quarta-feira, 8 de junho de 2016

San Andreas - Parte 22


Mas alguns dias se passam e Zero não entra em contato. CJ decide ir até a Zero RC, mas estava fechada, o que o faz pensar na hora em uma possível estratégia de defesa que estava rolando. Então ele liga para seu sócio para saber o que havia acontecido:

E aí, Zero. E o Berkley?

Carl, isso é uma batalha entre dois behemoths da programação. Dois gigantes monstros nucleares devastando uma cidade sobre seus pés! Nós disputamos o domínio da pequena e indefesa terra! – Zero se empolga.

Ah, sim. Claro. Se você diz... – CJ não entende muito bem.

Ao lado da loja, dois homens conversavam na calçada quando um tanque de guerra em miniatura se aproxima deles pela calçada.

Isso aí é de verdade? – um dos homens se pergunta.

Que façam brinquedos de amor, não de guerra! – o outro homem se irrita.

O pequeno tanque, sem mais nem menos, explode. A explosão não era tão forte, parecia ser mais simbólica, mas assustou os homens, que saíram correndo gritando:

Mãe de Deus! Está explodindo! Esse brinquedo é muito malcriado!

Zero, que estava dentro da loja, sai ao ouvir a explosão. Ele fica ao lado de CJ e vê vários tanques de brinquedo marchando pela rua, indo em direção à sua loja.

Maldito Berkley! Maldito! – Zero grita – Explode aqueles tanques, Carl! Explode!

Zero já estava preparado. Ele entra na loja e sai com vários pequenos carrinhos de controle remoto. Eram chamados de RC Bandits. Havia pequenas bombas acopladas aos motores, então os carrinhos se transformaram em bombas móveis. Era com elas que o ataque de Berkley iria ser parado.

CJ e Zero começam a guiar os Bandits até os tanques de Berkley na rua, que eram chamados de RC Tigers.  Aparentemente, um contra-ataque não era esperado, então não havia outra escolha a ser cada lado tentar explodir os aparelhos do outro, então juntando as explosões simbólicas de Berkley com as explosões reais de Zero e CJ, a rua da loja vê uma enorme explosão, atingindo carros, machucando pedestres e chamando atenção da polícia. Zero e CJ rapidamente entram na loja, a trancam e vão até o teto do prédio para ver a movimentação. Ninguém havia testemunhado o controle dos brinquedos vindo da Zero RC, então a situação não deu maiores problemas.

Sinta! Você conhece esse cheiro imponente, é o cheiro da vitória! Hahahaha, Berkley! – Zero comemora.

Você pegou ele? – CJ pergunta.

Ele deve estar sangrando em seu quartel-general! – Zero ri – Você foi muito bem, Carl!

CJ sorri de volta e decide passar a tarde na loja. Ele já imaginava que a guerra entre os nerds havia acabado, mas é surpreendido por algo dito por Zero, que se preparava para sair.

O que está acontecendo, Zero? – CJ pergunta.

Estou saindo para enfrentar o destino, seja ele bom ou ruim! – Zero diz, apressado.

De que merda você está falando agora? – CJ está curioso.

A hora do julgamento chegou. Eu tenho que me perguntar se eu sou uma ovelha ou uma cabra! – Zero diz sério e se apoia em CJ – Carl, você seria meu herdeiro? Aqui estão umas cartas. Eu deixei tudo para você caso eu não sobreviva. Por favor.

Eu já sou dono de tudo! – CJ diz, olhando para papeis que Zero havia o entregado – O que há de errado com você, cara?

Estamos passando os limites do Rubicon! Estou envolvido na batalha com Berkley! Como apostas está honra e até nossas próprias vidas! – Zero grita, mas logo depois começa a chorar – É engraçado... Nunca percebi antes como essa época do ano pode ser bela. Talvez eu nunca mais veja Roma na primavera. Uma borboleta...

Chega dessa conversinha, cara! Você vai enfrentar o Berkley ou não? – CJ se irrita.

É uma batalha até a morte! Venha comigo! – Zero grita e sai da loja.

CJ corre atrás do nerd, mas não demora muito a alcança-lo. Na praça em frente à rua da loja, estava montada uma pequena arena em uma mesa. Lá estavam vários nerds todos iguais, inclusive Berkley, que finalmente apareceu. Ele não era nada diferente do resto dos outros, inclusive era parecido até com Zero. A batalha final e “mortal” seria em uma arena de controle remoto, típico de nerds dos anos noventa.

A arena era uma representação de um terreno com várias montanhas, córregos e desertos que separava dois quarteis generais. Cada um possuía tanques, helicópteros e carros que explodiam, atiravam, colavam com imãs, etc. O domínio da cidade seria decidido por um jogo.

Se prepare, Terra de Ninguém! – Zero grita enquanto pega os controles remotos.

Cara, vocês levam essa merda a sério! – CJ se impressiona.

