segunda-feira, 4 de abril de 2016

San Andreas - Parte 16


Enquanto andava pelo centro da cidade naquela tarde, CJ vê uma viatura e reconhece seus "amigos" da CRASH. Ele tenta evitá-los, mas Hernandez, que estava na calçada, vê o Grove. Ele chama CJ com as mãos, mas o clima ali não estava nada amistoso. Tenpenny estava em uma ligação tensa.

CJ! Vem aqui! – Tepenny grita quando vê CJ se aproximando e continua gritando no telefone com alguém – Agora escuta aqui, seu hipócrita de merda! O Poncho é meu, e a DEA não encosta um dedo nas minhas paradas! Essa é a porra da lei! Ah, que se foda esses alvos! Vão enquadrar outro traficante! Vai tomar no cu, seu mentiroso do caralho! Me escuta! Você vai deixar ele na rua, entendeu!? Carver, seu rato filho da puta! Seu merda!

– Dia ruim, Oficial Tenpenny? – CJ se aproxima da viatura e vê o telefone de Tenpenny no chão.

Nem pense que isso permite seu humorzinho, Johnson... – Tenpenny responde e olha para seu colega, que ria na calçada – E, Hernandez, nunca mais ria de mim! Vem aqui e pega a porra do meu telefone! RÁPIDO!

O Carver está pressionando o Poncho. Ele vai abrir o jogo! – Pulaski diz, preocupado.

Bom, que bom que nós temos o nosso doberman aqui para resolver isso... – Tenpenny olha para CJ – Você estava ouvindo, Carl?

Não, eu não ouvi nada... – CJ diz.

Não me faz de trouxa, Carl! Você vai lá e vai impedir essa prisão em East Los Santos. E o Poncho não vai ser levado em custódia! Você me entendeu? – Tenpenny grita e entrega uma foto a CJ.

Tá, beleza, cara... – CJ diz.

Vaza! – Tenpenny estava sem paciência.

Deve ter um pouco de maconha sendo levada como evidência. Pense nisso como uma pequena oportunidade que estamos te dando... – Pulaski diz e entra na viatura.

A CRASH vai embora e CJ fica apenas com uma foto de um homem negro que ele não conhecia. O nome dele era Poncho. Na foto ele não vestia nenhuma cor de gangue da cidade, ele vestia apenas uma camisa cinza de botões, boné preto e óculos escuros. Ao contrário do que havia dito, CJ ouviu a conversa de Tenpenny. Ficou claro que a DEA queria prender Poncho, que era um traficante da região de East Los Santos, mas que era fechado com os esquemas da CRASH, então Tenpenny não poderia perdê-lo. Um oficial chamado Carver era o incômodo da ligação. Ele era um policial honesto que sabia de tudo o que acontecia com a CRASH e queria eliminá-la. Era um homem de cinquenta anos, loiro e bem forte.

CJ vai com seu carro até a região de East Los Santos e anda com cuidados pelos bairros dominados por Ballas a procura de Poncho. Um homem diz a rua que o traficante morava e CJ estaciona a alguns quarteirões. CJ estava em East Flores. Uma movimentação de viaturas da polícia acontece e todas param em frente à casa do traficante. CJ se aproxima sorrateiramente e observa tudo atrás do muro. Um dos policiais era Carver, era visível em seu uniforme. Ele arromba a porta do barraco e grita para Poncho sair de casa com as mãos para o alto.

Mais um dia e mais um verme fora das ruas! Já estava na hora desse! – Carver diz.

Isso é coisa do Tenpenny! – Poncho diz.

Isso aqui não te interessa, garoto! Vaza! Assunto de polícia! – Carver percebe CJ olhando no muro, mas não dá muita bola, ele não sabia quem era aquele, então se volta para Poncho – Alguém já fichou o cara? A mala dele está cheia, deve ter maconha pela casa inteira! Alguém vai querer um pouco?

