segunda-feira, 18 de abril de 2016

San Andreas - Parte 18


Na manhã seguinte, CJ decide evitar problemas e segue até o endereço que Catalina havia deixado com ele na RS Haul. Não havia nome de rua, número, nem nada, apenas um “x” em um pequeno mapa escrito Fern Ridge, Red County. CJ vai até lá e encontra uma estrada de terra que levava até o topo de uma colina. Era ali que estava o “x” do mapa. Depois de alguns minutos de subida, ele vê uma velha cabana de madeira, cheia de calotas e peles de animais penduradas na varanda, além de vidros estilhaçados com marcas de tiro, três covas rasas com uma pá de um lado e uma pequena garagem com um Buffalo, um carrão da época, do outro. Parecia um cenário de filme de terror, mas provavelmente era a casa de Catalina.

Ei, Catalina, baby! Sou eu, Carl Johnson! – CJ grita em frente à cabana e bate na porta – Ei, baby, me desculpa se começamos com o pé esquerdo. Passei por maus bocados, baby, talvez eu tenha sido um pouco grosso. Me perdoa,por favor! Vai, baby!

Ninguém deu sinal de vida ali, CJ só ouvia o barulho dos carros passando na estrada bem longe. Ele começa a se irritar por não ter resposta e resmunga enquanto tenta olhar pela janela:

Abre essa porta, porra... Ela está aqui? Não vejo nada... Qual é, baby! Não fica brava! Por favor, baby! Sem você não existe Carl Johnson! Porra, que merda, cara... Cadê essa vadia estúpida?

CJ é atingido por trás por um chute no joelho, que o faz cair na hora. Era Catalina. E ela estava armada.

Aqui, cabrón! Quem é a vadia agora, hein? – Catalina diz, apontando sua pistola para a cabeça de CJ.

Ah, baby, baby! Me desculpa, baby! – CJ se desespera.

Como é? – Catalina pergunta.

Você está certa! Por favor, me perdoa, baby! – CJ quase chora – Só não atira em mim, caralho, por favor!

Você acha que está arrependido? Como você vai provar que está arrependido? – Catalina continua com a pistola na cabeça de CJ.

Qual é, baby, qual é. Eu vou rodar com você tão pesado, baby! – CJ começa a bajular a louca.

Continua... – Catalina gosta.

É, e eu vou te levar para roubar bancos, essas paradas, saca? Vou deixar você matar quem você quiser matar! – CJ continua.

Uhum... – Catalina geme.

Vou tratar você da maneira correta, baby! Porra, só... Qual é, por favor, não atira em mim... – CJ pede de joelhos.

Carl! – Catalina grita, mas seu olhar era confuso – Acho que eu te amo...

Err... Nossa, isso é ótimo... – CJ fica sem reação – Maneiro. É, fantástico! Err... Você que ir roubar algum lugar, baby?

Uhum, hahaha, uhum... – Catalina ri e tira a arma da cabeça de CJ.

O que tem ainda? – CJ fica aliviado e pergunta.

Você é idiota? Já esqueceu? O banco em Palomino Creek, a loja de bebida em Blueberry ou a loja de apostas em Montgomery... – Catalina diz.

Ok, mas dessa vez nós vamos fazer isso bem tranquilos, sem maluquices psicóticas, baby! – CJ avisa.

Fala por você, menino mimado... – Catalina responde – Hoje eu sinto que vou matar todo homem que eu quiser!

Ah, baby... – CJ lamenta.

Não se preocupe. Eu faço exceções para alguns homens da minha vida... – Catalina ri, mas logo fica brava novamente – Agora dirige rápido!

CJ leva Catalina em sua moto até Blueberry, mais uma pequena cidade de Red County, essa com pouco mais de mil habitantes. Catalina diz onde ficava a loja de bebidas que iria assaltar, a P Hat Liquor. CJ para a moto em frente à loja, mas do outro lado da rua.

Esse lugar vai ser uma moleza... – Catalina diz ao ver a loja.

Tipo o último lugar? – CJ ironiza.

Antes dos dois descerem da moto, eles veem uma gangue de quatro caubóis chegarem à loja em quadriciclos.

Quem são esses caubóis cuzões? – Catalina se irrita.

Aguenta um pouco aqui, vamos ver o que é... – CJ diz.

