domingo, 21 de fevereiro de 2016

San Andreas - Parte 8


A segunda semana de CJ em Los Santos começa. Na hora do almoço, ele vai até a casa de seu irmão para ver se por lá havia alguma comida, mas Sweet estava saindo com Smoke e Ryder. CJ percebe o clima meio tenso ao cumprimentar a todos.

Respeito é para ser conquistado, Sweet, assim como o dinheiro... – Smoke diz.

O que você está falando? Que você não me respeita? – Sweet pergunta.

O que eu estou dizendo é que... – Smoke parece com medo de continuar a frase.

Fala aí, negão! – Sweet encara Smoke.

Estou com fome! Hahahaha! – Smoke foge da raia e muda de assunto.

Porra, que merda. Qual é a de vocês? – CJ diz.

Cara, o homem não pode ficar sem dividir o pão! Já passei por isso! Hahaha! – Smoke diz e cumprimenta CJ – Carl, você está muito magro, cara. Deve estar morrendo de fome, mano!

É, eu posso comer um pouco mais... – CJ diz.

O que vocês querem comer? Qual tal alguns tacos? – Ryder era fã de comida mexicana.

Tacos de novo? Nem pensar! – Sweet reclama.

Frango, cara! Sem discussão! – Smoke diz.

Cara, eu não quero frango... – é a vez de Ryder reclamar.

Carl, você dirige. O Smoke parece que vai desmaiar! – Sweet ri e joga a chave do carro.

Todos entram e CJ os leva até o Cluckin’ Bell de Willowfield, a lanchonete especializada em frango frito da cidade. Durante a viagem, CJ entra em um assunto sério:

Como a mamãe foi assassinada? A gente tem que falar sobre isso...

Temos que falar disso mesmo. Eles foram atrás do Sweet! – Ryder diz.

Como você sabe disso? Você sabe como as pessoas são. Dizem que gostam de você, mas não abrem a boca para falar nada! Ficam assustadas!  – Smoke repreende.

Dizem que viram um Sabre verde fazendo o serviço e indo embora... – Ryder diz.

É, mas as pessoas gostam de falar, né? De qualquer modo, você está falando de metade de Los Santos! – Smoke insiste.

É, você está certo, foi mal... – Ryder diz.

E aí, mano? CJ olha no retrovisor para Sweet.

Eles só metralharam a casa. Não vi porra nenhuma... – Sweet diz.

Eles chegam ao Cluckin’ Bell e passam pelo drive-thru.

Carl, o que você quer? Você tem que comer bem para ficar forte, cara! – Smoke diz.

Eu vou pegar um número nove, gordão... – CJ responde e ao mesmo tempo fala com o atendente.

Me dê um número nove que nem o dele... – Ryder diz ao atendente.

Eu quero um número seis com molho extra! – Sweet pede.

Vou querer dois números nove, um número nove grande, um número seis com molho extra, um número sete, dois números quarenta e cinco, um com queijo, e um refrigerante grande... – Smoke pede e deixa todos no carro perplexos.

Eles aguardam alguns minutos para os lanches ficarem prontos.

Ei, foi mal, mano... – CJ diz ao ver Sweet pra baixo no banco traseiro – Você sabe que eu tenho que saber sobre a mamãe.

Eu sei, CJ. Eu sei. Eu só estou tentando não pensar muito nisso. É só isso... – Sweet diz – Eu nem sabia se ela tinha sido atingida até eles pararem de atirar!

Beleza, beleza, beleza, vamos comer! – Smoke corta o clima pegando os lanches.

Não tem um bife por aqui? Estamos sendo feitos de otários... – Ryder reclama sobre comer frango de novo, e por aquele preço.

Não aguento comer comida fria! – Smoke já corta – Diferente de você, eu nunca procurei comida na lata de lixo!

Hahaha! Porra, é o mendigão do lixo! – CJ ri.

Me dá minha comida aí! – Sweet ainda estava mal.