CJ se lembra do que Pulaski havia falado. A carga de maconha não podia ser levada. CJ corre até o quintal dos fundos da casa e vê vários pacotes de maconha escondidos. Ele pula o muro e rapidamente pega tudo que estava ali, provavelmente dez quilos da erva, e leva para o seu carro antes que os policiais atravessassem a casa a procura da droga. Mas o principal ainda não havia sido feito. Poncho estava sendo preso e todo o esquema da CRASH poderia começar a virar ruínas. Então CJ entra em seu carro e passa pela rua em frente à casa do traficante. Dois policiais mantinham Poncho algemado na calçada enquanto a casa era revistada. O Grove passa atirando. Poncho é atingido no pescoço e instantaneamente vira um chafariz de sangue. Os dois policiais que realizavam a prisão são mortos com tiros na cabeça. Mesmo não sabendo se Poncho morreria com aquele tiro no pescoço, CJ vai embora rapidamente. Uma coisa era certa: Poncho, mesmo vivo, não falaria.


Após alguns dias de calmaria e a provável morte de Poncho, CJ é chamado por Sweet para comparecer a uma reunião. Quando entra na casa de seu irmão, vê vários Groves observando atentamente Sweet falar:

Então é isso aí! É agora que a gente vai mostrar para os Ballas o que é atividade! Grove Street comanda! Digam comigo, negões! Grove Street comanda!

GROVE STREET COMANDA! – todos os Groves na casa gritam em uníssono.

E aí, CJ! Por onde você tem andado? – Sweet cumprimenta o irmão ao vê-lo.

Foi mal, mano. Eu estava ocupado por aí... – CJ diz.

É, ele devia estar por aí matando um dos ratos dos Ballas! Eu sei o que você estava fazendo, negão! Hahaha! – Sweet ri, fazendo todos rirem também – Mas aí, se liguem! Vocês estão fechados com o CJ, né?

Com certeza! – todos respondem.

Ele passou por muita coisa. Na verdade, todo mundo passou por muita coisa, mas o CJ tem ajudado a gente a limpar o bairro. Ele está assumindo a luta contra o inimigo, mostrando para todos nós como a gente costumava fazer, o que significava ser da Grove Street Families! – Sweet diz e cumprimenta seu irmão novamente – CJ, você é meu mano, meu parceiro! Eu nunca deveria ter desconfiado de você...

Tranquilo... – CJ diz.

Mas você está em casa agora, parceiro. Em casa! – Sweet diz.

Pode crer! – CJ diz.

Ouçam! Eu quero que todos vocês busquem um ferro e me encontrem no centro da cidade embaixo da Mulholland Intersection. A gente vai passar esses Ballas filhos da puta!  - Sweet grita.

Demorou! Demorou! – os Groves gritam e cumprimentam Sweet.

Vejo vocês na rua! – Sweet diz.

Pode crer! Vambora! – os Groves saem da casa.

Você está dentro? – Sweet pergunta a seu irmão.

Claro que estou! Sou seu parceiro, Sweet! – CJ diz.

É isso aí, negão! – Sweet abre um sorriso – Agora vai lá pegar um ferro e a gente se encontra na encruzilhada!

CJ sai da casa de seu irmão e vai até sua casa para se equipar com armas para o encontro dos Groves no centro da cidade, embaixo da Mulholland Intersection, um local em que várias pontes da Mulholland Drive se transpassavam. Enquanto colocava fuzis no porta-malas de seu carro, CJ recebe uma ligação. Ele hesita em atender, pois estava ocupado, mas o telefone não parava de tocar. CJ atende:

Oi!

Ei, CJ, é o Cesar, cara! – Cesar está meio apreensivo.

Estou meio ocupado agora, tem uma parada grande acontecendo... – CJ diz.

Ese, eu preciso te ver, mano! Preciso te falar uma parada! – Cesar insiste.

Olha só, se for sobre a Kendl, não se preocupe, a gente tá de boa, beleza? – CJ diz.

Não! CJ, você precisa vir aqui e ver uma coisa! Uma coisa importante! – Cesar diz muito sério.

Isso vai ter que esperar... – CJ não cede.

Isso não pode esperar, mano! Se eu te falar, você não vai acreditar, ese! Eu juro! – Cesar diz.

Aaaah! – CJ suspira – Tá bom, eu tenho cinco minutos, então é melhor que seja importante mesmo. Onde você está?

Estou debaixo da Drive, ao norte de Verdant Bluffs... – Cesar diz.

