segunda-feira, 25 de abril de 2016

San Andreas - Parte 19


CJ segue o som e chega a um pequeno rancho aberto, com algumas casinhas de madeiras e vários carros e competidores conversando. Ele estaciona seu Buffalo e se senta em um tonel de metal para aguardar Cesar chegar, já que seu cunhado ainda não estava lá. Cesar demora cerca de vinte minutos para aparecer, mas ele estava sem Kendl, que havia ficado no trailer em Angel Pine.

Cara, cadê esse maluco? – CJ reclamava, quando vê Cesar saindo de seu carro – Ei, estou esperando há um tempão, cara! Onde você estava?

Foi mal, mano, eu não tinha ideia de onde a corrida seria... – Cesar se desculpa.

Beleza, foi só um acidente você aparecer cinco minutos depois de todo mundo, né? – CJ ri.

Quando a gasolina corre nas suas veias como uma paixão ardente, você sabe a hora certa de correr... – Cesar diz.

Acho que você está ficando doidão com esse ar puro de interior, cara... – CJ ri.

Ei, CJ, olha... – Cesar avisa quando vê uma movimentação estranha.

Uma comitiva de quatro chineses, dois homens e duas mulheres, todos de preto, se aproxima de CJ e Cesar. Todos tinham olhares sérios em seus rostos, mas um chinês alto e de óculos escuros liderava o grupo. Ele andava com uma das mulheres segurando seu braço, o que parecia ser um grande sinal de poder.

Você não esteve em nossos encontros anteriores... – o chinês diz a CJ, sem sotaque algum – De onde você é, amigo?

Sou da Grove Street Families, Los Santos. Qual foi? – CJ não vai muito com a cara do chinês.

Relaxa, isso não é um desfile, parceiro. Mas, você sabe, nós temos que ser cuidadosos... – o chinês diz antes de se apresentar e estender a mão a CJ, mas em uma direção um pouco torta – Wu Zi Mu, mas meus amigos me chamam de Woozie. Como vai?

Que por... – CJ estranha o braço estendido para outra direção, olha para Cesar e ignora o aperto de mão – CJ. Carl Johnson.

Ouça, aqui nós gostamos de correr por grana ou recibos, a escolha é do corredor. Ligue seu carro, já vamos partir. Boa sorte, Carl Johnson... – Woozie diz com um ar de desdém e se retira.

Tem alguma coisa bem estranha com esse cara, mano... – CJ diz a Cesar.

Toma cuidado, CJ! – Cesar alerta.

Pode crer, cara... – CJ diz.

Várias pessoas sobem nos telhados das pequenas casas de madeira do rancho, a largada é preparada e quatro carros iriam disputar aquela primeira corrida do dia: o Buffalo de CJ, que na verdade era de Catalina, o Savanna de Cesar, o Fortune de Woozie e um Stallion de um competidor que havia ficado próximo a CJ o tempo todo, mas bem quieto. Era um jovem rapaz de cabelos pretos, jaqueta de couro e calça bege. Antes de Cesar chegar, CJ havia lido uma lista de corredores e havia um tal de “Claude” inscrito para a primeira corrida. Deveria ser aquele cara.

A corrida começa e CJ já percebe que o nível era altíssimo com poucos metros disputados em estradas de chão. O trajeto era indicado por placas que ficavam no caminho, que colocava os competidores em alto risco, pois passavam em alta velocidade bem próximos a desfiladeiros e penhascos típicos da região. CJ não demora muito a assumir a frente da corrida, principalmente porque Cesar e Woozie tiveram que parar em um cruzamento com a autoestrada, esperando haver espaço para atravessarem. CJ passou no meio dos carros dos dois, demonstrado imensa habilidade em direção. Após meia-hora de corrida, passando por algumas cidades, inclusive próximas à divisa com a cidade de San Fierro, CJ chega ao final da corrida em primeiro lugar, em outro rancho bem parecido com o da largada, dessa vez em um local chamado The Panopticon, que produzia madeira em larga escala.

Ao chegar em primeiro lugar, CJ é recebido pelos organizadores e festejado pelos populares que lá estavam. Ele recebe cinco mil dólares e a chave de um carro espetacular, o ZR-350, o carro esportivo mais caro daquela época. Após alguns minutos, Woozie, que havia chegado em segundo lugar, se aproxima com suas mulheres.

