domingo, 19 de junho de 2016

San Andreas - Parte 23


CJ vai com pressa ao extremo norte de San Fierro, no bairro de Battery Point, até a parte inferior da grande Gant Bridge, a ponte que ligava a cidade ao deserto do Estado de San Andreas. Lá estava o Jizzy’s Pleasure Domes, um antigo edifício da marinha que foi transformado em clube por Jizzy B., um homem negro de trinta e quatro anos que era o maior cafetão da cidade. Ele abusava das próprias prostitutas, recebia traficantes em seu clube como convidados especiais, era envolvido em todo o tipo de pilantragem que a cidade podia oferecer. CJ se apresenta na porta como desempregado, os seguranças o revistam e o levam até Jizzy, que estava sentado em um sofá do clube ao lado de duas de suas prostitutas, outra prostituta fazia pole dance em sua frente. Jizzy se gabava enquanto elas o acariciavam.

Baby, eu tenho tudo. Lençois de pele, casacos de pele, cortinas de pele nas janelas. Quando eu desço as escadas, eu piso em carpetes de pele... – Jizzy dizia para suas prostitutas, quando vê CJ se aproximando – Quem é esse palhaço!? Não preciso de mais amigos, baby! Tudo que eles querem é abusar das minhas acompanhantes!

Não, não. Isso não é sobre elas, é sobre você, fera. Ouvir dizer que você é o cara que está no topo das paradas, então você é o cara que eu precisava conhecer. Estou oferecendo meus serviços... – CJ se curva a Jizzy.

Como é que é!? – Jizzy é surpreendido.

– Sim, senhor. Sou novo na cidade. Tudo que você quiser eu posso fazer. Para um cara como eu, trabalhar com... Trabalhar PARA um cara como Jizzy B., nossa... – CJ atua.

Agora que você falou disso, eu tenho um pequeno problema. Algo que um idiota musculoso como você pode resolver. Porque você me vê, eu sou um intelectual... – Jizzy se gaba e fala com as mulheres – Putas, vão até o bar preparar um drink para o seu cafetão...

CJ olha as prostitutas saindo com seriedade para não parecer interessado nelas.

Eu só tenho dois olhos, e nessas ruas você precisa ter mais do que isso. Você tem que ser igual uma mosca na merda, tá ligado? Cem olhos, em todo lugar. Tem um lunático fodendo com as minhas putas. O filho da puta matou duas na semana passada. Eu quero que você vá descobrir... – Jizzy diz a CJ.

Sem problemas. Sou um parceiro no bagulho agora, Jizzy... – CJ diz e vai embora acompanhado pelo segurança.

Mesmo sem saber para onde ir, CJ vai até o estacionamento para entrar em seu carro e procurar informações pelas ruas. Mas Jizzy segue o novato até lá.

Espera aí, senhor C a J! Está vendo aquela lindeza ali dentro do meu carro? – Jizzy mostra uma jovem prostituta dentro de seu carro conversível – Deixa ela no hotel do centro da cidade. Use o telefone do meu carro e me dá uma ligada quando você terminar. E cuidado com a lataria, fera! Trata ele como o Papa-Móvel!

Jizzy entrega a chave de seu carro a CJ e volta para o clube. Agora CJ tinha um destino e um trabalho melhor direcionado. Ele liga o carro e vai em direção ao centro. A prostituta, uma latina chamada Lola, se impressiona com CJ:

Huummm, que pecho forte. Já fez programa com uma súcia como eu?

Sim, continue falando... – CJ não dá muita atenção.

Faço coisas que sua ruca não faz... – Lola insiste.

Estou ouvindo, estou sendo honesto... – CJ continua não dando moral.

Não sou vagabunda, mas preciso de uma feria... – Lola tenta justificar sua profissão.

Uhum, interessante... – CJ diz.

Foda-se, puto! – Lola se irrita com a falta de atenção e fica calada.

A única coisa que Lola diz é o hotel que ficaria, que ficava dentro do prédio da Zombotech Corporation, uma empresa de pesquisas científicas.

Até mais, ese... – Lola diz ao sair do carro.

CJ logo liga para Jizzy:

Ei, Jizzy. É o Carl, acabei de deixar sua garota.

Ótimo! Eu tenho uma pequena tarefa para você antes de você ir resolver aquele problema que eu te falei... – Jizzy diz – Tem um neguinho aí achando que é fodão, fica abusando das minhas acompanhantes lá em Hashbury. Uma das minhas garotas lá viu o moleque. Quero que você vá lá e acabe com esse cara!