Assim que o carro deixa o drive-thru, Ryder avista um Voodoo roxo passando pela rua. Era o mesmo carro que havia perseguido Sweet no dia do enterro de sua mãe.

Ei, ei, olha ali! Kilo Trays caçando a gente! – Ryder se refere aos Kilo Tray Ballas, a gangue que comandava Willowfield.

Porra, Ryder, você é um pé frio! – Sweet diz.

Que merda! Esses filhos da puta estão indo para o bairro! – CJ percebe.

Mas os Ballas aparentemente viram os Groves ali. Eles dão meia-volta na rua e aceleram em direção ao carro de Sweet.

DRIVE-BY! – Sweet grita.

Todos se abaixam e a rajada de tiros dos Ballas não acerta o carro da Grove. Após errarem, eles fogem pela rua, mas são perseguidos com Ryder e Sweet sentados nas janelas com suas pistolas.

Acelera aí, CJ! Vai! Vai! Pisa forte que a gente vai pegar esses pretos! – Sweet grita.

Por que você não está atirando, Smoke!? – Ryder percebe que Big Smoke estranhamente estava apenas comendo seu lanche enquanto o tiroteio acontecia.

Vou atirar quando eu terminar de comer! – Smoke diz.

Para de encher essa boca, seu filho da puta! Atira! – CJ se irrita.

Não estou enchendo minha boca, mano, estou aproveitando minha refeição... – Smoke diz – Matem esses cuzões aí! Porra, que sanduíche gostoso!

Smoke! Para de encher a cara e começa a atirar nesses Ballas! – Ryder também se irrita.

– Só estou tentando aproveitar minha comida! – Smoke insiste.

E esses otários estão tentando aproveitar nossas mortes! Agora, vai logo, Smoke, atira! – Sweet explode.

Estou terminando minhas batatas! Meu especial! – Smoke ri.

Porra, você derramou ketchup no banco todo! – Ryder olha para dentro do carro.

Você cuida dos negócios com a mão, filho da puta! Com a mão! – Smoke continua rindo.

Mas o banco estava novinho! – Ryder continua olhando para o carro e quase cai em uma curva – CJ! Olha para a porra da rua!

Calma, filho da puta! Isso aqui não é um passeio de domingo! – Smoke diz.

Meu refrigerante! Caiu tudo no chão, porra! – Ryder reclama.

Você pode lamber tudo quando você acabar! Agora fica de olho no carro dos Ballas! – Sweet está nervoso com a conversa fiada dos dois.

O Voodoo entra em uma rua rápido demais fugindo dos Groves e acaba capotando, deixando os Ballas feridos de cabeça para baixo. Sweet sai do carro, se aproxima dos Ballas e atira em cada um, matando-os. Ele volta para o carro.

CJ, leva a gente de volta para a Grove! – Sweet diz, nervoso.

Beleza! – CJ diz.

Porra, essa merda foi séria! – Ryder diz.

É, cara, esses Ballas otários não vão tentar fazer isso de novo... – Sweet responde seco.

Nossa, cara! Essa comida encheu minha pança! – Smoke diz.

Seu gorducho filho de uma puta! Da próxima vez é melhor você atirar porque senão eu mesmo atiro em você! – Ryder fica nervoso.

Smoke, você é gigante, cara! Tipo, gigaaaaaante! – Sweet é irônico.

Haha! É por isso que você me ama, baby! – Smoke ri.

Ao chegarem ao bairro, Big Smoke era o único animado:

Mais uma para a Grove!

Como é que é, Smoke? Tudo que você fez foi comer a merda da minha comida! – Ryder grita.

Porque estava esfriando... – Smoke usa a desculpa.

Vocês vão querer entrar para uma cerveja? – Sweet pergunta.

Não, baby, tenho que voltar para o meu barraco... – Smoke diz – CJ, me dá uma carona?

Beleza, Smoke. Vejo vocês depois! – CJ aceita e se despede dos outros.