Você dirige com estilo, Carl Johnson... – Woozie diz ao ver CJ empolgado com seu novo carro – Eu não me importo em perder para um cara que se doa ao máximo para chegar ao topo. Sou um homem que honra suas apostas.

Bom, você aprende bem rápido com a polícia na sua cola... – CJ diz ao receber mais mil dólares de uma das chinesas.

Escuta, seria melhor se a gente sumisse daqui o mais rápido possível, porque, por algum motivo, a polícia local não aprecia nosso nobre esporte... – Woozie diz.

Sim, obrigado pelo conselho... – CJ diz.

Ok, tenho que ir... – Woozie já saía, mas volta atrás e pega um cartão em seu bolso – Sabe de uma coisa? Se você estiver em San Fierro, me liga. Talvez possamos fazer pequenos negócios juntos.

Beleza, talvez eu faça isso... – CJ aceita o cartão e diz.

Acho que esse é o nosso sinal para irmos... – Woozie diz ao ouvir sirenes ao longe – Foi um prazer te conhecer.

CJ chama Cesar e rapidamente os dois colocam o Bufallo de Catalina em um cambão que Cesar sempre levava em seu porta-malas para rebocá-lo de volta a Angel Pine. Eles fazem todo o caminho de volta ao sul do Estado sem serem incomodados pela polícia. No caminho, CJ olha o cartão que havia recebido. Ele finalmente se dá conta de que aquele chinês era Wu Zi Mu, o líder da Mountain Cloud Boys Triads, uma das famílias da Triads, a máfia chinesa do país, que atuava em San Fierro. Aquele cara não era peixe pequeno, então CJ deveria tomar cuidado ao se relacionar com aquele grupo.

No dia seguinte, CJ vai à cabana de Catalina novamente com o carro da mexicana. Eles ainda tinham um banco para roubar. Mas ele não é bem recebido por ela:

Cuzão!

Porra! O que eu fiz agora!? – CJ pergunta.

Vocês são todos iguais, caralho! Vejo isso na televisão, leio nos livros, ouço nas músicas! Vocês são todos iguais! “Foda-se isso, foda-se aquilo”. Foda-se você! – Catalina está irritadíssima.

Baby, me desculpa... – CJ tentava fazer Catalina parar.

Eu me dei a você como uma mulher! Chega! Acabou! De agora em diante somos apenas parceiros de negócios, ok? – Catalina diz.

Se é isso que você quer... – CJ sente um alívio imenso por dentro – Mas saiba que você está partindo meu coração...

Estou te avisando! Estou com um mau humor fodido! Hoje eu vou matar todo mundo que se meter comigo! Especialmente você! Agora anda! – Catalina ordena.

Os dois entram no carro de Catalina. De repente, ela começa a relembrar os momentos de tortura sexual que CJ havia passado nas mãos dela:

Como foi aquele dia?

Diferente... – CJ responde.

Eu sabia que você iria gostar... – Catalina ri.

Olha só, baby, eu achei que a gente iria pegar um dinheiro sério... – CJ muda de assunto.

Estou começando a ficar de saco cheio de você! – Catalina se irrita novamente.

Eu preciso do dinheiro! – CJ insiste.

E eu sou só uma foda barata? Uma puta que você não paga? – Catalina pergunta.

Não, eu não disse isso... – CJ responde.

Carl, eu disse que estava apaixonada por você e você agiu como se eu fosse uma idiota! Eu vejo o jeito que você olha para as outras mulheres. Conheço sua laia, Carl. Sério, eu vou te matar se você fizer alguma merda! Primeiro eu vou te castrar e depois vou fazer você comer!  – Catalina diz.

CHEGA! EU PRECISO DE DINHEIRO, CARALHO! – CJ explode.

Carl, você está me dando nos nervos agora! – Catalina reclama.

Por favor, amorzinho! – CJ ironiza – Eu estou numa parada muito, mas muito séria!

Ok! Talvez hoje a gente meta a mão em algo grande... – Catalina diz – Eu espero que você dirija melhor hoje.

Você já perseguiu um quadriciclo? Não é fácil! Especialmente quando você tem uma vadia gritando atrás de você, atirando bem no seu ouvido... – CJ rebate.

