudo é meu primo! – Smoke diz.

O que Big Smoke queria dizer era que ele iria buscar maconha, ou na gíria da região, Mary Jane, sua “prima”. Ele leva CJ até um projeto de casas populares chamado Marble Del Rancho, em uma região de East Los Santos dividida entre os Vagos e os Ballas. Em frente às casas, havia dois Vagos, provavelmente seguranças.

Ok, minha prima Mary está lá dentro... – Smoke diz enquanto se aproxima do local – Aquele cheirinho doce e fresco da plantação. Vou encostar aqui, deixa que eu falo.

Cara, eu já devia saber... – CJ reclama ao ver os Vagos.

Ei, dá licença, José, yo soy El Grandio Smokio e eu quero a erva, comprende? – Smoke grita de dentro do carro misturando inglês e espanhol para um dos Vagos, o que faz CJ rir.

Vai se foder, cabron! – os Vagos não estavam de bom humor.

Como é que é!? – CJ diz.

Isso não foi legal... – Smoke diz e volta a gritar com os Vagos – Passa a erva antes que eu espalhe seu cérebro aí pelo pátio!

Chinga a tu madre, pendejo! – os Vagos continuam com mau humor e seguem andando pela calçada, ignorando os Groves.

Cara, deixa eu dar uma pressão nesses filhos da puta... – CJ se irrita e já pega sua pistola.

Eles estão fodidos, cara, estão fodidos... – Smoke pega um taco de baseball embaixo de seu banco e sai do carro.

Isso aí, Smoke, pega eles! – CJ diz.

Big Smoke sai do carro e bate com o taco na cabeça de um dos dois Vagos que iam embora pela calçada. O mexicano cai no chão e Smoke ainda dá chutes na cabeça já machucada.

É isso aí, você vai ver do que eu estou falando! Big Smoke, filho da puta, lembre-se desse nome! – Smoke diz, quando vê o outro Vago fugindo pelas ruas, mas não aguenta correr – Cola nele, CJ! Esse aí é todo seu, baby!

CJ parte atrás do Vago fugitivo. Ele pulava as cercas das casas com bastante facilidade, o que dificultava uma aproximação do Grove, que ainda não estava com físico e fôlego cem por cento como antigamente. Quanto mais CJ corria atrás do mexicano, mais ele se distanciava. Quando já pensava em desistir, CJ vê Big Smoke passar com seu carro na rua em que estava. Ele entra no carro e Smoke vai atrás do Vago restante. Ele é encontrado escondido em um beco. Smoke para o carro bem em frente e CJ dá dois tiros, um na perna e outro nas costas, enquanto o mexicano se virava para continuar fugindo. Smoke imediatamente volta para sua casa com o carro. No caminho, ele dá conselhos a CJ:

Carl, eu não quero que pareça que eu estou te desrespeitando, então não leve para esse lado. Eu tenho que te dar um, err, conselho...

O que? – CJ pergunta.

A academia, meu amigo. Você está se deixando levar! – Smoke diz.

Isso é um pouco demais vindo de você... – CJ ironiza.

Carl, eu sou ossudo, mas ainda sou um atleta! Você está se deixando levar, meu amigo. E, sendo honesto com você, isso está partindo meu coração! – Smoke continua.

Dá um tempo! Eu não sou gordo que nem você! – CJ ri.

Eu estou tentando! Estou tentando! E estou tentando te ajudar a ajudar a si mesmo, meu irmão! A academia, Carl! Lembre-se! – Smoke finaliza.

Vai se ferrar, cara! – CJ diz.

Agora vamos para casa. Preciso comer, cara... – Smoke absurdamente diz.

Beleza. Mas diz aí, Smoke. O que está pegando com você e Tenpenny? – CJ muda de assunto.

Quem!? – Smoke pergunta.

Tenpenny! – CJ repete.

Eu nunca ouvi falar dele... – Smoke diz.

Eu vi ele saindo da sua casa... – CJ desconfia.

Ah, esse é o nome dele? – Smoke pergunta.

É, você sabe que é... – CJ insiste.

Cara, ele não é nada. Ele é um verme, gosta de encher o saco das pessoas, você sabe disso, Carl! Mas você me conhece. É preciso mais de um otário para me tirar do sério... – Smoke diz e não fala mais nada até chegar a sua casa.

CJ volta para a Grove, mas Sweet e Ryder não estavam lá. Ele passa o resto da tarde em casa e a noite volta para a casa de Smoke, já que não havia outro parceiro por perto. Pensava em talvez jogar um baralho, ou um dominó, mas é surpreendido novamente. A CRASH novamente estava na casa de Smoke, dessa vez saindo de dentro da garagem.

Como vai, Carl? Ocupado, eu espero... – Tenpenny diz ao ver o Grove em frente à garagem.

Você me conhece, Oficial Tenpenny... – CJ diz.

É, eu te conheço, Carl. Eu sei tudo sobre você... – Tenpenny toca o ombro esquerdo de CJ com o dedo.

Não toca em mim! Tira essa mão porca de mim! – CJ diz.

É isso aí, Carl! Estou de olho em você! – Tenpenny diz e vai embora.

E? Como se eu desse a mínima... – CJ provoca.

Estamos de olho em você! – Pulaski diz e joga um resto de café na direção de CJ e também vai embora.

Filho da puta! – CJ desvia.

O que foi tudo isso aí, baby? – Smoke sai da garagem e pergunta.

Você me diz! – CJ continuava desconfiado de Smoke.

Ah, cara, eles metem o nariz em tudo! Não posso fazer porra nenhuma sem que o Tenpenny tenha interesse. Que ele vá para o inferno! – Smoke desconversa.

É... eu acho. O que está pegando de verdade? – CJ pergunta.