Eles estavam armados. Invadem e anunciam um assalto. O dono da loja entrega um saco de dinheiro para um deles, mas soa o alarme. Um dos caubóis atira no homem, o matando. Com o alarme soando, eles saem correndo.

Já temos o dinheiro, vamos embora! – um dos caubóis grita enquanto todos voltam para os quadriciclos.

Aqueles maricóns desgraçados pegaram nosso dinheiro! – Catalina grita de longe e atira em um dos caubóis, o fazendo cair do quadriciclo – Esse dinheiro é meu! Sangra, filho da puta idiota! Carl, você dirige e eu atiro!

CJ acelera a moto e vai atrás dos três homens restantes. Eles fogem com seus quadriciclos por estradas de terra da região. E são rápidos!

Eles já são pontinhos lá na frente! Rápido! – Catalina grita.

Mas CJ conduz sua Sánchez muito bem e logo se aproxima da gangue, deixando Catalina em ótima posição para atirar.

O que vocês estavam dizendo, hein!? – Catalina grita após acertar um tiro nas costas do caubói mais lento.

Cuidado com a porra da minha cabeça, vagabunda! – CJ reclama com o barulho dos tiros.

Eu vou matar todos vocês, seus porcos idiotas! – Catalina grita após acertar mais um caubói.

O último caubói já estava desesperado. Era ele que estava com o saco de dinheiro. Com todos seus amigos mortos, ele desiste de fugir e joga o saco de dinheiro para o alto para entregar aos perseguidores, mas aquilo não adianta nada, seu destino era morrer.

Ninguém sobrevive a Catalina! Ninguém! – Catalina grita e acerta um tiro fatal na nuca do caubói.

O homem cai do quadriciclo, que continua andando sozinho por vários metros. CJ volta com a moto e pega o saco de dinheiro. Tudo havia dado certo.

Ok, Carl, vamos voltar para a minha casa! – Catalina diz.

Sua louca do caralho! – CJ reclama.

Vocês, homenzinhos, todos tem medo de mulheres fortes! – Catalina diz – Se nós somos apaixonadas, vocês dizem que somos loucas. Se estivermos magoadas, vocês dizem que somos histéricas. Se dormirmos com homens, somos vagabundas. Se a gente não dorme, somos vadias frígidas.

Quem você está chamando de homenzinho? Você que deu a louca lá atrás agora! – CJ continua reclamando.

Aquilo? Aquilo é o que acontece todo dia! – Catalina se irrita – Se você não aguenta esse calor, vai colocar suas bolinhas no freezer!

Bolinhas? Peraí! – CJ se irrita também.

Chega! Cala a boca e dirige! Estou contando a porra do dinheiro! – Catalina grita.

Ao chegarem à casa de Catalina, os dois ficam em um breve silêncio, que logo é interrompido pela mudança de humor bizarra da latina.

Vejo você depois, lindão. Da próxima vez, a gente vai fazer ficar louco de verdade! – Catalina diz ao sair da moto.

Sim, maneiro. Mas a gente poderia fazer algo para ganhar um dinheiro de verdade também... – CJ diz – Preciso de um dinheiro para... Bom, é uma longa história, mas eu preciso de um dinheiro sério, e rápido.

É só vir me ver logo. A gente vai roubar um banco de verdade... – Catalina diz e entrega mil dólares a CJ antes de entrar em sua casa.


Na manhã seguinte, de volta a Angel Pine, CJ recebe uma ligação de Cesar, que não estava em seu trailer:

E aí, mano! Eu tenho estado ocupado!

Cesar! Qual foi? – CJ pergunta.

Posso sentir o cheiro de óxido nitroso a um quilômetro de distância! – Cesar se empolga – Corridas, meu amigo! Carros! Não carros bonitos, mas rápidos, cara, rápidos!

Do que você está falando? – CJ não entende a empolgação.

Corredores de rua! De San Fierro! – Cesar explica – Eles se encontram aqui para rasgar o asfalto! Sem chota, sem helicópteros da chota! Você quer ganhar um dinheiro?

Fazer o papa cagar no mato? – CJ ironiza.

Por que você fica me perguntando isso, mano? Já te disse, eu não sei! Onde Sua Santidade faz suas necessidades é problema dele! – Cesar se irrita, não entendendo o humor do Grove – Pega um carro rápido e encontre Kendl e eu no sul de Montgomery. Até mais, cara!

