terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

San Andreas - Parte 9


Naquela tarde, CJ vai até a casa de Sweet, mas lá não havia ninguém. Ryder o avisa que ele estava na casa de Big Smoke. É para lá que CJ vai. Ele bate na porta, mas aparentemente também não havia ninguém. Até que Sweet e Smoke aparecem na garagem rindo.

Você sabe que o Jeffrey foi a puta de alguém pelas últimas três semanas, né? – Sweet ri.

Hahaha! Eu sei! – Smoke diz.

Ei! – CJ avista os dois.

E aí, CJ? – Sweet e Smoke cumprimentam.

Qual é? – CJ diz.

Qual é, cara? Quer ir para a cadeia? – Smoke pergunta.

O que!? – CJ se espanta, o que faz Smoke rir.

Não! Pegar Jeffrey! Ele está saindo hoje. Quer dar um rolê? – Sweet pergunta.

Claro. Mas o que o Jeffrey está fazendo preso? – CJ pergunta.

A gente fala disso no carro, cara. Vamos logo, estamos atrasados... Smoke diz e assume a direção de seu carro.

É bom ter você de volta, irmão. Desculpa eu ter ficado um pouco nervoso... – Sweet diz a CJ, após provavelmente ter sido avisado por Smoke sobre como CJ estava se sentindo.

De boa... – CJ responde.

Hahaha! Não é Jeffrey mais, é OG Loc! – Smoke se lembra do dia em que Jeffrey quis se passar por gangster.

OG Loc? – CJ não entende.

É, ele é um verdadeiro gangster agora... – Sweet ri.

Haha! Saquei. E o que ele fez? – CJ pergunta.

Qualquer coisa que o colocasse na cadeia. É para o currículo... – Smoke diz – Roubar carros, multas e outras merdas dessas.

Jeffrey, ou melhor, OG Loc, depois de ter sido ignorado como gangster por Sweet e Smoke, decidiu mostrar para todo mundo como ele era um verdadeiro OG. Se meteu em várias confusões, todas envolvendo o trânsito, pois era a única coisa que ele tinha coragem de se meter. Quanto mais prisões um OG tivesse, mais ele era respeitado nas ruas. Uma tentativa de roubo a carro levou OG Loc a ficar três semanas preso no quartel da LSPD, no centro, em uma cela com um mexicano chamado Freddy, que era membro dos Los Santos Vagos. CJ, Smoke e Sweet vão até lá buscar seu parceiro de bairro, que saía com uma mala, de touca e sem camisa.

O otário está saindo... – Smoke avisa.

Olha esse otário, cara... – CJ sente vergonha alheia – Agindo como se fosse fodão...

Ele acha que é perigoso, hahaha! – Smoke ri.

Vou te contar... – CJ balança a cabeça.

O que eu sei é que esse otário não pode ser levado a sério... – Smoke diz.

E aí, qual é, Jeffrey? – CJ cumprimenta o ex-preso.

Cara, é OG Loc, mano! OG Loc! – Loc diz.

Ah, foi mal! Então, como foi lá, mano? – CJ tenta ser simpático.

Cara, o que você acha? Como foi lá? – Loc não gosta da pergunta e encara CJ.

Ei, calma aí, cara! E agora, o que você quer fazer? – Smoke pergunta.

Cara, eu quero matar um cholo filho da puta! Ele estava me desrespeitando, cara! – Loc se refere a seu ex-parceiro de cela.

Jeffrey, eu achei que você estava indo para uma... faculdade! – Smoke ri.

Cara, vai se foder! – Loc se irrita – O filho da puta roubou minhas rimas! Ele está lá em East Flores. Me dá uma carona aí!

Cara, por que você não poupa a gente dessas merdas e entra no carro? Otário! – Sweet é grosso.

Todos entram no carro de Smoke e vão para East Flores, área ao norte de East Los Santos, território dos mexicanos Los Santos Vagos. No caminho, CJ mata a saudade de seu parceiro:

Qual é seu plano, gangster? Agora você é um homem livre e tal...

Cara, eu não estou livre. Meu agente da condicional arrumou um emprego para mim! – Loc responde.