Eu gosto quando você fica bravo comigo, Carl, você te deixar puto mais vezes... – Catalina ri.

Eles chegam a Palomino Creek, mais uma cidade do interior de Red County, a maior cidade, entretanto, com mais de seis mil habitantes.

Você tem que ser rápido e totalmente cruel! Nada de agir igual fez na loja de apostas... – Catalina diz quando param o carro em frente ao banco.

O que!? Se você não tivesse começado a dar a louca com tudo, teria sido tranquilo! – CJ se defende.

Eles tiveram que morrer porque você foi lento e estúpido, como um pirralho gordo que come chocolate enquanto o pai não dá nada mais do que um pão velho para a filha... – Catalina começa a chorar.

De onde você tirou isso? – CJ percebe que talvez aquela história fosse real.

CHEGA! Não vou falar mais com você! – Catalina enxuga as lágrimas – Você vai ficar no controle do povo, então não faça nenhuma merda!

CJ e Catalina estavam em frente ao Palomino Creek Bank, o único e pequeno banco da cidade.

Sim, senhora, dona Catalina! – CJ ironiza imitando escravas americanas e aponta sua arma para o segurança do banco – Nem pense em fazer nada, filho da puta!

Entrega cada dólar que tem aí agora, vagabunda! – Catalina aponta sua arma para uma mulher do caixa.

A funcionária diz que o dinheiro estava no cofre do banco e que Catalina teria que ir até lá. É o que a mexicana faz.

Vou esvaziar o cofre. Fica olhando esses filhos da puta! – Catalina ordena a CJ.

Beleza, vocês ouviram a senhora. Não quero ver nenhuma merda heroica! – CJ aponta a arma para três funcionários e o segurança.

O segurança estava armado, mas com CJ apontando uma arma para sua cabeça, ele não podia fazer nada. É quando um dos funcionários do banco puxa a arma da cintura do segurança para atirar.

PORRA! – CJ atira na cabeça do funcionário que queria ser heroi, que cai morto.

O segurança aproveita o tiro e se joga no chão para soar o alarme de emergência do banco.

Mas que merda! Eu te dei um simples trabalho! Idiota! – Catalina ouve o tiro e o alarme e grita com CJ.

CJ atira na cabeça do segurança por ter apertado o botão. Já do outro lado da cidade, dois policiais corruptos que lanchavam em um bar são alertados via rádio: “Atenção, todas as unidades! Alguns delinquentes estão roubando o banco em Palomino Creek!”.

– Que merda! Acabei de comprar outra rosquinha! Esses criminosos não tem nenhuma consideração!? – um dos policiais se irrita.

A gente pode pegar essa propina mais tarde. Vamos dar uma olhada nisso... – o outro policial se levanta.

Em poucos minutos, já havia uma viatura e duas motos policiais em frente ao banco.

Sabemos que vocês estão aí! O jogo acabou! Saiam! Saiam de modo pacífico! – um policial grita com um megafone.

Dentro do banco, Catalina e CJ se preparavam para sair.

Destrua os caixas eletrônicos e pegue o máximo de dinheiro que puder! – Catalina ordena.

CJ começa a atirar nos cadeados arcaicos dos caixas eletrônicos também arcaicos do humilde banco. Eles se abrem e CJ coleta todo o dinheiro em um saco plástico.

Desistam! Vocês estão cercados! – um dos policiais ouve a conversa.

Rápido! Não temos muito tempo! – Catalina grita – É melhor a gente pegar a porta dos fundos! Me segue!

Os dois ladrões saem pela porta dos fundos do banco, dando acesso a um corredor no meio de um quarteirão lotado de estabelecimentos. Havia caixas, caixotes, empilhadeiras, vários equipamentos de comércio ali. Os policiais dão a volta e encontram Catalina e CJ correndo.

Policia! Se proteja! – Catalina grita para CJ.

Acharam que podiam sair pelos fundos? A gente já estava esperando por vocês! – um policial atira contra a dupla.

Atira um pouco, seu cuzão retardado! – Catalina se irrita com CJ, que só tentava escapar dos tiros.