Ao mesmo tempo em que queria correr, CJ queria agilizar seus negócios com Catalina. O dinheiro dos rachas de Cesar era insignificante perto que CJ conseguiria com a latina. Cesar poderia esperar. Então CJ vai até a cabana da sua parceira de crimes.

Ei, Catalina! É o Carl! Vamos lá, nós temos bancos para roubar, baby! Vambora! – CJ grita em frente à porta da cabana.

Aqui dentro, mi amor... – Catalina diz de dentro da cabana.

Beleza, vambora! – CJ continua do lado de fora.

Traz essa bunda arrependida aqui para dentro agora, Carl Johnson, ou eu enfio uma porra de uma granada nela! – Catalina ordena.

Tá, estou indo... – CJ entra.

Dentro da cabana, só havia luz vindo das cortinas finas das janelas. Os poucos móveis que ali havia eram velhos, provavelmente recuperados do lixo. Havia uma televisão antiga e uma poltrona encardida numa pequena sala em que a porta de entrada dava acesso. Em um quarto com uma pequena luz que parecia vir de um abajur, CJ podia ver a sombra de Catalina.  

Olha só, baby, eu realmente preciso desse dinheiro... – CJ diz enquanto caminha em direção ao quarto.

Para a surpresa de CJ, Catalina estava completamente nua, deitada em uma cama de madeira com espinhos e alavancas, um instrumento de tortura medieval. Catalina fazia uma cara sensual enquanto arrastava uma corrente pelo chão do quarto.

Meu Deus! Que PORRA é essa!? – CJ se espanta.

Isso, seu idiota do caralho, isso é um rack! Vou torturar essa sua bunda arrependida! – Catalina se levanta e acorrenta CJ.

Não, não! Por favor, não! – CJ grita, mas, ao mesmo tempo, não faz muito esforço para escapar.

Você nunca escreve para mim! Você não liga! Você me trata como uma porra de uma puta! Como uma das SUAS putas! – Catalina amarra CJ ao rack.

Não, baby, por favor! Eu não faço essas coisas assim! – CJ se dá conta do que estava se metendo.

Eu vou te foder todo! – Catalina ri e monta em CJ.

Baby, por favor, não! Por favor, baby, não! – CJ diz, mas Catalina já havia arrancado sua roupa e começado a chicoteá-lo.

Isso! Mais rápido, mais forte, mais fundo! – Catalina gemia em cima de CJ.

CJ é forçado a fazer sexo com a mexicana louca. Não que ele não tenha se divertido com a experiência, mas achou um pouco assustadora a ideia de misturar a dor de uma tortura com o prazer sexual.

A gente pode sair e roubar alguma coisa agora? – CJ, sem graça, diz ao ver Catalina desabar em seu peito.

Catalina manda CJ comprar alguns cigarros e cervejas para os dois em uma das cidades próximas dali. CJ obedece como sempre. Mas no caminho, Catalina liga novamente para seu parceiro.

Alô? – CJ atende.

Por que você atendeu tão alegrinho assim? Achou que eu era uma das suas putas baratas? – Catalina grita.

Baby, você precisa relaxar, porra! – CJ se irrita.

Vou relaxar quando você voltar aqui! É melhor para você que eu não queira transformar suas bolas em um kebab quando você voltar! – Catalina diz.

Olha só, isso não vai res... – CJ dizia, mas é interrompido.

Chega! Vem logo para cá! – Catalina grita.

CJ compra os cigarros e as cervejas e volta para a cabana. Ele guarda as bebidas na geladeira e volta para a frente da casa. Os dois iriam roubar algum lugar.

Me sinto bem hoje, como uma mulher renascida... – Catalina finalmente relaxa.

Ótimo, talvez assim você não dê seus chiliques... – CJ diz.

Ah, eu dou chiliques, mas não antes de ficar bem puta! – Catalina se defende.

Ah, é um alívio ouvir isso... – CJ ironiza.

Talvez dessa vez nenhum caubói filho da puta fique no nosso caminho... – Catalina diz.

Amém... – CJ diz.

Vai, dirige! – Catalina ordena.

O que foi? – CJ já percebe uma irritação.

Nada. Eu só odeio homens! – Catalina já fica irritada novamente.

Dá um tempo! – CJ também se irrita.

Aqui está seu tempo. Seu tempo é você não estar sendo assado na minha churrasqueira... – Catalina ironiza.

Bom, esse é um ponto de vista para as paradas, eu acho... – CJ não se abala.

Tente ser homem agora! Dirija, amante! – Catalina ri.

