sábado, 20 de fevereiro de 2016

San Andreas - Parte 7


CJ é acordado pelo toque de seu telefone em uma tarde de domingo. Junto com ele, na cama, estava uma das acompanhantes da Grove, Tomika. Ela dormia quando a ligação foi atendida.

Carl, aqui é o Oficial Hernandez! – era o policial novato da CRASH.

Quem? – CJ pergunta.

Oficial Hernandez! Eu trabalho com Tenpenny e Pulaski! – Hernandez grita.

Ah, a putinha! Que merda você quer? – CJ diz após sair do quarto.

Ei! Demonstre respeito, garoto! – Hernandez se irrita.

Vai se foder! Você é a putinha deles mesmo! – CJ ri.

Olha o que você fala, garoto! Olha só, eu tenho um recado do Oficial Tenpenny. Não tente sair da cidade! Seria um grande erro! Está me ouvindo? A gente está de olho em você! – Hernandez diz.

Foda-se, sua puta! – CJ desliga.

Desde o dia em que chegou e foi capturado pela CRASH, CJ percebeu que Hernandez era a marionete do trio, todos o usavam. Ele não colocava um pingo de medo no Grove. Diferentemente de Tomika, que CJ queria distância após saber que ela estava começando a se envolver com crack. Assim que ela acorda, ele inventa uma desculpa e a manda para casa com cinquenta dólares.

Como ainda não tinha uma televisão em casa após a antiga ter sido destruída com a rajada de tiros que matou sua mãe, CJ passa aquele fim de tarde ouvindo a rádio, mais precisamente o noticiário WCTR News, como sempre o programa favorito da família, pois sabia que, mais cedo ou mais tarde, os feitos da Grove seriam notícia novamente. Durante o programa, CJ ouve uma entrevista de um antigo conhecido da gangue. E se surpreende negativamente.

B-Dup era o apelido de Mark Wayne, um jovem negro da mesma idade de CJ. Os dois eram muito amigos na adolescência, mas B-Dup começou a se envolver com o tráfico bem cedo, assim como Ryder. Sweet nunca o permitiu ser traficante de maconha na Grove Street Families, então, com o passar dos anos, ele foi se distanciando de todos, deixando de usar o uniforme verde e indo morar em um prédio a alguns quarteirões da Grove Street. Naquela tarde, B-Dup dava uma entrevista ao vivo para o jornal dizendo:

O pessoal está dizendo que tem muita droga no bairro. Cara, isso é palhaçada! Pura palhaçada! Pelo jeito que eu vejo, está é faltando drogas no bairro! Nunca tem o suficiente e esse é o grande problema para as pessoas!”.

CJ pensa que B-Dup deveria ser mais um dos que estavam querendo deixar a Grove por causa do tráfico, como vários que percebeu naqueles poucos dias de volta ao bairro. Mas outra notícia chama a atenção de CJ:

A polícia ainda não tem nenhuma pista sobre a trágica morte do Oficial Ralph Pendelbury, cujo corpo foi encontrado recentemente. Pendelbury estava trabalhando com a corregedoria da polícia, que acreditava que ele estava perto de desmascarar um enorme esquema de corrupção dentro da LSPD. Um porta-voz da polícia negou toda a história”.

CJ não acreditava no tamanho da influência da CRASH na LSPD. Com certeza, o suposto assassino de Pendelbury seria ele mesmo, pelo menos por um bom tempo. Tenpenny e Pulaski eram duas cobras que precisavam ser mortas imediatamente pelo bem da Grove.

Após essa sequência de notícias ruins, CJ decide ir até a casa de Sweet. Já havia anoitecido. Big Smoke e Ryder estavam lá, todos conversando na cozinha sobre o rumo que a gangue deveria tomar.

Você precisa segurar a onda, cara... – Smoke diz a Sweet.

Cara, ninguém dá a mínima para o bairro! – Sweet está irritado.

Eu dou! – Smoke diz.

Tudo que eles fazem é vender bagulho e foder com o lugar! – Sweet diz enquanto abre a geladeira para pegar uma cerveja – Crack nunca fez nenhuma gangue ficar mais forte!

Eu não sei não, cara... – Smoke insiste em discordar.

Qual é, galera? – CJ chega à cozinha.

E aí, CJ! – Sweet diz.

Qual é? – Ryder cumprimenta CJ.

Cara, tudo que eles se importam é fumo e dinheiro! – Sweet diz a Smoke.

Você não pode bater num mano dos nossos, Sweet! – Smoke diz.

Esses lixos não são soldados. São só idiotas tentando ser empresários! – Sweet diz.