CJ vai a Hashbury, no sul da cidade, para achar um cafetão jovem que tentava ganhar as putas de Jizzy e de outros cafetões da cidade a força. Quando vê o carro de Jizzy pelas ruas do bairro, uma das prostitutas acena. Ela estava com o cafetão na calçada.

Meu chefe está ali. Agora você vai ter problemas! – a prostituta diz.

Só estava fazendo o meu trabalho até ele aparecer! – o cafetão saca uma pistola e começa a atirar no carro de CJ.

CJ se abaixa para evitar os tiros, freia o carro no meio da rua e logo abre a porta para sair rolando. O cafetão é surpreendido por uma rajada de tiros vindos da rua, era CJ atirando também com uma pistola. Um dos tiros acerta o braço do cafetão, que larga sua arma. A prostituta pega a pistola e dá um tiro na cabeça do seu pior pesadelo. Ela estava livre de quem a abusava. CJ e a prostituta fogem com o carro de Jizzy. Após saírem do bairro, CJ liga novamente para ele:

Ei, é o CJ. Só para te deixar ciente que você não precisa se preocupar mais com competição em Hashbury.

Me preocupar? Eu disse que estava preocupado? Não disse! – Jizzy se irrita – Agora vamos para o que interessa: alguma das minhas garotas em Foster Valley está tomando uma surra. Quero que você vá lá e meta o nariz, descubra o que está pegando!

CJ deixa a prostituta próximo a sua garagem em Doherty e segue para Foster Valley, quase na saída ao sul de San Fierro. Ele anda por ali e avista uma Camper parada embaixo de uma ponte e dois homens espancando uma mulher negra. CJ já chega atirando. Ele mata os dois homens e salva a mulher, que realmente era a prostituta de Jizzy. Ela se levanta e vai embora com o carro dos homens. Enquanto ela desaparecia na estrada, CJ novamente falava com Jizzy pelo telefone:

Senhor Jizzy, é o CJ.

Você é pé frio, amigo! A garota que você deixou no centro agora quer sair do jogo! O papaizinho dela quer tirar ela das ruas. Ninguém converte minhas acompanhantes! Você vai voltar até o hotel e vai dar exemplo para todo mundo! – Jizzy diz.

Alguma coisa havia acontecido com Lola que CJ não sabia. Ele volta até o hotel e aguarda ali por alguns minutos. É quando uma limousine branca para na porta de entrada, seguida de um carro preto, provavelmente de escolta. Lola sai do prédio com um senhor de aproximadamente setenta anos, vestido todo de preto. Ele era um bispo da igreja, mas com intenções duvidosas.

O Senhor me enviou para salvar sua alma transviada, meretriz! – o bispo dizia a Lola – Entre no carro e remova suas vestimentas amaldiçoadas, assim eu poderei analisar melhor sua corrupção! Motorista, leve-nos para longe daqui antes que as mãos do Diabo tirem essa pobre garota do caminho da salvação!

Claro, sua santidade evangelical! – o motorista responde.

CJ entende. O bispo era mais sujo que um cafetão, usava sua representação religiosa para abusar de jovens prostitutas. CJ sentiu raiva e vontade de matar tal abominação. A limousine e a escolta saíram e CJ foi atrás. Ele começou a atirar na limousine e nenhum troco veio, os seguranças do bispo não usavam armas.

O Diabo veio tomar o que é seu! Acelera por Deus, motorista, acelera por Deus! – o bispo gritava com os tiros – Precisamos de mais além apenas da benfeitoria do Senhor! Não se preocupe, garota! O exército do Senhor vai te ajudar! Mas agora continua tirando a roupa! Isso, coloca a mão aqui. Cuidado com os dentes, garota! Cuidado com o bispinho! Afaste-se, abominação desgraçada!

Mas não deu tempo para o bispo aproveitar muito de Lola. CJ consegue acertar a cabeça do velho dentro do carro. O sangue dele mancha toda os vidros da limousine. O carro para e Lola sai correndo. CJ para e Lola entra no carro dele. Despistar o carro da escolta do bispo morto foi fácil. CJ liga para Jizzy:

Tudo já foi resolvido, senhor Jizzy!

CJ, você é o braço direito de um jogador, baby! – Jizzy se sente feliz – Ah, a propósito, esse carro aí apareceu no boletim de furtos da polícia. Se desfaça, ou fique com ele, tanto faz. Só não deixa ele chegar perto de mim, das minhas acompanhantes ou do meu clube.