CJ começa a atirar e seu dom aparece. Ele vai derrubando policial por policial, que não estavam acostumados a muita ação naquela cidade pacata. O caminho vai sendo aberto até o fim do quarteirão. Mas dois policiais de moto fecham a saída. Eles descem de suas motos e apontam suas armas para Catalina e CJ:

Vocês dois, parados! – os policiais dizem.

Mas a dupla criminosa estava afiada. Eles atiram simultaneamente logo após os policiais darem voz de prisão, CJ acertando o pescoço de um policial e Catalina acertando o braço de outro.

Pega uma moto e me segue! Você acha que consegue acompanhar uma mulher de verdade? – Catalina diz e sobe em uma das motos.

CJ pega a segunda moto e vai atrás de Catalina, que já estava bem a frente, indo em direção a uma ponte de madeira quebrada desde 1988, quando um terremoto atingiu San Andreas.

O que está te segurando? Seu lento idiota! – Catalina grita enquanto voa sobre a ponte quebrada de um lado para outro, passando por cima de um córrego – Você tem medo de velocidade, Carl?

CJ persegue Catalina até Montgomery, onde, em um cruzamento, a moto de Catalina é fechada por duas viaturas. Catalina freia, mas não consegue evitar a batida, mesmo que fraca. Ela desce da moto e corre. CJ só passa com a moto e a puxa pelo braço, a fazendo sentar no banco traseiro de sua moto.

Me leva para casa, Carl! – Catalina estava ansiosa.

CJ entra rapidamente no meio dos bosques de Montgomery, deixando a polícia para trás. Quando percebe que a poeira havia baixado, CJ diz a Catalina:

Ok, olha só, nós precisamos conversar sobre uma coisa...

O que? O que eu tenho que falar agora? – Catalina já se irrita.

Você é uma garota boa e tal, mas tem que se acalmar. Eu conheço uns manos sangue-frios que não agem como você! – CJ diz.

Carl, você está de frente a uma leoa. Acha que eu sou uma gatinha? Idiota! – Catalina diz.

Não, eu só quero... – CJ não consegue dizer sem antes ser interrompido.

Você sabe por que eu ajo assim! – Catalina diz.

Não sei... – CJ diz.

Estou apaixonada, Carl! – Catalina grita – O coração de uma mulher é um lugar tempestuoso e você vai partir meu coração. Às vezes eu quero matar nós dois!

Por favor, não faça isso! Relaxa um pouco! – CJ diz.

Carl, você tem muito o que aprender sobre o coração feminino. Venha me ver quando você achar que entende isso. Tchau! – Catalina diz quando chega a sua casa.

CJ pega dez mil dólares do saco plástico com o dinheiro que Catalina carregou durante todo o ato e volta para Angel Pine com a moto da polícia mesmo.


Na manhã seguinte, CJ é acordado por Cesar, que o avisa de uma nova corrida que aconteceria naquela tarde no Panopticon, o mesmo local em que a última corrida havia terminado. Os dois almoçam em um restaurante da cidade e partem, cada um com seu carro, para a corrida. Lá chegando, Cesar deixa seu carro e vai fumar um baseado em uma área mais afastada. CJ sai de seu carro e vê o mesmo jovem da última corrida, Claude, mexendo no motor de seu carro, provavelmente o preparando para mais uma corrida. CJ até pensa em ir falar com o garoto, mas é surpreendido com a chegada de uma caminhonete em que dentro estava ninguém menos que Catalina. Ela sai do carro com uma barra de ferro e se aproxima de Claude. Para a surpresa de CJ, a mexicana beija a boca do garoto, mas ao mesmo tempo foi um alívio ver que ela tinha outra pessoa para se apaixonar.

Que merda, cara, lá vem... – CJ resmunga para si mesmo quando vê Catalina se aproximando.

PORCO! – Catalina grita.

Que foi? O que eu fiz agora? – CJ responde sentado no capô de seu carro.

Ah, então é aqui que você vem, né? É assim que você paga minha ternura? Você prefere as curvas de um carro às curvas de uma mulher de verdade? – Catalina provoca.

Olha só, Catalina, você que cortou tudo! Não se lembra? “Só negócios!”... – CJ diz.

Que tipo de homem é você!? – Catalina se irrita e acerta o farol do carro de CJ com a barra de ferro – Quando eu digo “só negócios” significa que eu te amo!

Que porra é essa!? – CJ pula do carro.