CJ leva Catalina em seu Buffalo até Montgomery, mais uma pequena cidade de Red County, essa com três mil habitantes, pois já pensava em encontrar Cesar após o roubo para a corrida clandestina que o Azteca havia falado. O carro rápido já estava providenciado, mesmo que fosse da mexicana. Lá, Catalina aponta para uma Inside Track Betting, uma loja de apostas especializada em corridas de cavalo.

Você quer roubar uma loja de apostas!? – CJ desdenha ainda dentro do carro.

Sim. Você não é homem o bastante? – Catalina pergunta – Aqui, Carl.

Cargas explosivas? – CJ diz ao ver sacos com dinamites ativados por controle remoto sendo retirado pela mexicana do banco traseiro – Onde você arrumou essa porra?

Catalina não diz nada e entrega duas das cargas explosivas a CJ. Ela também pega uma pistola Magnum e os dois entram na loja, que tinha no momento apenas alguns clientes apostando.

Abram a porta para os fundos ou eu explodo a cara de vocês, caralho! – Catalina aponta a pistola para as três mulheres que trabalhavam nos balcões da loja – Apertem o botão do pânico que eu mato os filhos de vocês também!

Uma das atendentes da loja ignora e aperta o botão de pânico da loja, que faz um alarme soar e a polícia ser imediatamente avisada sobre o roubo via satélite.

Eu te avisei, sua vagabunda estúpida! Vagabunda estúpida do caralho! Agora eu te mato! – Catalina diz e atira na cabeça da mulher que acionou o alarme, fazendo um enorme buraco na testa da funcionária – Chupa essa!

Não satisfeita, Catalina começa a atirar em pessoas dentro da loja, matando um por um dos clientes e funcionárias. CJ trata de colocar a carga explosiva na porta que dava acesso aos fundos da loja, se afastar e detonar a bomba para a porta ser arrancada.

Vai! Entra lá e explode o cofre! Prove que tem bolas e faz isso rápido! – Catalina grita para CJ enquanto mata mais inocentes.

CJ entra e logo acha o cofre em que a loja guardava a maior parte do dinheiro que arrecadava com as apostas. Ele coloca mais uma carga explosiva, se afasta e detona, fazendo a porta do cofre voar pela sala. CJ coleta todo o dinheiro da loja e coloca em um saco preto.

Beleza, já peguei! – CJ grita para Catalina.

Já era hora, caralho! Você parece uma porra de um bicho-preguiça! – Catalina grita.

Foda-se! Vambora! – CJ diz.

Os dois saem pela porta da frente da loja, onde já dava para se ouvir a sirene das viaturas que se aproximavam.

Carl, entra no carro! – Catalina grita e olha para suas vítimas agonizando dentro da loja – Morram, porcos idiotas! Agora eu vou matar todos esses cachorros da polícia! Já matei centenas de porcos que nem eles! Esses perros vão ver uma coisa! Espero que esteja doendo aí!

Os dois entram no carro e aceleram para sair da cidade.

Me leva para casa, grandão... – Catalina diz.

Como a gente vai dividir? – CJ pergunta enquanto liga o carro.

Isso é tudo que você se importa? Dinheiro? – Catalina pergunta.

Não, mas realmente preciso da grana... – CJ rebate.

Você me revolta. Faz minha pele formigar! – Catalina grita.

Eu não enlouqueci com você ainda... – CJ diz.

É do jeito que é. Você não sabe de nada! Não fala nada, deixa a gente apreciar a paz em silêncio... – Catalina diz.

Mas CJ diz que ficaria por ali mesmo. E com o carro. Ele para o carro ao sul da cidade, diz a Catalina para seguir de volta à sua cabana com o dinheiro com alguma moto roubada. Catalina começa a reclamar gritando, mas CJ sai do carro, faz uma ligação direta em uma moto que estava estacionada ali por perto, entrega o saco de dinheiro a Catalina e fecha a porta do carro, deixando a mexicana falando sozinha.

Você me impressiona, Carl Johnson. Toma sua parte, grandão! – Catalina joga dois mil dólares pelo vidro do carro.

Ela assume a direção da moto e volta para sua casa com o dinheiro. Já CJ conseguia ouvir o barulho dos motores na região.

Um comentário:

  1. "BLEED, STUPID MOTHERFUCKER!!"

    Umas das melhores falas do jogo hahaha muito bom trabalho

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