Sweet e Ryder saem do carro e Big Smoke passa para o banco da frente. CJ o leva até sua casa, que nunca havia sido vista. No caminho, CJ aproveita para fazer algumas perguntas:

O que aconteceu com você agora a pouco, Smoke?

Cara, se você pode comer sua comida enquanto todo mundo está desperdiçando as deles e te culpando, você é o correto, mano! – Smoke diz.

O que? – CJ não entende nada.

Nada! Nada! É só um poema que eu li... – Smoke desconversa.

Smoke, me diga o motivo de você ter se mudado da Grove... – CJ testa seu amigo.

Cara, eu recebi um dinheiro de uma tia. Aqui é um lugar maneiro e tal, mas a Grove Street está no meu coração, cara! É lá que os meus manos estão! – Smoke diz.

Ah... Ok, mano... – CJ não acredita muito, ele já estava começando a desconfiar das intenções do gordo.

Valeu, Carl! – Smoke diz quando chega em frente à sua casa – Senti sua falta nesse tempo, baby!

Valeu, Smoke. Eu gostaria que o Sweet pensasse assim também... – CJ diz.

Ele não tem essa intenção, CJ. Ele só estava meio afetado pela parada da sua mãe, cara! – Smoke consola e dá duzentos dólares a CJ – Aí, pega esse dinheirinho do Smoke e vai relaxar, mano!

Big Smoke vai para sua casa e CJ fica confuso no carro de Sweet. Ao mesmo tempo em que começava a desconfiar de Smoke, ele gostaria que Sweet fosse tão parceiro quanto ele. CJ volta para a Grove Street, deixa o carro em frente à casa de seu irmão, come seu lanche e vai dormir um pouco durante a tarde. Já pouco antes de anoitecer, ele recebe uma ligação de Sweet:

CJ, é o Sweet...

E aí, qual é? – CJ diz.

Se você não respeitar seu corpo, ninguém vai te respeitar. Você está muito magro, CJ, precisa arrumar uns músculos! – Sweet diz.

Se eu quisesse alguém para encher o saco, eu teria arrumado uma esposa! – CJ brinca.

Só estou preocupado com você, mano. Tem a ver com ganhar respeito, tá ligado? – Sweet diz.

Acho que sim... – CJ diz.

Tem uma academia a uns dois quarteirões da Grove. Vai lá e arruma um físico de gangster para você! – Sweet diz.

Vou dar uma olhada... – CJ promete.

E outra coisa! Eu achei que você estava representando! – Sweet diz.

O que? – CJ não entende.

Me corrija se eu estiver errado, mas eu achei que você estava com a Grove Street de novo! – Sweet diz.

Eu já te disse que estou! – CJ não entendia nada.

Por que você ainda não está usando nossas cores? Você tem que usar o uniforme, cara! Ninguém vai te respeitar também se você não representar seu bairro! – Sweet diz.

Pode crer, cara. Foi mal. É que eu ainda não tive tempo de resolver isso... – CJ se desculpa.

Tem uma Binco bem na esquina da academia aqui em Ganton. Pega alguma coisa verde para você lá! – Sweet diz e desliga.


CJ decide resolver as duas coisas que Sweet havia pedido. Ele vai até a academia do bairro e se inscreve para começar a recuperar seu físico de cinco anos atrás. Do outro lado da rua, ficava a Binco, uma loja de roupas baratas que vendia peças principalmente da cor verde, quase sendo uma loja da Grove. CJ compra algumas camisetas verdes e já sai de lá vestido com uma. Para agradar seu irmão, ele volta e já vai direto para a casa de Sweet. Ryder e Big Smoke estão novamente lá, dessa vez jogando dominó.

Me dá quinze, filho da puta! – Smoke grita enquanto joga.

Estou escrevendo tudo em um segundo. Não vou escrever porra nenhuma para você, seu gordo cuzão! Deixa eu jogar primeiro! – Ryder anotava as jogadas em um bloco de papel.