Pode ser, mas eles estão fechados com a gente, cara! – Smoke reclama.

Eles estão fechados é com dinheiro! – Sweet grita – CJ, saia por aí e mostre para esses otários qual é a da parada! Esses cuzões dos Ballas estão acabando com os manos! Bota uma pressão neles, vai lá!

A gente vai colocar ordem no bairro, mas tem que reunir os manos! Como nos velhos tempos! – CJ diz.

Pode crer... – Ryder concorda.

Você está certo, CJ! Então você e o Ryder vão resolver essa parada! – Sweet diz a CJ e volta a falar com Smoke – Cara, eles vendem até para a mãe deles! Não se preocupam com nada!

Você é ingênuo, meu amigo. A gente precisa manter nosso foco... – Smoke insiste.


CJ e Ryder saem da cozinha. É quando CJ pega a chave do carro de Sweet e tem uma ideia sobre o que tinha que fazer naquela noite e o que havia ouvido mais cedo na rádio:

A gente precisa de cobertura. Você tem visto o B-Dup?

Não. Mas ele e o parceiro dele, Bear, seria bom ter eles do nosso lado! – Ryder diz.

Big Bear? – CJ se lembra do gigante que o ajudou no dia da morte de Brian – Ah, agora esses cracudos de merda vão se arrepender!

B-Dup mora a alguns quarteirões daqui... – Ryder diz ao sair da casa.

Os manos estão todos viciados, né? – CJ pergunta entrando no carro.

É, eles procuram qualquer um desses crackeiros para ajudar eles... – Ryder responde.

É por isso que a Families não está mais no topo... – CJ diz.

Fora Smoke, Sweet, e, você sabe, seu parceiro aqui, a Grove Street não faz mais nada! – Ryder diz.

Só recebe... – CJ complementa.

Pode crer... – Ryder diz e aponta para o prédio de B-Dup.

CJ estaciona e os dois sobem as escadas até chegarem ao segundo andar.

Ei, vai devagar, otário! Você não sabe nem que porta é! – Ryder fica para trás.

Tanto faz, cara. É essa aqui? – CJ para em frente a uma das portas.

É, é essa aí mesmo... – Ryder diz.

Abre aí! – CJ bate na porta e pergunta para Ryder – Você tem certeza que ele ainda mora aqui mesmo?

Porra, maluco, eu te falei que é essa aí! – Ryder se irrita.

Abre aí! – CJ bate na porta novamente.

Quem é aí nessa porra? – uma voz diz e a porta se abre, era B-Dup, que já tenta fechar a porta – CJ!? Que porra você quer? Vaza daqui, caralho!

Ei, peraí, cara! – CJ segura a porta com seu braço e entra no apartamento – O que aconteceu com a parceiragem, negão?

A única coisa que importa é o bairro, cara, mas você nunca vai entender o que significa pegar esse dinheiro... – B-Dup diz – Sabe de uma coisa? Vaza daqui, caralho, antes que eu meta nesse teu rabo aí! Big Bear, vem ver aqui esse otário!

CJ não acredita no que vê quando um homem incrivelmente magro sai do banheiro. Aquele era Barry Thorne, o Big Bear, o antigo OG da Grove que colocava medo em todos só com sua aparência, já que era um homem extremamente forte, alto e gordo. Com seu vício, ele perdeu todo seu respeito com a gangue, além de seu peso.

Bear!? Big Bear, é você? Ei, você ainda é da gangue, mano, não é não? – CJ pergunta.

Não! A única coisa que o Bear faz é fumar e deixar minha casa limpa! – B-Dup interrompe – Não estou certo, Big Bear?

Sim... – Bear diz entre tosses, olhando para baixo.

Sim o que? – B-Dup pergunta.

Sim, senhor! – Bear diz com uma voz fraca.

Agora volta e vai lá fazer aquele banheiro brilhar, seu filho da puta! – B-Dup grita.

Ah, qual é, cara! – Ryder fica indignado.

Bear, qual é! Vambora! – CJ grita.

Todo mundo gosta de sair às vezes, CJ. Vejo você por aí... – Bear se nega.

Fica longe daqui, moleque! – B-Dup diz para CJ.

Vai tomar no seu cu, negão! – CJ diz e vai embora.

Que merda! A parada está zoada! – Ryder diz descendo as escadas.

Entendi o que você estava dizendo agora, cara. Se o crack pode fazer isso com o Big Bear, transformar ele em um escravo de bagulho, os filhos da puta normais não tem nem chance... – CJ diz.

Tem traficantes e viciados nessa cidade toda. Isso me deixa puto! – Ryder diz.

Então parece que nós dois vamos ter que resolver isso... – CJ diz.