Esses filhos da puta sempre querem deixar um mano fodido! – Smoke diz.

Pode crer! Mas ainda assim não é tão ruim, eu vou ser um “técnico de higienização”... – Loc não faz ideia do que está falando.

Subindo na vida, hein? – Sweet provoca.

A um obstáculo do sucesso! – Loc se empolga.

Após alguns minutos, eles chegam ao local. O bairro era totalmente pobre, as casas eram de madeira, praticamente barracos. Mas a casa de Freddy era até boa para a região.

Cara, a casa é aqui! – Loc aponta.

Aqui não é território dos Vagos? – CJ pergunta.

Cara, eu não estou nem aí! Sou um gangster! – Loc sai do carro.

Beleza, vamos deixar o Loc negociar com o Casanova... – Smoke ri.

Eu vou ficar com o Jeff... digo, Loc... – CJ também sai do carro.

Beleza. A gente se vê no bairro então... – Sweet se despede.

CJ toca a campainha enquanto Loc grita na janela:

Freddy! Eu vim te pegar, filho da puta!

Loc, calma aí! – CJ diz.

Jeffrey, você entendeu errado, cara! Aquilo foi coisa da prisão! – Freddy, com sua voz afeminada, diz de dentro da casa – Eu tenho várias muchachas aqui fora, eu não preciso da sua bunda magrela!

Cara, ignore ele, CJ! Eu não sei do que ele está falando! – Loc diz para CJ, que quase rolava no chão de tanto rir – Me devolve minhas rimas, seu ladrão! Eu sou gangster!

Você deixou o sabonete cair, amor, não sei nada sobre rimas! – Freddy diz enquanto saía pela porta dos fundos em sua moto.

Ei! Ei! O filho da puta está fugindo! – Loc percebe e começa a perseguir Freddy a pé.

Loc! Volta aqui, negão maluco! – CJ diz ao ver uma moto com a chave na ignição no quintal.

Vambora, CJ! Preciso proteger minha reputação! – Loc grita ao subir na moto.

Uma perseguição de moto se inicia pelas ladeiras de East Flores. Freddy ficava provocando os Groves, parando em esquinas.

Uh! Me caça! Me caça! – Freddy grita – Vem logo, docinho, estou perdendo a paciência. Eu gosto de caras rápidos, não lentos! Achei que você fosse bom, fofinho! Você sabe que eu gosto da emoção de uma caçada!

Sem CJ saber, Loc havia pegado uma arma com Big Smoke antes de sair do carro. Durante a perseguição, ele saca sua pistola e começa a atirar em Freddy, apertando o gatilho bem ao lado de CJ, que reclama. Mas funcionou. Após alguns minutos de perseguição, Loc acerta um tiro nas costas do Vago, que cai na pista derrapando sua moto. Entretanto, eles se viram em Los Flores, na mesma rua em que CJ havia pichado o nome da Grove dias atrás. Freddy desce da sua moto e grita com alguns Ballas da rua, o que demonstrava que as duas gangues eram unidas:

Ele magoou meu coração! Peguem eles, garotos!

Eu vou te matar, seu fofoqueiro filho da puta! Vou comer sua bunda! Quer dizer, não nesse sentido! Me ajuda, CJ! – Loc grita e atira.

Inacreditavelmente, o tiro acerta a cabeça de Freddy, que cai morto na hora. CJ fica na dúvida entre se o tiro foi realmente pensado ou se foi por pura sorte. Mas logo sai em disparada dali, pois estava desarmado. Enquanto fugiam, os dois conversam.

Não diga porra nenhuma, CJ! – Loc diz, envergonhado.

Hahaha! Você estava solitário, Loc? Eu gosto de um bigode também, mas só do meu... – CJ ri.

Eu sou verdadeiro! Diferente de vocês, falsos filhos da puta! – Loc diz.

Beleza, gangster! Vamos voltar para a Grove... – CJ diz.

Não, não posso. Eu tenho que me apresentar nessa merda de emprego! – Loc lembra.

O que você quiser. Quer que eu te leve lá? – CJ pergunta.