Claro, fica tranquilo, cara... – CJ garante.

CJ leva Lola para sua garagem, assim como o carro de Jizzy como prêmio. A latina deixou a noite de CJ inesquecível. Mas logo pela manhã, para mostrar compromisso, CJ já estava no clube novamente. Dessa vez, não era o único que queria falar com Jizzy. Lá dentro ele vê T-Bone Mendez, a força bruta do Loco Syndicate, conversando com o dono do clube em seu sofá.

– Agora me ouça, ok? É muito importante que você me ouça! – Jizzy diz a T-Bone, que estalava os dedos – Não sou nenhum retardado, amigo. O que você pensa? O que você e o Mike pensam? Eu sou só um rostinho bonito para vocês? Esse é o joguinho de vocês? Esse aí é o idiota musculoso que eu tinha falado. Carl, T-Bone, e vice-versa.

E aí? – CJ se aproxima e cumprimenta T-Bone.

Horale, ese... – T-Bone diz sem nem olhar para a cara de CJ.

Não se preocupe com ele, nós nos damos bem... – Jizzy diz a CJ.

Mano, para de ser um pinche vergonhoso... – T-Bone se irrita com Jizzy.

Vergonhoso? Vergonhoso por quê? – Jizzy também se irrita – Existem três de nós e eu estou ganhando vinte por cento. Que tipo de conta é essa? Isso é conta de imbecil, parceiro! Você e Mike! Eu vendi minha alma para vocês, e é assim que acaba? Vocês ferrando meus treze por cento!?

Você sabia do acordo. Você aceitou! – T-Bone retruca – Além disso, nós poderíamos ter dito cinco por cento. O que você iria...

Ei, ei, ei, como é!? Como é!? O gato comeu sua língua? – Jizzy interrompe e explode de raiva – Você é tão ruim falando quanto é fazendo conta?

Você quer fazer essa parada virar pessoal, ese? – T-Bone se levanta, mas seu celular toca – Alô? Sim. O quê!? Cara, que merda! Aí caras, eu preciso vazar!

Ah, você não vai não! Eu inventei esse truque, baby! – Jizzy também se levanta – Carl, vem comigo! Vamos ter que explodir uns melões por aí!

Os três saem do clube e vão direto para o carro de T-Bone. No caminho, ele explica o que havia acontecido.

Como assim a carga foi roubada? – Jizzy pergunta – A gente não pode simplesmente ir até lá, T-Bone. Pode ser uma armadilha da DEA!

T-Bone recebe uma mensagem em seu pager que dizia a localização da van com drogas do Loco Syndicate que havia caído em uma emboscada de motoqueiros. Ele diz a CJ para ir com uma moto que havia no estacionamento enquanto ele iria com Jizzy em seu carro. O trânsito naquele dia estava complicadíssimo, então CJ chegou ao local muito antes. A van ainda estava sendo roubada embaixo da Garver Bridge, a segunda maior ponte da cidade. Ao verem CJ, os quatro motoqueiros, que faziam parte dos San Andreas Bikers, uma gangue que atuava em San Fierro e no deserto, logo deixam de carregar os baús de suas motos e fogem. A perseguição se inicia e logo nos primeiros metros CJ acerta um tiro nas costas do último motoqueiro. Ele cai no chão com sua moto. CJ recolhe a droga e leva para a van novamente. Ele diz para o motorista, que havia sido rendido, o seguir enquanto caçava os Bikers. CJ roda a cidade a procura dos motoqueiros, mas não encontra mais nenhum. Entretanto, o carro de T-Bone se aproxima e ele mesmo joga vários pacotes de cocaína dentro da van. Ele havia matado os outros três Bikers que haviam fugido. A van segue seu caminho, que provavelmente era Los Santos. CJ volta ao clube de Jizzy e recebe cinco mil dólares, além da moto como recompensa pelo trabalho. Pouco a pouco, CJ ia se infiltrando mais no Loco Syndicate e, ao mesmo tempo, colecionando veículos para sua garagem em Doherty.
No terceiro dia infiltrado no Pleasure Domes, CJ finalmente faz a descoberta que queria. Mas antes disso, ele passou por mais uma situação bem tensa. Anoitecia quando T-Bone apareceu no clube. Ele já havia falado com Jizzy naquela tarde bem irritado sobre a situação da organização criminosa que faziam parte. Quando T-Bone chegou, Jizzy logo tratou de tentar acalmar o colega:

T-Bone, pisa no freio, baby! Relaxa e deixa o sangue esfriar, irmão.