O quartel do Berkley fica após a Terra de Ninguém. Eu vou guiar o Bandit e você vai pilotar o helicóptero Goblin para ajudar da maneira que puder... – Zero fala com CJ – Se eu conseguir levar o Bandit até a base do Berkley, ele vai deixar San Fierro para sempre! QUE A BATALHA COMECE!

CJ pega o controle do Goblin, o pequeno helicóptero com um imã embaixo, e começa a jogar com os nerds. Zero guia o Bandit pelas estradas da arena, que precisava de peças para ser completa até a base do outro lado. CJ vê que em sua base havia pequenas bombas e quatro barras de ferro para serem imantadas pelo helicóptero. Ele rapidamente entende e começa a grudar as barras e levá-las até as partes acidentadas do terreno para usá-las como pontes.

Carl, não seja idiota! Use o Goblin para mover esse barril! – Zero se irrita com um pequeno barril de metal que bloqueava a estrada.

CJ leva o Goblin até lá e retira o obstáculo do Bandit, mas não demora muito a acontecer de novo.

Estou bloqueado. Tem outro maldito barril no caminho! Rápido, o Berkley me bloqueou de novo! – Zero repete.

CJ novamente retira o barril e o Bandit segue seu caminho. Mas o pior estava por vir.

Berkley está usando tanques! Carl, pegue uma bomba e se livre de todos os tanques que ameacem nosso progresso! – Zero diz.

CJ rapidamente volta à base e pega bombas para soltá-los nos tanques de defesa da base de Berkley. Em alguns minutos, os três tanques são explodidos e o caminho fica livre para Zero chegar à base de Berkley e vencer o jogo. Berkley jogava barris no caminho, mas CJ logo os retirava. Zero consegue ultrapassar os limites do portão do quartel inimigo e vence o jogo e a aposta.

Hahaha! Berkley, o senhor é um perdedor! Deixe o campo de batalha com vergonha, recolhe seu sistema de entregas de uma figa e SUMA DA MINHA CIDADE! – Zero comemora e agradece a CJ – Carl, você é tudo que um duelista como eu iria querer em um segundo! Senhor, eu lhe saúdo!

CJ e Zero deixam a arena sob aplausos dos nerds da cidade. Berkley sai humilhado e não seria mais problema para os negócios da dupla vencedora. Finalmente a guerra nerd havia chegado ao fim.


Uma semana se passou e CJ percebeu que Cesar pouco ficava em San Fierro. Ele sempre dizia que teria que ir encontrar algumas pessoas, mas não dizia quem eram. Aquela parecia ser uma desculpa para Kendl, pois dizer no que estava metido realmente, ainda mais naquele momento de San Andreas, talvez fosse um pouco desesperador. A resposta veio em uma ligação em um anoitecer de um sábado.

CJ! – Cesar diz.

Acertou! – CJ responde.

Um primo meu me ligou. Ele me deu uma ideia sobre um carro dos Ballas indo para San Fierro pegar bagulho! – Cesar alerta.

Que merda! A gente precisa descobrir quem está fornecendo para esses caras! – CJ se interessa.

Li sua mente, mano. Eu achei eles na Mulholland Intersection e estou na cola deles agora! – Cesar revela o que esteve fazendo naquela semana.

Beleza, estou indo encontrar você! – CJ diz já entrando em sua garagem.

Mas vem rápido, cara, esses caras não vão ficar de bobeira! – Cesar avisa.

CJ enche o tanque de seu carro e pega a estrada em direção a estrada que levasse para o sul. Durante todo o caminho, CJ procura o Savanna de Cesar, que provavelmente estaria no acostamento ou seguindo algum carro na outra pista. CJ encontra Cesar no acostamento, próximo a Blueberry.

Entra aí, mano! – Cesar diz enquanto terminava de alinhar um de seus pneus.

Para onde a gente vai? – CJ entra no carro de Cesar e deixa o seu por ali mesmo.

Eles foram em direção a Angel Pine. Seguindo a estrada talvez a gente ache eles... – Cesar diz.

Os dois seguem para Angel Pine, onde moravam até algumas semanas atrás. Eles chegam à cidade às dez da noite. Cesar roda pelas ruas a procura do Picador que identificou na estrada como o carro do fornecedor dos Ballas. Cesar encontra o carro próximo a um Cluckin’ Bell. Ele pega uma câmera fotográfica em seu carro e chama CJ para subir no telhado de um prédio em frente à lanchonete. Cesar entrega a câmera a CJ e é surpreendido pelo Picador no estacionamento do Cluckin’ Bell. CJ sente que já havia visto aquele carro antes. Isso se confirma quando Ryder sai do carro.

Olha lá, mano! – Cesar diz.

Ryder! Seu maconheiro! – CJ se enfurece enquanto tira fotos do traficante.

Esse negócio é maior do que qualquer gangue, ese! – Cesar diz.

Ryder, sua putinha! – CJ continua enfurecido.

Logo após Ryder entrar na lanchonete, outro carro estaciona ali. Parecia algo marcado. De dentro do ZR-350, um carrão, sai T-Bone Mendez, que CJ ainda não conhecia.