Claro. Vambora! – Loc diz – É no Burger Shot lá em Verona Beach.

Você é quem manda... – CJ diz.

Porque eu sou bom, com a higiene, em uma missão, como um super técnico, baby... – Loc tenta rimar, mas falha miseravelmente.

Para com essa merda aí, cara! – CJ preza por seus ouvidos – Olha só para você, todo bombadinho e tal...

Cara, eu não estou nem com oitenta quilos... – Loc diz.

Você poderia arrumar isso aqui na rua... – CJ diz.

Eu consegui isso na prisão! – Loc diz.

Ah, então beleza, gangster... – CJ ri.

CJ leva o “gangster” até a lanchonete Burger Shot, no bairro de Verona Beach, na praia ao oeste da cidade.

Valeu pela carona, CJ! Vê se não some, otário! – Loc diz ao entrar na lanchonete.

Beleza, vejo você por aí! – CJ diz.

Valeu, ali! – Loc rima – Até mais.


CJ volta para a Grove se certificando de que os Ballas ou os Vagos não estavam o perseguindo. Agora ele tinha uma moto, o que seria de grande utilidade para furar o trânsito intenso da cidade em algum momento delicado. Sweet e Smoke ainda não haviam chegado, então CJ visita Ryder, que estava no quintal dos fundos de sua casa mexendo em sua plantação.

Que merda! Cadê essa porra? – Ryder procurava alguma coisa cavando buracos.

Cara, o que você está fazendo? Vai enterrar alguém? – CJ pergunta.

Que merda! Aonde foi que eu coloquei, cara? – Ryder reclama.

Colocou o que, negão? – CJ evita pisar nos vários buracos do quintal.

Cara, a porra da água! – Ryder se refere aos seus frascos de PCP líquido – Eu preciso de uma coisinha especial antes de fazer as paradas!

Que paradas, maluco? – CJ pergunta.

Meu mano LB me falou sobre um filho da puta do exército que tem todas as armas que a gente precisa. Não aquelas merdas velhas do Emmet! – Ryder explica.

Estou dentro! Vambora! – CJ se anima.

Pode crer, você sempre está dentro, mano. A não ser quando você não estava por aqui... – Ryder provoca.

Vai se foder, negão! – CJ se irrita.

Que merda! – Ryder chuta os buracos por não achar sua droga e oferece o baseado que fumava para CJ – Você quer um pouco disso aqui, cara?

Não, cara, estou de boa... – CJ recusa – Para onde a gente vai?

Para as paisagens de East Beach. Melhor ainda, vamos esperar até escurecer. Pegar aquele filho da puta dormindo... – Ryder diz.

Pode crer! Estou sacando... – CJ se anima novamente.

Pode crer! Pode crer! – Ryder volta a cavar em seu quintal – Qual é, negão? Está esperando o que? Procura aí!

Deixa isso pra lá! – CJ reclama.

Smoke e Sweet chegam à Grove, mas se recusam a participar desse roubo. Eles estavam em outros bairros resolvendo algumas coisas para o crescimento da Grove. LB, o amigo de Ryder, era um atual membro da Grove que era especialista em roubos, tinha até uma grande van Boxville preta apenas para colocar os materiais que furtava. Às dez da noite, LB leva sua van para a Grove Street e diz a CJ o local em que um velho coronel do exército morava.

Coronel Fuhrberger era um idoso de oitenta e dois anos. Era um veterano da Guerra do Vietnam, tendo sido coronel do exército americano por vários e vários anos. Se aposentou em 1983 após o corpo médico do exército avaliar sua capacidade mental como afetada pelos horrores vividos no país asiático. Desde então ele morava sozinho em uma ótima casa duplex de frente para o mar em East Beach, único bairro de classe média-alta de East Los Santos. LB ficou sabendo do grande estoque de armas do coronel ao passar em frente a sua casa e ver um caminhão entregando caixotes com “U.S. Army” gravado neles. O coronel era um colecionador de armas militares.