CJ desliga e entra em seu carro para ir até onde Cesar estava. No caminho, ele estranha a proximidade de onde o mexicano estava e onde seria o encontro dos Groves e dos Ballas. Era praticamente em bairros vizinhos, portanto poderia ter relação. CJ acelera e chega rapidamente a Verdant Bluffs, um dos bairros mais calmos da cidade. CJ vai até o norte do bairro e segue a Mulholland Drive por baixo até ver o Bravura de Cesar em um estacionamento. CJ encosta seu carro ao lado e entra no carro de seu cunhado.

Então você me fez atravessar a cidade para ver o que? – CJ pergunta.

Você chegou bem na hora, ese. Dá uma olhada ali... – Cesar aponta para o outro lado da rua.

Em frente à CJ e Cesar, havia um terreno com várias garagens. E é em uma delas que começa a acontecer algo que mudaria a história de San Andreas. Primeiramente, dois Ballas saem da garagem e fecham a porta. Os dois verificam se a barra está limpa e dão sinal para mais pessoas que estavam lá dentro. CJ não se impressiona:

E daí? Ballas numa provável boca de fumo. O que tem demais nisso?

Continua olhando, mano... – Cesar diz.

CJ se choca. Quem aparece na garagem são simplesmente Ryder e Big Smoke, seus parceiros da Grove. Eles abrem a garagem para um carro sair.

Que porra é essa!? – CJ está em estado de choque – Não! Que merda, Smoke, no que você foi se meter!?

Ese, olha aquele carro! – Cesar avisa.

De dentro da garagem, sai um Sabre verde, exatamente o mesmo que havia passado na Grove Street há alguns meses e assassinado Beverly Johnson. Ele era dirigido pelo Oficial Pulaski, que estava juntamente com Tenpenny na garagem, junto com os Groves e os Ballas. CJ se revolta dentro do carro:

É aquele Sabre verde filho da puta!

Tenpenny conversa com Smoke seriamente. CJ finalmente se dá conta de que tudo que desconfiava de Smoke era verdade, todo seu comportamento estranho e todo seu distanciamento da gangue, desde sua casa até sua ideologia, era por conta de seu envolvimento com a CRASH. As visitas de Tenpenny na casa de Smoke faziam todo sentido agora, assim como Smoke sempre ter se recusado a atirar em Ballas nos últimos tempos.

Caralho, Smoke! A CRASH fez você vender a gente! – CJ falava sozinho, revoltado, e cai na real sobre tudo que havia acontecido nos últimos meses de sua vida, principalmente o que estava por trás da morte de sua mãe, colocando a mão na cabeça – MÃE!

Foi mal, ese. Eu ouvi um boato e vim checar... – Cesar se sente mal pelo amigo e diz – Eu não acreditei na hora, mas...

Não, não. Você fez a coisa certa. Eu te devo uma, Ces. Eu tenho que falar sobre isso com o Sweet... – CJ para e tem um choque de realidade – Caralho! Sweet! Olha só, cara! Pega a Kendl e leva ela para um lugar seguro!

No que você está pensando? – Cesar não entende o desespero de CJ.

É o Sweet! Acho que ele e os manos estão indo para uma armadilha! Agora vai! VAI! – CJ grita e sai do carro de Cesar.

O que se passava pela cabeça de CJ era uma obviedade. Tudo que Sweet planejava, ele consultava Big Smoke e Ryder antes, sendo esse o motivo de os dois sempre estarem em sua casa. Naquele dia, muito provavelmente ambos estavam na casa de Sweet antes de CJ chegar. Saíram mais cedo e foram se encontrar com a CRASH e os Ballas já sabendo das intenções da Grove Street. O que CJ viu seria provavelmente o plano sendo traçado entre os elos, com um propósito simples: eliminar a Grove Street Families. A vida de Sweet estava correndo perigo, assim como as vidas de todos que estavam embaixo da Mulholland Intersection naquele momento.

CJ parte em alta velocidade em seu carro para onde tudo estava ocorrendo. Mesmo estando próximo, Sweet deveria saber da armadilha o quanto antes.

Eu tenho que avisar ao Sweet! – CJ liga para seu irmão, mas ninguém atende – Porra, Sweet! Atende! Atende!