E aí, qual é? – CJ entra na sala com sua nova camiseta verde e cumprimenta a todos – Quem está ganhando?

Quem você acha? Eu! – Smoke ri.

Chega! Esse jogo está cancelado, seus filhos da puta! – Ryder joga suas pedras de dominó e seu bloco de papel na mesa.

Aí, com que tipo de armas a gente está trabalhando atualmente? – CJ muda de assunto.

A polícia chegou aqui e levou tudo. Não tem mais porra nenhuma! – Ryder diz, ainda nervoso.

E o que vocês vão fazer se os Ballas chegaram aí? Vão jogar sapatos neles? – CJ ironiza – O que aconteceu com o Emmet?

Emmet? Haha! Gangsters hoje em dia tem Macs, AKs, e tudo mais. Emmet está na contramão, não tem nada disso... – Sweet diz.

Até a gente ter essas paradas, a gente precisa negociar com os malucos que sempre estiveram do nosso lado... – CJ diz.

Emmet é da Seville Boulevard Families. A gente não esteve muito próximo a ele ultimamente, mas eu vou te levar para ver ele. Pegar uns ferros para a gente! Vambora! – Smoke diz.

O novo carro de Big Smoke estava na porta da casa de Sweet, era um Glendale azul antigo, que não devia ter sido muito caro, o que não chamou a atenção dos Groves. Enquanto voltavam a Willowfield para visitar Emmet, um antigo traficante de armas da Grove Street Families de cinquenta anos, CJ pergunta para Smoke:

O que aconteceu com as Families? Cadê o amor?

Merda acontece. A Seville tretou com a Temple, a Temple tretou com a Grove. Sangue ruim leva a sangue ruim. Se você ler o livro, vai ver que o mundo sempre foi assim, baby! – Smoke diz enquanto dirige.

Mas você sabe que a gente tem que fazer isso ficar na moral de novo... – CJ diz.

Eu te admiro, Carl. Você é um líder, um visionário. Lembre-se de mim quando estiver no topo! – Smoke faz uma previsão.

Relaxa, Smoke. Você está cheio de merda! – CJ ri.

Eles chegam a um beco de Willowfield. Era lá que ficava a loja de Emmet, que na verdade era apenas um espaço com um grande baú cheio de armas e algumas coisas para testar mira. CJ e Smoke entram no beco e veem Emmet de costas mexendo em uma de suas armas.

O cara ainda é meu parceiro, tá ligado? – Smoke diz.

Enquanto Emmet mexia em uma pistola, a arma dispara.

Ei! Quem atirou em mim? – Emmet grita e vira para trás apontando a arma para os dois homens atrás dele – O que vocês querem aqui, seus moleques?

Ei, ei, ei! Qual foi!? – CJ grita andando para trás.

Você não é o garoto da Beverly Johnson? – Emmet reconhece CJ.

Isso aí! – CJ diz ainda com as mãos para cima.

Brian! Mas você não tinha morrido!? – Emmet se confunde.

Não, Emmet! Sou o outro, Carl! – CJ diz.

Ah... Sinto muito pela Beverly... – Emmet abaixa a cabeça.

É por isso que estamos aqui, senhor... – Smoke aproveita – A gente quer pegar as pessoas que fizeram aquilo!

Bom, então vocês vieram para o lugar certo! Pega o que você gostar, garoto! – Emmet abre seu baú de armas.

Cara, olha essa velharia de merda... – Smoke diz vendo as armas antigas de Emmet.

CJ e Smoke acabam pegando pistolas e metralhadoras de Emmet por falta de opção. Para treinar suas miras, eles atiram em garrafas posicionadas em cima de caixotes.

Morra, garrafinha otária dos Ballas! – Smoke grita enquanto atira nas garrafas junto com CJ.

Nossa, Beverly ficaria muito orgulhosa de você, garoto! – Emmet diz após ver CJ com uma boa mira.

Porra, eu sou o melhor de todos os tempos! – Smoke se empolga.