Vamos dar uma volta pelo bairro e achar alguém vendendo... – Ryder diz ao se aproximar do carro.

Os dois entram no carro e rodam por Ganton à procura de traficantes de crack. O que não demoram a encontrar. Em frente a uma casa, Ryder vê alguém negociando com um Grove:

Se liga ali! Alguém está vendendo para os manos!

CJ para o carro em frente à casa. Ao ver Ryder na janela, o Grove sai correndo, sabendo que seria punido. O traficante não estava usando cores de nenhuma gangue, usava preto. Ao ver os dois Groves saindo do carro, ele diz:

Ei, parceiro, eu estou trabalhando, cara! O que você precisa? O que você precisa, mano? Tenho bagulho de qualidade aqui...

Ryder pega um taco de baseball que sempre ficava embaixo do banco de carona do carro de Sweet. CJ segura o traficante para Ryder deformar a cara dele com vários golpes. Eles deixam o traficante no chão e Ryder pega todo o dinheiro e drogas que ele guardava.

Cara, eu conheço esse safado! Ele é um moleque que costumava andar com um OG da Front Yard Ballas de Idlewood. Eu sei onde ele mora, fica aqui do lado! Vamos dar uma olhada lá! – Ryder diz olhando para o traficante no chão.

Lá não é território da Front Yard? – CJ pergunta.

Cara, você é uma bicha? – Ryder se incomoda.

Não, estou dentro, mano! – CJ ri e dá uma pezada na cara do traficante.

Os dois voltam para o carro e seguem até onde Ryder indica.

Pega esse taco aí embaixo... – Ryder fala sobre o taco que estava embaixo do banco de motorista.

Cara, a gente está numa missão séria aqui... – CJ pega o taco enquanto dirige.

Não fica com medo, mano! Todo mundo no bairro sabe que os Ballas são uns viadinhos! – Ryder ri.

Os dois chegam até a casa do traficante. Era um prédio parecido com o de B-Dup, mas também era uma boca de crack, onde havia várias pessoas consumindo e morando.

Puta merda, dá para sentir o fedor de uma boca de crack a um quilômetro de distância! – Ryder diz.

Pode crer! Vamos arrombar essa porra e nos apresentar! – CJ sai do carro segurando o taco.

CJ e Ryder sobem as escadas e arrombam a porta da boca com um chute coletivo. Ryder segurava o taco em uma mão e sua arma em outra, esperando uma possível reação dos Ballas, mas todos que estavam ali estavam jogados no chão, rodeados de cachimbos e restos de comida, completamente drogados. O máximo de atividade acontecendo no local era um boquete de uma puta a um membro drogado da gangue em um quarto aberto.

Boa noite, seus Ballas cracudos! Os OGs da Grove chegaram para fazer estrago! – Ryder se aproxima de um dos Ballas no chão e dá uma tacada em sua cabeça.

Matem esses otários da Grove Street! Eles vão cair! – o Balla que estava menos fora de si pega um taco de baseball atrás de um sofá e grita.

Mas não havia a mínima chance daqueles drogados sequer levantarem, imagine brigar. Ryder não perde tempo e atira no Balla agitado e em todos os outros ali, juntamente com suas putas. CJ também ajuda com seu taco. Ao constatarem que todos estavam mortos, eles voltam para o carro.

Agora os Ballas vão ficar sabendo que a Grove está de volta! – CJ diz enquanto volta para casa.

Com certeza, mano! E o melhor: você não fugiu! Os tempos estão mudando... – Ryder ri.

Nossa, cara! Eles vão ficar puto com a gente! – CJ também ri.

Eu vou avisar para os caras mais tarde. Por enquanto, vamos aproveitar o silêncio da vitória, filho da puta! – Ryder cumprimenta CJ e aumenta o rap que tocava na rádio do carro.

Ao chegarem à Grove Street, os dois saem do carro e caminham para suas casas.

Agora que o crack não vai mais consumir a cabeça deles, talvez esses otários queiram fazer alguma coisa por aí... – Ryder diz.

É, a Grove com certeza vai voltar a ser forte agora, mano! – CJ responde.

Falou, mano! – Ryder se despede.

CJ dá o primeiro passo para reerguer sua gangue e a pagar a promessa de não deixar seu irmão na mão. Era óbvio que ainda havia muitos traficantes pelo bairro, mas a partir do dia seguinte, começaria a acontecer uma limpeza diária de suspeitos em Ganton. Ele avisa a Sweet, que passa a ordem para os seguranças da Grove. Nenhum Balla iria levar um Grove para o fundo do poço a partir de agora. 

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