A mensagem da caixa postal começa a tocar e CJ joga o telefone no chão do carro. Mas ele já estava no local. De cara, já deu para ver vários carros dos Ballas cercando alguns poucos carros da Grove. CJ parte em alta velocidade atropelando o máximo de Ballas que via pela frente, mesmo recebendo vários tiros nos vidros. CJ joga seu carro ao lado do carro da Grove e o usa como escudo. Havia apenas cinco Groves vivos ainda, um deles era Sweet, mas o líder da Grove estava gravemente baleado, sentado com as costas no pneu do carro, com a mão em sua barriga, que sangrava bastante.

Sweet! Como você está, cara? Você tomou tiro! – CJ se aproxima de seu irmão.

CJ, onde você foi? – Sweet estava nervoso pelo atraso do irmão.

O Cesar me ligou, me mostrou umas merdas! É o Smoke! Ele está metido com o Tenpenny e os Ballas! Ele vendeu a gente! – CJ diz.

Isso não importa, cara! Você tem que vazar daqui! A polícia vai chegar daqui a pouco! – Sweet grita.

Não, cara! Não vou abandonar meu irmão! – CJ diz, se levanta e grita – AÍ, BALLAS! EU VOU PEGAR VOCÊS, SEUS FILHOS DA PUTA! ESTÃO ME OUVINDO!? EU VOU PEGAR VOCÊS TODOS, BANDO DE VIADOS!

CJ pega seu fuzil em seu carro e começa a atirar freneticamente para cima dos Ballas que o cercavam. Ele estava arriscando sua vida, mas estava insanamente dominado pelo ódio de ter sido traído por seus melhores amigos e pela possibilidade de perder mais um membro de sua família. Os Ballas vão caindo um por um pelas rajadas de tiros de CJ, que faz um imenso estrago. Cada vez mais Ballas chegavam em vans, mas eram recebido a tiros pelos Groves liderados agora por CJ, então foram começando se afastar aos poucos. Mas a guerra não durou muito. Uma imensa quantidade de viaturas policiais chega ao local e todos são rendidos. CJ não tinha alternativa a não ser se render, pois os Ballas já haviam fugido livremente entre os policiais, o que era obra da CRASH.

CJ é imobilizado com bastante truculência, recebe vários chutes no chão. Sweet estava ao seu lado, sendo algemado. Um policial coloca um pano com éter no nariz de CJ, que o inala involuntariamente e começa a apagar. A última coisa que CJ vê é um olhar sério misturado a uma expressão de dor de Sweet.

A consciência vai embora. CJ acorda, mas sua visão não volta. Ele acha que ainda está indo para a prisão, pois ouvia a voz de Tenpenny e Pulaski próximos a ele, e ainda estava algemado.

Você está com um saco na cabeça, garoto. Como é a sensação? – Tenpenny percebe que CJ havia acordado.

Cara, tira isso daqui! Por favor, cara! Eu não consigo respirar! Por favor! – CJ responde ofegante.

Tá bom. Mas só porque você pediu por favor... – Tenpenny responde e tira o saco da cabeça de CJ.

CJ se vê no banco traseiro da viatura da CRASH. Ele olha pela janela e vê, além de Hernandez mijando ao lado do carro, um campo imenso repleto de árvores, algo que não existia em Los Santos.

Seu doente filho da puta desgraçado! – CJ grita com Tenpenny.

Intimidar aqueles que intimidam outros, Carl. Esse é o meu trabalho. Não é, Ed? – Tenpenny diz.

Hahaha, é isso aí... – Pulaski ri.

Cara, onde a gente está? – CJ olha ao redor.

No meio da porra do nada. Ar limpo e fresco... – Tenpenny respira fundo.

Filho da puta de Smoke! Ah, Sweet! – CJ se lamenta.

Sweet está vivo. Vivo e preso. Ele está em um hospital penitenciário sendo tratado por ferimentos à bala, esperando julgamento... – Tenpenny diz.

Pois é, e, de alguma forma, ninguém te capturou ainda... – Pulaski diz a CJ.