Estou pensando em dar uma volta de novo... – Smoke diz – Aqueles três falaram de uma coisa que talvez coloque a gente de vez no jogo!

Beleza, estou dentro! – CJ ingenuamente se empolga mesmo sem saber do que se tratava e já entra no carro – Para onde vamos, Smoke?

Para a Unity Station! – Smoke responde ligando seu carro.

A Unity Station era uma estação de trem situada em El Corona, na região sul da cidade, área dos Varrios Los Aztecas, a outra gangue mexicana de Los Santos, além dos Vagos. Era um terminal grande e até moderno para a pobreza da região em que se situava. CJ e Smoke chegam e estacionam o carro em um terreno ao lado, onde era possível ver um túnel onde era costumeiro acontecer acordos de drogas em sua marquise.

O que a gente está esperando, Smoke? – CJ pergunta enquanto está parado dentro do carro.

Alguns safados dos Vagos encontrando alguns San Fierro Rifas, fazendo algum acordo... – Smoke diz, saindo do carro.

San Fierro? Eu achava que mexicanos das cidades do norte não se misturavam com os eses de Los Santos... – CJ também sai do carro.

Porra, eu também... – Smoke responde.

Parece que são eles! – CJ avista quatro Vagos na marquise do túnel coletando um pacote de um Rifa.

Os filhos da puta chegaram primeiro! – Smoke se irrita – A gente tem que pegar esses otários!

Nesse momento, um trem passa pelo túnel e os Vagos aproveitam para pularem e pegarem uma carona em cima do trem até chegarem ao seu território, já que a linha do trem passava por lá. O Rifa simplesmente desapareceu. Para seguir o trem de carro e pegar os Vagos, seria impossível. CJ e Smoke vão até uma rua próxima à estação e roubam uma moto de alguém que passava.

Siga o trem! – Smoke grita para CJ conduzir a moto.

Smoke ficou na carona, pois planejava abrir fogo com sua pistola contra os mexicanos em cima do trem, mas seria muito perigoso, pois se os Vagos estivessem armados, tanto Smoke quanto CJ ficariam totalmente vulneráveis em posição inferior a eles. Mas por sorte, os Vagos estavam desarmados. CJ emparelha a moto com o trem andando por cima do trilho oposto e Smoke começa a atirar contra os mexicanos.

Chega mais perto, CJ! Vou detonar esses otários! Emparelha que eu vou atirar! – Smoke grita.

Os Vagos não tinham muito o que fazer, pois não havia para onde correr. Não poderiam pular do trem em movimento pela rua, só pulariam em árvores que a região deles possuía ao lado dos trilhos. Smoke atira nos Vagos e derruba dois quase que instantaneamente. Mas outro trem vinha na direção oposta a deles.

Porra! O trem está vindo! – Smoke grita.

CJ desvia do trem que vinha em sua direção, saindo do trilho, indo para a rua e voltando logo depois que o trem passa. Eles já estavam quase na área dos Vagos quando o último mexicano do teto do trem, que segurava o pacote que recebeu do Rifa, morre, deixando o pacote cair no chão. CJ para a moto e o trem segue com o mexicano morto no teto. Smoke se apressa para pegar o pacote que caiu na rua.

Vamos vazar daqui antes que a polícia apareça, cara! – Smoke diz ao voltar para a moto.

Foi sempre assim? – CJ pergunta.

O que foi sempre assim? – Smoke não entende.

Sempre fodido por aqui! Ou isso é por causa das drogas? – CJ completa.

O que você acha, cara? – Smoke ironiza.

Eu não sei! É por isso que estou perguntando a você... – CJ diz.

Não pergunte nada a um sábio, cara, pergunte a um idiota! – Smoke enigmaticamente responde.

Era isso que eu estava fazendo... – CJ é ácido.

Se você vai fazer disso uma coisa pessoal, eu não vou falar mais sobre isso! – Smoke se irrita.

Por que Tenpenny quer esse pacote aí? – CJ pergunta.

Ten-quem? – Smoke força uma inocência.

Não vem me enganar, Smoke! – CJ começa a se irritar.

Cara, existe uma coisa sobre você, cara, uma espécie de aura estranha, cara! – Smoke diz, mas não diz nada.

Smoke, quando você vai parar com essas merdas estranhas? – CJ continua irritado.

A verdade, Carl, é que a gente se perdeu quando você foi embora! E agora estamos salvos de novo! – Smoke desabafa.

O que tem no pacote, Smoke? – CJ se cansa da enrolação.

O problema é que muita gente morre antes de chegar a hora delas... – Smoke continua enrolando.

Se a vida após a morte significa se livrar dessas merdas que você fala, acho que eu estou pronto! – CJ diz – O que tem no pacote, Smoke? Sem mais ladainha!

Eu não sei, mano! Só estou ajudando esses policiais a manterem o bagulho fora das ruas, cara! – Smoke diz.

Eu não confio neles! – CJ grita.

Algumas vezes a confiança não é uma opção, mano... – Smoke diz e percebe que já estava na garagem de sua casa – É melhor você vazar, CJ. Não quero aqueles otários da CRASH colocando você para fazer merdas nas ruas.

Beleza, mano. Mas vê se toma cuidado com esses safados! – CJ está irritado, mas não entra em conflito com Smoke.

Essa participação da CRASH na “limpeza” das ruas era muito suspeita, principalmente o forte envolvimento com Big Smoke, que todos sabiam que era o mais insatisfeito com a posição da Grove Street Families na cidade. CJ começa a perceber que ali poderia haver um meio de entrada para a coerção dos policiais corruptos sobre a gangue. E se havia uma coisa que não poderia acontecer, era a Grove perder mais força ainda.

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