Isso aí é bem estilo Grove Street mesmo! – Emmet ri.

Pego você! E você! Quer um pouco também? Aqui é gelado, baby! Sempre soube que fui escolhido! – Smoke diz enquanto atira em mais garrafas.

Cara, olha só o agente especial Big Smoke! – CJ ri e atira em mais garrafas.

Vocês estão me deixando orgulhosos! – Emmet diz.

Porra, você é matador, baby! Gelado! – Smoke se surpreende com as habilidades de CJ – Mas tem que se lembrar que a verdadeira força vem de dentro, meu irmão!

Ouça o garoto! – Emmet concorda.

É, acho que Liberty não te amoleceu, né? – Smoke brinca – Vamos embora! Te vejo por aí, Emmet!

Estou cem por cento atrás de vocês, molecada! Mas lembrem-se: vocês não compraram isso de mim! E lembrem-se também: Emmet é o lugar das armas. Sempre tenho mercadoria de qualidade! E eu venho orgulhosamente servindo a comunidade por mais de trinta anos! – Emmet se despede.

Hahaha! Velho louco! Ei, você dirige, cara! – Smoke diz a CJ.

Nem aqueles canhões de museu são tão velhos quanto essas merdas! – CJ reclama – Para onde a gente vai?

Cara, eu fiquei bem cansado. Me deixa na minha casa, baby! – Smoke se cansou só com a sessão de tiros, com certeza por causa de sua péssima forma física.

O que está acontecendo, cara? As coisas estão bem fodidas... – CJ pergunta.

As pessoas precisam abrir os olhos e o coração, CJ... – Smoke diz enigmaticamente.

Como assim? – CJ não entende mais uma vez.

Estou falando de todas as escolhas que um homem encara, irmão. Algumas vezes, parecem reais, mas em outras vezes não temos escolha... – Smoke continua.

Pelo menos você continua falando merda. Não mudou nada! – CJ ri.

Quem? Eu? Não! Nunca! – Smoke diz.

CJ chega à casa de Smoke, que o diz para levar seu carro para a Grove, pois no dia seguinte iria estar lá de qualquer forma. Os dois se despedem e CJ volta para casa. Sweet vai até a casa de CJ para avisar que no dia seguinte o troco pelo drive-by dos Ballas aconteceria. As metralhadoras de Emmet estavam enferrujadas, mas serviriam para uma boa matança.

CJ vai até a casa de Sweet pela manhã e lá já estavam Big Smoke e Ryder, que reclamava sobre as habilidades de CJ ao volante.

Eu posso dirigir tão bem quanto o CJ, cara, eu estou te dizendo! – Ryder gritava com Sweet quando percebe que CJ estava atrás dele ouvindo tudo, o que o deixa sem graça – E aí, mano, qual é?

O que você estava falando de mim aí, otário? – CJ brinca.

Qual é, cara? – Sweet cumprimenta seu irmão.

Estou dizendo que a costa leste fez você dirigir como um idiota, seu otário! Cara, você sempre está batendo o carro e tal... – Ryder fala de pequenos arranhões no carro de Sweet que CJ arrumou enquanto fugia dos Ballas no dia anterior – E por algum motivo agora você voltou, e é tudo “CJ dirige aqui, CJ dirige ali”. Uma merda!

Cara, por que você não relaxa? – Sweet pergunta.

Com todo o respeito, cara, mas você não dirige porra nenhuma! – Ryder insiste com CJ.

Valeu, cara! Não, não, não! Diz aí o que você quer dizer! – CJ começa a perder a esportiva.

Você é um bom atirador, mano, você poderia ficar com a espingarda. Mostrar ao CJ como se faz! – Sweet diz a Ryder.

Sabe de uma coisa? Você está certo! CJ, você pode dirigir então, mano! – Ryder muda de ideia.

Ele está viajando... – Sweet ri.

Todos entram no carro de Sweet e deixam Ganton, com CJ no volante.