É isso aí, você deveria estar feliz, Carl. Seu irmão retardado está vivo. A vagabunda de rua da sua irmã está viva, e chupando apenas um pau seboso... – Tenpenny é irônico – As coisas estão indo muito bem para você, Carl. Então se comporta, negão!

A gente quer que você faça um favorzinho para nós, Carl... – Pulaski diz e sai do carro.

Eu não acredito que aquele preto do Smoke fez isso comigo! – CJ diz enquanto é retirado da viatura.

Smoke? Smoke faz exatamente o que é mandado! – Pulaski diz e joga CJ na lataria do carro – Ele aprendeu essa lição há muito tempo atrás!

Porra, cara! Pega leve! – CJ bate com a cara na viatura.

Manos para a vida toda? Lealdade das ruas? Isso é tudo papo furado, Carl! Você não aprendeu isso quando eles te expulsaram da cidade só porque você deixou Brian morrer? Hein!? – Tenpenny se irrita – Eddie, eu não consigo lidar com esse cara! Ele é um idiota!

Deixa eu passar esse puto! – Pulaski saca sua arma e a encosta na cabeça de CJ.

Não, não, não, não, oficial! Pelo menos por uma vez, vamos deixar o garoto fazer algo de bom para nós com essa vida imprestável dele... – Tenpenny freia os ímpetos de seu parceiro – Ele vai ajudar a gente a combater o crime, não vai, Carl?

É isso aí. Nem que seja na marra! – Pulaski guarda sua pistola.

Agora vê se fica longe do Smoke e fica longe de nós, caralho! Senão o Sweet vai se encontrar no meio de um bairro dos Ballas se deparando com o lado feminino dele... – Tenpenny ameaça e vê Hernandez ainda encostado em uma árvore – Hernandez! Você vai ficar mijando aí o dia inteiro?

Toma isso aqui! – Pulaski pega uma câmera fotográfica e entrega nas mãos de CJ.

Tira a mão de mim, cara! – CJ se irrita.

Por algum motivo, nós estamos com um problema com um antigo amigo nosso. Parece que ele não concorda com alguns dos nossos métodos... – Pulaski diz.

Não diga! Quem poderia discordar? – CJ ironiza.

Você nunca vai ver alguém tão língua-solta quanto esse cobra cuzão! Até ele ser pego com a mão na massa, ele vai caguetar tudo que corregedoria pedir a ele... – Tenpenny explica.

Eles estão escondendo o cara em algum lugar do Mount Chilliad para poderem manipular o testemunho dele do jeito que querem... – Pulaski completa.

Eu quero que você faça uma visitinha a ele, Carl. E destrua todas as evidências dele antes que ele testemunhe... – Tenpenny diz.

Resolva isso, Carl. Assim o Oficial Tenpenny vai poder dormir tranquilo pela noite... – Pulaski ri e aponta para a câmera – A gente quer evidências de que ele não vai falar.

Tenpenny dá um tapa na cara de CJ e todos entram na viatura. Eles pegam uma trilha e chegam a uma estrada, aceleram e desaparecem. CJ se vê sozinho em um lugar que não tinha ideia de onde era. Ele estava desarmado, com apenas a roupa do corpo. A única coisa que tinha era uma máquina fotográfica.

CJ caminha por alguns minutos até que chega a uma minúscula cidade. Ele vê que havia poucas pessoas e carros nas ruas, e que todos usavam roupas de interior, como chapéus, cintos com grandes fivelas e botas. CJ olha em uma placa de endereço e vê que estava em Angel Pine, uma cidade de seis mil habitantes que ficava na região de Whetstone, a cerca de cem quilômetros de Los Santos, ou seja, CJ estava muito longe de casa.

CJ tinha algo a fazer. Ele deveria ir até o Mount Chilliad, a maior montanha do Estado, em que Angel Pine ficava aos pés, para matar um ex-policial que estava sob proteção da corregedoria do FBI. Mas CJ estava sem armas. Era fato que a CRASH o mandaria matar esse policial com a intenção de que CJ também morresse no ato. O Grove teria que improvisar. Então ele anda pela cidade e encontra um pequeno mercado. Lá dentro, ele vai até a área de utensílios domésticos e rouba um facão de cortar carne. Aquilo seria necessário para matar um homem.