Ryder e CJ deixam a Grove Street exatamente às dez e meia da noite. O horário foi garantido por LB, que já havia percebido que o velho sempre dormia às dez. Ao chegarem em East Beach, Ryder estava agoniado por não estar entorpecido por sua “água”.

Cadê esse velho filho da puta? Onde ele mora, porra? – Ryder pergunta.

Relaxa, cara. A gente não chegou ainda... – CJ responde.

Ah, certo, Carl. Você sempre está certo! Esse é o meu mano Senhor Certo! – Ryder reclama.

Cala a boca! – CJ diz.

Você não pode me parar! – Ryder insiste.

Quem pode? – CJ pergunta.

Foda-se! – Ryder demonstra muito nervosismo.

Assim que CJ chega ao endereço que LB passou, Ryder explode em nervosismo:

Vamos invadir a casa!

Calma! Vamos entrar devagar, pegar as armas e vazar... – CJ diz enquanto coloca uma máscara.

Beleza, beleza. Estilo ninja. Pode crer... – Ryder diz, mas logo depois explode novamente gritando em frente a uma janela da casa – Aparece aí, seu velho desgraçado!

Cala a boca! – CJ grita.

Ele não pode me deter! Você é uma bicha, Carl! – Ryder diz, mas logo dá para trás – Beleza, otário, você vai e eu fico vigiando aqui...

CJ não liga e abre a porta da casa com um pequeno pedaço de arame na fechadura. Lá dentro, ele vê praticamente um museu de armas militares, havia até canhões na sala. Era possível ouvir o ronco altíssimo do coronel dormindo no segundo andar. CJ anda bem devagar pela casa para não fazer barulho, até que entra em um quarto onde ficavam os caixotes cheios de fuzis e metralhadoras de uso exclusivo do exército.

Saiam da minha casa! – o coronel grita de seu quarto, o que assusta CJ, mas era apenas mais um sonho doentio do coronel sobre sua experiência no Vietnam – Vietcongs desgraçados!

Em poucos minutos, CJ leva quatro caixotes com armas e munição para a van estacionada do lado de fora da casa. Já era hora de dar o fora.

Cara, você é um arrombador natural! – Ryder elogia CJ.

Vamos vazar! – CJ diz entrando na van.

Beleza, agora a gente está feito! LB tem uma garagem em um bairro da Seville Boulevard Families que a gente pode usar... – Ryder diz.

Pode crer. Sério, Ryder, você precisa parar com o bagulho, cara... – CJ diz após perceber o comportamento de Ryder.

O que!? Cara, eu largo a água se você largar de ser uma bicha! – Ryder responde.

Peraí, mano! – CJ ri.

Bicha! – Ryder provoca.

Esquece... – CJ diz.

Esquece você, otário! – Ryder insiste.

Um dia você vai desejar não ter me deixado puto... – CJ faz uma ameaça velada, mas meio que na brincadeira.

Eu ouvi alguma coisa? Ah, é a bicha reclamando de novo... – Ryder responde.

Cara, você está igual a uma criança... – CJ perde a paciência.

Não vou falar mais com você, otário! – Ryder também perde.

Os dois fazem o restante do caminho até a garagem de LB em Playa Del Seville. Ryder aponta para a garagem, CJ se aproxima e buzina. Um dos membros da gangue vê Ryder e abre a porta para a van ser guardada. CJ deixa as armas lá, que depois seriam levadas por LB para a Grove.

Você viu? Eu te falei, foi simples... – Ryder volta a falar com CJ quando eles saem da garagem.

Sim, foi tranquilo... – CJ responde.

CJ, você tem que colocar na cabeça que isso aqui é a parada que rola todo dia, mano! – Ryder aconselha.

Beleza. Olha só, eu estou cansado. Te vejo amanhã… – CJ diz.

Beleza, mano. Mas pensa no que eu te disse... – Ryder diz e volta para a garagem para analisar as novas armas da Grove.

CJ liga para Sweet e pede para seu irmão ir o buscar, pois ir embora a pé poderia trazer problemas naquela região. Sweet chega com seu carro à garagem e CJ conta as novidades, o que faz ambos se animarem para as próximas missões diárias para o contínuo reerguimento da Grove.

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