Aonde a gente vai, mano? – Ryder pergunta a Sweet.

Território dos Rollin’ Heights Ballas! Dar o troco com um drive-by rápido... – Sweet responde.

Sabe de uma coisa? Você vai ser o chauffeur desse showzinho mesmo. Vambora! – Ryder diz a CJ.

Ok, valeu, fodão! – CJ responde.

É só não dirigir feito um otário! – Ryder ri.

Pronto! Território dos Ballas! Todo mundo pronto? – Sweet diz ao chegarem em Jefferson.

Com certeza! Estou pronto! – CJ diz.

Carl, se concentre na pista que a gente atira! – Sweet diz enquanto distribui as metralhadoras.

Ouça o cara, otário! E tente não meter a gente no meio de uma árvore! – Ryder insiste.

É isso aí! Se o carro parar, a gente vira carne morta! – Sweet diz.

Havia um carro estacionado em uma calçada com quatro Ballas do lado de fora ouvindo rap. CJ passa acelerado na rua e Sweet, Ryder e, agora sim, Smoke atiram sem parar, atingindo todos os caras de roxo, que não puderam reagir.

Essa foi muito fácil! Vamos pegar mais alguns otários desses Ballas! – Sweet diz.

CJ vê mais Ballas em frente a uma casa da rua ao lado. Ao passarem na frente da casa, os Groves atiram novamente, mas dessa vez uma pequena reação vem, atingindo a lataria do carro de Sweet. Mas nada que não fizesse os Ballas caírem com as rajadas das metralhadoras.

A gente já pegou eles, CJ! Vamos caçar mais alguns por aí! – Smoke grita.

Ao passar pelo mesmo beco que foi deixado pela CRASH, CJ vê mais quatro Ballas andando pela calçada. Todos são atingidos pelas costas, caindo simultaneamente no chão.

Está esperando o que, CJ? Acha mais Ballas para a gente matar! – Ryder diz.

Os últimos Ballas estavam no parque de Glen Park. Os Groves passam atirando e matando mais três deles, mas dessa vez havia uma viatura pela região que viu o drive-by e começa a perseguir de longe o carro de Sweet.

Vaza, CJ! Vaza! – Sweet grita ao ouvir a sirene.

CJ acelera e foge em altíssima velocidade para Ganton, mostrando todas as suas habilidades para Ryder, que fica calado durante todo o caminho. A viatura fica um pouco para trás, então CJ faz o que se acostumou a fazer na costa leste: ir até uma loja da franquia Pay and Spray para mudar a cor do carro, a fim de despistar a polícia. CJ acha uma loja na entrada do bairro e entra rapidamente pedindo para fecharem a porta. Todos saem do carro e CJ pede uma pintura preta no carro azul de Sweet. Na loja, Sweet comemora:

A Grove voltou, cara! A Grove voltou!

Pode crer! Eles ficaram desesperados, cara! – CJ diz.

Cara, estou chocado que você não matou a gente, CJ! Deixa eu me checar aqui. Estou morto? – Ryder finalmente fala algo.

Carl, ignore esse filho da puta. Você foi bem hoje! – Sweet diz.

A pintura é finalizada em uma hora e todos voltam para a Grove Street com o carro de Sweet, que agora era preto.

Você está fechado com a Grove e os Ballas sabem disso, então se cuida melhor a partir de agora, CJ! – Sweet avisa quando todos chegam à rua.

Sim, com certeza. Vejo vocês depois… – CJ diz.

Aí, pega isso aqui e vai comprar umas cervejas para você! – Smoke entrega quinhentos dólares a CJ, que não desconfia de nada após Smoke ter atirado nos Ballas dessa vez, diferentemente do dia anterior, quando levantou suspeitas.

Todos voltam para suas casas. O troco havia sido dado na mesma moeda. Mas a Grove não falhava como os Ballas, que mesmo com o poder nas mãos, não tinham a mesma habilidade gangster que fez a Grove ficar no topo por tanto tempo.

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