Mano, abre seu olho, cara! Você não consegue ver que a gente está sendo feito de otário aqui, mano? – T-Bone responde irritado.

E aí, parceiro? – Jizzy vê CJ se aproximando – T-Bone, olha aí, é o Carl! Ele é o verdadeiro heroi daqui!

Qual é? – CJ cumprimenta Jizzy.

Está vendo? Ainda estamos tranquilos... – Jizzy diz a T-Bone.

Vocês vatos são estúpidos? Alguém está na nossa cola! A gente tem que repensar as coisas... – T-Bone insiste.

Acho que eles estão só tentando a sorte... – CJ se intromete, mas o celular de T-Bone toca.

Mike? Mike! Eu tentei entrar em contato. O que!? Nossa, cara! Onde você está? Ok, continua falando! – T-Bone atende e alerta Jizzy – Mano, o Mike está com problemas. Vamos vazar!

Que problemas? E quem é Mike? – CJ pergunta.

Cara, eles pegaram a carga de droga e a van, e o Mike ainda está dentro dela! – T-Bone diz.

E o que a gente vai fazer? – Jizzy pergunta – Como você saber onde ele está, caralho?

Ele está com o celular dele, ele vai falar com a gente até a bateria acabar. Vamos, precisamos vazar! – T-Bone se apressa.

Beleza, vambora! – Jizzy também sai.

CJ acompanha os dois, que vão até o carro de T-Bone. Como o latino estava com o celular se comunicando com Mike Toreno, CJ iria dirigir pela sua habilidade. Jizzy acaba ficando no clube para cuidar de problemas que um de seus seguranças reportou.

A gente tem que ir rápido. A bateria do celular do Mike não vai demorar muito para acabar! – T-Bone diz entrando no carro – Ele disse que consegue ouvir gaivotas. Mike está ouvindo pássaros!

Gaivotas? Porra, isso pode ser em qualquer lugar da cidade... – CJ diz.

Ele consegue ouvir maquinaria pesada... – T-Bone ia revelando.

Gaivotas e maquinaria pesada? O que é isso? Uma construção, um terreno, ou algo assim? – CJ dá ideias.

Tem uma construção em Doherty! – T-Bone se lembra – Aguenta aí, Mike! A ajuda está chegando!

CJ corre com o carro até a construção que ficava atrás de sua garagem. Mas ao chegarem lá, não veem nada. O terreno estava vazio desde quando CJ havia enterrado vivo o responsável pela obra.

Ele disse que está ouvindo um caminhão dando ré... – T-Bone diz – Está dizendo que é movimentado, como um depósito de cargas, ou algo assim.

Cargas? Ah, ele deve estar no porto! – CJ se lembra.

Vai para o porto em Easter Basin! – T-Bone grita – A gente vai estar aí em um minuto, Mike!

CJ rapidamente chega até o porto da cidade, mas aparentemente lá também não havia nenhuma movimentação estranha.

Que merda, ele falou que eles pararam e que ele ouviu tiros! Ele acha que eles atiraram para passar de um portão de segurança pesada! – T-Bone diz.

Eles não tem segurança pesada no porto, mas tem no depósito de cargas do aeroporto! – CJ diz.

Para o aeroporto, rápido! – T-Bone novamente grita.

O aeroporto da cidade ficava logo ao lado do porto.

Mike está ouvindo aviões decolando e aterrissando! – T-Bone confirma que o destino era o aeroporto – Não se preocupa, Mike. A gente está quase aí! A bateria do celular dele está acabando!

Ao chegarem em frente ao aeroporto, CJ e T-Bone veem o portão de segurança para o estacionamento totalmente aberto, e vários guardas mortos próximo a guarita.

Aí está o portão! – T-Bone diz.

E com guardas mortos... – CJ completa.

O lugar é esse! Fica de olho naquela van! – T-Bone começa a mexer em um aparelho eletrônico com uma grande antena – Ok, as tags devem funcionar agora, mano.

Tag? Que porra é uma tag? – CJ não entende e pergunta enquanto vai em direção a pista do aeroporto.