Quando eu digo que não tenho interesse significa que estou caída por você! – Catalina continua quebrando o carro, mas é segurada por CJ – Quando eu digo que eu sinto sua falta...

Espera, Catalina, espera! Deixa meu carro em paz! – CJ segura os braços da mexicana – Eu fiz isso por nós! Por você e por mim!

É tarde demais! Eu não te amo mais. Eu amo outro, ok? – Catalina joga a barra de ferro no chão.

O que!? Então que porra foi essa aqui agora!? – CJ se irrita.

Eu não posso deixar minhas paixões enfiadas dentro de mim, elas precisam voar! E isso aqui foi uma boa voada, como bater em um homem com uma frigideira enquanto ele dorme! Esse aqui, Carl... – Catalina se aproxima de Claude – Esse aqui é o meu novo homem! Você está com ciúmes? Vai brigar por mim?

Não, eu aguento rejeição... – CJ ironiza.

Você está com ciúmes e é covarde! Agora vamos correr! – Catalina grita e entra no carro de Claude.

Vagabunda louca! – CJ diz enquanto entra em seu carro.

Em alguns minutos, Cesar já havia voltado e a corrida estava pronta para começar. Eram quatro carros: o de CJ, o de Cesar, o de Catalina e Claude e de um corredor desconhecido de todos. O trajeto seria o mesmo da última corrida, só que ao contrário, a corrida começaria no The Panopticon e terminaria em Montgomery. CJ, como atual campeão da corrida, novamente faz o percurso com facilidade, mesmo com Catalina ligando do carro de Claude para provocar:

Claude, você é o melhor corredor com eu já dormi! Mãos no volante, Claude, mãos no volante! Nossa, Claude, é maior do que a marcha! Cinco orgasmos em tão poucos minutos! Claude, eu não sei se sou mulher o bastante! Carl, você está com ciúmes, é? Finalmente achei um homem para me satisfazer!

CJ sentia vontade de rir com a necessidade de atenção que Catalina tinha. Aquele garoto Claude teria que ter muita força de vontade para aguentar ser um novo CJ, e ter muito cuidado com os surtos psicóticos daquela mexicana.

A corrida termina com CJ na frente. Ele chega e espera Cesar, em segundo, e Claude e Catalina em terceiros. O último corredor desistiu da corrida no meio do trajeto, estranhamente.

Você roubou! – Catalina sai do carro gritando para CJ.

Ser um bom motorista não é roubar... – CJ rebate.

Você acha que é esperto, mas é você quem está vacilando. Ele não estava só correndo, mas também estava me satisfazendo, completamente... – Catalina aponta para Claude – O que você tem a dizer sobre isso?

Tive a vantagem do poder trocar de marcha, eu acho... – CJ olha para Claude de longe por alguns segundos – Mas tá, tanto faz. O que vai ser? Grana ou recibo?

Toma! – Catalina entrega um recibo com a posse de algo a CJ – Adeus, Sr. Johnson! Eu NÃO vou sentir sua falta!

Ei, espera aí, sua vagabunda! Que porra é essa aqui!? – CJ olha para o recibo.

A posse de uma garagem em San Fierro. Meu amante precisa do carro para a gente ir para Liberty City... – Catalina diz.

Liberty City? – CJ olha fixamente para Claude, pensando sobre a roubada que aquele garoto estava se metendo – Tá bom, foda-se, divirta-se...

Eu vou... – Catalina diz.

Beleza... – CJ diz.

Ok... – Catalina não saia do lugar.

Vaza! Não vou sentir saudades... – CJ diz.

Adeus! – Catalina vai embora.

CJ vê a mexicana entrar no carro de Claude e já gritar com ele para ir logo embora. A garagem em San Fierro era do garoto, que largou tudo para tentar a vida atravessando o país, provavelmente praticando crimes junto com Catalina, assim como fazia CJ, até chegarem em Liberty City, cidade que CJ conhecia muito bem e sabia que não era igual ao interior de San Andreas. O que aconteceria lá não seria igual ao que havia acontecido ali. Claude talvez estivesse entrando em uma aventura sem saída junto com aquela sociopata. CJ mentaliza boa sorte para o garoto, que era calado e aparentava ser boa pessoa. Eles vão embora e CJ volta com Cesar para Angel Pine naquela tarde. 

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