CJ olha para o Mount Chilliad e fica impressionado com a altura da montanha. Além de necessitar de um veículo para subir a montanha, ele precisaria de algo também para fugir do local onde a vítima estaria, então fica na frente de um sinal de trânsito na cidade até algum motoqueiro passar. CJ aguarda duas horas, pois a cidade pequena era um pouco deserta. Finalmente uma mulher em uma moto para no sinal e CJ a aborda com a faca, a fazendo entregar a moto tranquilamente.

CJ vai em direção ao Mount Chilliad e começa a subir. Já era noite. Ele não sabia onde ficava o abrigo da polícia, portanto subiu a montanha com os faróis apagados para não chamar atenção. Até que vê uma cabana de madeira no meio da montanha, entre várias árvores. A cabana tinha um grupo de seguranças em frente, mas pouco numerosos, deixando a parte de trás quase que completamente vulnerável. CJ desliga sua moto e a leva desligada até a parte de trás da cabana, sem ninguém notar sua aproximação. Quando chega ao local estratégico, CJ olha em uma das janelas e vê um homem sozinho na cozinha lendo um livro. Ele estava com uma roupa despojada, sendo o único no local que não estava de uniforme. Era óbvio que aquele era o protegido, o homem que Tenpenny queria morto. CJ teria que arrumar um jeito de matá-lo sem chamar atenção. Então tem uma ideia.

CJ começa a assoviar atrás de uma das árvores dos fundos da cabana, chamando a atenção do homem dentro dela. O ex-policial olha pela janela e não vê ninguém. Ele fica curioso e sai pela porta dos fundos para verificar o que estava fazendo aquele barulho na escuridão. De repente, o homem se vê com a boca tampada sendo agarrado por trás. Seus gritos são abafados e uma grande lâmina corta seu pescoço, fazendo sangue jorrar pela grama da montanha. Em alguns segundos, o homem já não tem consciência e cai no chão agonizando com pequenos gemidos. CJ aproveita a luz que vinha da janela e tira uma foto do homem com um pescoço pendurado no chão sem ter que usar o flash, para não chamar atenção de ninguém ali. CJ rapidamente guarda a câmera em seu bolso e leva sua moto desligada de volta até uma área segura. Ele a liga e desce a montanha.

Com o dever cumprido, ao chegar à cidade novamente, a primeira coisa que CJ faz é ir até um telefone público e ligar para Cesar, para saber se estava tudo bem com sua irmã Kendl. CJ consegue uma moeda com um morador do bairro e liga ansiosamente:

Cesar, sou eu!

Carl! Você está bem, mano? – Cesar se alivia ao ouvir a voz de CJ – Sua irmã está preocupada. Eu ouvi falarem que aconteceu um monte de merda!

Sim. Los Santos está perigosa agora. Eu estou no meio de... Eu não sei, Whetstone, sei lá... – CJ diz.

Eu não conheço Whetstone muito bem. Mas eu acho que eu tenho parente aí por perto. Mas pelo menos você não está na cadeia, mano! Seu irmão se fodeu muito, ese! – Cesar diz.

Toma cuidado! E cuida da Kendl! – CJ diz.

Não se preocupa comigo, cara. Você tem que ficar preocupado com o cara que quer foder minha mulher! Eu estou falando com um pessoal para te dar cobertura. Meu primo! Bem intenso, mano! Pode confiar! Encontra ele no restaurante de Dillimore, lá por Red County. Você não vai ficar para trás! – Cesar diz.

CJ desliga o telefone e pensa em ir até a tal Dillimore, mas não tinha ideia da distância que teria que percorrer. Entretanto, ele não tinha onde ficar aquela noite, talvez encontrar o primo de Cesar fosse sinônimo de um teto para dormir, mas antes que pudesse ligar sua moto roubada, CJ descobre uma chave com um endereço em seu bolso, provavelmente colocada lá pela CRASH. Ele percorre a cidade à procura da rua que o chaveiro continha o nome e acha um terreno cheio de pequenos trailers chamado Angel Pine Mobile Home Park. CJ vai ao trailer de número três, que estava marcado na chave, e consegue entrar. Era um trailer vazio, mas com uma cama e um pequeno banheiro, o necessário para passar aquela noite na cidade. 

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