Esse cara se leva muito a sério... – CJ desdenha enquanto tira fotos de T-Bone.

Esse é T-Bone Mendez! – Cesar já o conhecia por ter quase matado José, líder dos Aztecas.

E agora? Esse também? – CJ vê outro carro estacionando, um Washington.

Quem é o gringo? – Cesar não conhecia Mike Toreno.

Não gostei do olhar desse cara... – CJ diz enquanto também tira fotos – Isso é mais do que uns bandidinhos comprando bagulho. Isso é uma organização séria!

Quantos palhaços tem nisso? – Cesar se impressiona com mais um homem chegando à lanchonete em um Broadway.

Ah, eu conheço um cafetão quando vejo um... – CJ tinha certeza de que aquele negro de terno roxo era um cafetão, mas ninguém sabia quem era – Eles estão sendo muito espertos com isso. Não tem perigo nem nada que os incrimine.

CJ e Cesar já tinham fotos dos quatros homens que ali estavam se encontrando. Aquilo era algo sério e era melhor se prevenir de algo grande que poderia estar sendo organizado. Os dois saem de perto e param em um posto de gasolina, ainda em Angel Pine.

Aquilo é uma parada pesada! – CJ diz.

É melhor a gente se separar e vazar daqui. Te encontro na garagem! – Cesar diz.

Beleza, a gente conseguiu o que veio procurar aqui... – CJ sai do carro.

Cesar volta para San Fierro sozinho pela madrugada. CJ decide ficar pela cidade. Ele volta para o prédio onde estava e tira mais fotos da organização quando todos saem. CJ ainda não sabia, mas aqueles eram o Loco Syndicate, que já estava na ativa desde antes de CJ voltar para San Andreas. Com certeza CJ não iria deixar Ryder se sair bem com aquela situação enquanto ele mesmo estava dormindo em uma garagem em San Fierro, exilado de Los Santos, cidade que CJ daria tudo para voltar. Mas era certo que Ryder não fazia parte do Loco Syndicate. Ali era claro que ele era o cliente, indo negociar em nome dos Ballas, algo inaceitável. As emoções de CJ diziam para ele entrar naquela lanchonete e matar todos, principalmente o traidor. Mas a razão dizia que era necessário deixa-los negociar, conhecer cada membro e saber como agir para pegar todos de uma vez e acabar com o esquema e principalmente com os Ballas em Los Santos. Assim, a Grove Street Families poderia reinar de novo.

CJ dorme em Angel Pine, acorda e rouba o carro de uma idosa. Ele o abandona em Blueberry, pois lá estava seu carro deixado na noite anterior. Quando chega em casa, às duas da tarde, CJ vê que na parede do escritório já havia as fotos de cada rosto dos três membros da organização, e que também havia mais gente ali além de Cesar.

E aí, mano, você já revelou as fotos!? – CJ entra no escritório falando com Cesar, mas vê Woozie, que estava acompanhado de Guppy, seu assistente asiático – E aí, Woozie?

Ei, Carl. Eu estava explicando para o seu cunhado que nós éramos amigos... – Woozie diz.

Ah é? Olha só, Woozie, eu preciso que você me dê algumas informações, cara... – CJ diz.

O que vocês querem saber exatamente? – Woozie pergunta.

Quem são estes putas, mano? – Cesar pergunta apontando para as fotos.

Por que você não dá uma olhada? – Woozie pede a seu assistente.

Esses caras? – Guppy pergunta.

Sim... – Cesar confirma.

Eles são o Loco Syndicate. São bem grandes, eu acho. Não negociamos com eles, não tocamos em drogas... – Guppy diz e aponta para a foto de Toreno – Esse cara comanda as coisas. Não sei o nome dele. Esse outro cara é T-Bone Mendez, é a força-bruta.

E quem é esse cara? – Cesar pergunta sobre o cafetão.

Esse é o Jizzy B. É o maior cafetão da cidade. Ele ajuda a armar os negócios, controla entradas e saídas da organização... – Guppy diz.

Então será por ele que irei me infiltrar... – CJ diz – Como eu encontro ele?

Jizzy? Ele é dono do Pleasure Domes Club naquela fortaleza antiga embaixo da Gant Bridge... – Woozie diz.

Se cuida, Woozie! – CJ diz e sai.

Sem problemas! Não seja um estranho... – Woozie se despede.

CJ agora tinha conhecimento sobre o Loco Syndicate e uma mínima noção do que cada membro fazia. Jizzy parecia ser o membro mais fácil de ser enganado, afinal ele lidava com prostitutas e clientes de todas as espécies. Sua profissão o obrigava a ser aberto a novas pessoas, mesmo que fossem estranhas. A abordagem estava armada: CJ se apresentaria como um jovem novo na cidade em busca de emprego. Com um pouco de bajulação, Jizzy cederia. Isso sempre funciona com cafetões.

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