Depois daquele problema com os motoqueiros, o Mike escondeu um transponder no meio da cocaína. A gente ia seguir isso até chegar na gangue, mas deve ter dado alguma merda, agora a gente vai usar para achar a van e resgatar Mike! – T-Bone explica.

E como funciona? – CJ pergunta olhando para o aparelho, que começa a emitir um som.

Simples. Quanto mais perto nós estivermos, mais forte é o sinal... – T-Bone diz e percebe o barulho apitando muito alto.

Porra, olha eles alí! – CJ avista uma van amarela com dois motoqueiros a escoltando.

T-Bone e CJ começam a perseguir a van e a atirar nos motoqueiros, que logo caem atingidos por tiros. Então a van para e de lá saem três asiáticos. Eram os vietnamitas da Da Nang Boys, uma gangue do Vietnam com membros extremamente violentos. Eles sequestraram Mike Toreno e planejavam mata-lo para acabar com o Loco Syndicate. Mas, com seus guardas de moto mortos na pista de pouso do aeroporto, eles foram presa fácil para CJ e T-Bone, que mataram os três vietnamitas com poucos tiros.

Ei, cara, vem logo, rápido! – CJ diz a T-Bone enquanto se aproximava da van.

Apurate, apurate! – T-Bone diz enquanto abre a porta traseira da van.

Já era hora, T-Bone... – Mike Toreno sai da van armado e se assusta com CJ, apontando sua pistola para a cabeça do novato – Quem é esse cara, caralho!?

É um dos capangas do Jizzy. Relaxa, guero... – T-Bone diz.

Vocês estão ouvindo isso? – Toreno ouve uma sirene de polícia se aproximando – A gente tem que colocar fogo nessa van com a cocaína dentro.

Ei, calma, guero, não vamos queimar nada! – T-Bone diz.

Isso é uma precaução. Podemos pegar vinte anos, ou até mais do que isso! Comprende, amigo? – Toreno improvisa um espanhol.

Ele está certo, cara. Vamos fazer isso e vazar daqui! – CJ concorda com Toreno.

Quem te perguntou alguma coisa nessa porra, payaso? – T-Bone se irrita e empurra CJ – Isso aqui não é um comitê!

Exato! Eu dou as ordens aqui! Agora calem a boca e vamos embora! – Toreno se irrita com a briga.

Todos atiram no tanque da van e começam a atirar na gasolina que vaza. Logo a van estava em chamas, assim como toda a droga. Era um grande prejuízo para o Loco Syndicate, mas era melhor que uma possível prisão perpétua. CJ guia Toreno e T-Bone de volta para a saída do aeroporto. As viaturas de polícia haviam entrado pela garagem subterrânea e CJ passou pela garagem suspensa, então não foi visto. Em poucos minutos, todos já estavam a caminho do Pleasure Domes.

Há quanto tempo você está trabalhando para o Jizzy? Eu nunca te vi antes... – Toreno pergunta a CJ.

Cheguei na cidade na semana passada. Fiz alguns bicos por aí... – CJ responde.

Acabou de chegar na cidade, né? E onde você estava antes disso? – Toreno desconfia.

O que é isso!? – CJ se irrita com as perguntas.

Cara, responde a porra da pergunta... – T-Bone se irrita também.

Calma, cara. Estive em Los Santos com a minha família, beleza? – CJ diz.

Pega a carteira dele... – Toreno diz a T-Bone.

O que!? Ei, sai! – CJ tem sua carteira pega por T-Bone enquanto dirigia.

Para de brigar e se concentra na pista! – T-Bone diz – Toma aí, Mike.

Carl Johnson, hein? – Toreno vê a identidade de CJ e devolve – Certo, já vi o bastante. Toma.

Tinha vinte dólares nela. É melhor estar aqui quando eu checar... – CJ brinca.

Cala a porra da boca! – T-Bone ri.

CJ leva os dois até o clube novamente.

Ok, Carl Johnson. Você foi bem hoje... – Toreno entrega sete mil dólares a CJ.

Cara, agora vaza daqui. A gente tem que conversar sobre umas coisas aqui... – T-Bone diz a CJ.

Eles entram no Pleasure Domes. CJ vai ao estacionamento e volta para sua casa em seu carro. Agora ele sabia quem era o chefe da organização criminosa que fornecia drogas para serem distribuídas por Big Smoke e que estavam causando o fim da Grove Street Families. Seu nome era Mike Toreno. Os planos de como acabar com o Loco Syndicate começam a serem traçados naquela velha garagem abandonada de Doherty.

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